sábado, 15 de fevereiro de 2014

A paz que não queremos.

 

Tudo muito legal, tudo muito bonito. Presidentes de Corinthians e Palmeiras se encontram para promover, digo, para “selar” a paz entre as duas agremiações de maior rivalidade no estado. Bom, não foi desta vez que Juvenal Juvêncio foi chamado. Quem sabe da próxima vez, até porque isto é um outro assunto ou o buraco deve ser mais embaixo.

Deixando um pouco ironias de lado e para falar o português ou paulistanês mais claro, para mim isto não passou de mais um evento marqueteiro. Jogos ruins, campeonato desprestigiado, malfadado, sucateado: audiência do “Plim-Plim” despencando cada vez que a bola aparece rolando ou sendo maltratada na tela. Vamos então aproveitar o momento e promover a “paz”. Ok, beleza, protocolo cumprido.

Mesmo com este “armistício”, a torcida visitante ficará apenas com dois mil ingressos, o que acabará ficando com a uniformizada, impedindo mais uma vez o torcedor comum de prestigiar seu clube no estádio. Isto é coisa do passado, quando o espaço era muito mais democrático e divido igualmente ou conforme as torcidas iam chegando e se acomodando.

Parabéns Corinthians, Palmeiras, Rede Globo, por este momento tão sublime, talvez iniciando uma nova era e demonstrando que a paz também serve para promover um espetáculo. Todavia já me dei por satisfeito. Muito obrigado.


Um comentário:

Sérgio Oliveira disse...

Disse que o campeonato estava falido, mas ainda assim acreditava que alguma coisa podia mudar. Não mudou, apenas piorou. A chamada da Globo, dizendo que eu estava aguardando mais de quatrocentos dias para ver esse jogo é quase uma piada, já que não é engraçada.