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domingo, 6 de janeiro de 2013

Dia de Reis.




Nasceu no dia 23/10/1940, numa velha casa de tijolos, de pintura desbotada, no município de Três Corações em Minas Gerais. Filho de João Ramos do Nascimento e Celeste.

Nasceu em 25/01/1942, em Malafaia, bairro pobre de Lourenço Marques (atual Maputo), em Moçambique, então colônia de Portugal. Filho de Elisa.

Ambos tinham em comum origens  humildes, e a vontade de jogar futebol. O primeiro, não desgrudava de sua bola de meia, e a levava para escola. Já o segundo, matava aulas de vez em quando, atrás de uma bola de futebol... Ambos levavam puxões de orelha de suas professoras ou outros métodos de castigos já não tão convencionais, como ajoelhar no milho ou feijão, ou ficar de pé no canto da parede.

Aos 10 anos, o garoto de Três Corações e alguns amigos criaram o “Sete de Setembro”, um time de pés descalços. Teve como padrinho Valdemar de Brito quando já atuava no infantil do BAC (o Baquinho).

O padrinho do garoto de Lourenço Marques era o “seo” Chico, um vendedor de bilhetes de loteria e que não tinha o braço direito. Chico montou uma equipe de futebol que denominou de “Os Brasileiros”.

Pelé assinou seu primeiro contrato com o Santos aos 16 anos, com salários de seis mil cruzeiros por mês. Eusébio, assinou seu primeiro contrato com o Benfica, já com 21 anos, no mesmo valor de seis mil, só que de escudos.

Os dois se encontrariam pela primeira vez na final do Torneio de Paris em 1961. O time campeão europeu comandado por Bella Guttmann (treinador do lendário time do Honved) estava sendo massacrado pelo Santos por 4x0 ainda no primeiro tempo. Segundo tempo e Pepe amplia para 5x0. Bella Guttman, um dos responsáveis por trazer Eusébio ao Benfica, saca Santana (o maestro do time, meia-direita oriundo de outra colônia portuguesa, Angola) e coloca o seu pupilo recém-chegado, talvez num lance de desespero. Eusébio conta o que aconteceu: “ Veio a primeira bola para mim, atirei e fiz. Na segunda a mesma coisa e assim também na terceira. Na quarta jogada, sofri um pênalti. Mas o goleiro deles (Laércio), pegou e na sequencia da jogada o Santos fez mais um e liquidou a partida”.

O Pantera Negra (como passaria a ser chamado), faz 3 gols em apenas 16 minutos. Mesmo com a derrota do Benfica por 6x3, acabou sendo o nome da partida. E não deu outra; o principal jornal esportivo francês  L’Équipe, estampou na sua primeira página: “Eusébio 3 x 2 Pelé”, já que este havia feito “apenas” dois gols. Pepe(2), Lima e Coutinho também fizeram para o Santos.

Mas Eusébio não pararia por aí. Seria um dos responsáveis por uma das derrotas mais acachapantes do Real Madrid na Taça dos Clubes Campeões Europeus (hoje chamada de UEFA ou Champions League). Benfica 5 x 3 na final se tornando bicampeão europeu. Não deu para Puskas (que fez três gols nesta partida) ou Di Stéfano. A Europa já tinha um novo rei, ou para Portugal pelo menos.

O rei da América contra o rei Europeu ainda se encontrariam algumas vezes, como na final do Mundial Interclubes e na Copa da Inglaterra, sendo Eusébio o artilheiro desta competição, melhor  jogador da Copa e do ano de 1966 (o equivalente a Bola de Ouro hoje) e conseguindo para Portugal sua melhor colocação numa Copa do Mundo com o terceiro lugar. Não tardaria para ambos se encontrarem novamente, meses depois, no Torneio de Nova York.  Sempre quando eles se encontravam, era dia de “reis”; não exatamente com estas palavras,  mas era o enfoque que a imprensa europeia e principalmente portuguesa davam. ( Embora depois da Copa de 1966 Pelé fosse tratado por um tempo pela imprensa portuguesa como “ex-rei do futebol”).

Ambos foram jogar nos EUA: Pelé encerraria sua carreira no New York Cosmos em 1977 e Eusébio jogaria pelo Boston Minuteman. Dois anos mais novo, o Pantera se aposentaria dois anos depois, em 1979 atuando pela segunda divisão portuguesa, logo após completar 37 anos.

O garoto pobre de uma colônia portuguesa, se tornaria  Rei de Portugal.


Um pouco do perfil de Eusébio da Silva Ferreira:

Cognomes: Pantera Negra, Pérola Negra, Rei de Portugal.

“Goles”: 733 em 745 jogos (média de quase 1 por partida);

Pelo Benfica: 638 gols em 614 jogos;

Recorde de gols no Campeonato Português (319), Taça de Portugal (97), e Liga dos Campeões da Europa (46);


Artilheiro do Campeonato Português por 7 vezes, e campeão 11 vezes;

Maior goleador da Europa em duas oportunidades: 42 gols em 1968 e 40 gols em 1973;

Futebolista Europeu do ano (1965);

Outras premiações como Ordem do Mérito e do Infante D. Henrique (1966, 1992, 2004);

E a lista segue...



Fonte: "Donos da Terra - A História do Primeiro Título Mundial do Santos", Odir Cunha, Ed. Realejo.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Há dez anos, uma geração conquistava o Brasil.




Você é louco, vai levar uma goleada e não vai ter clima para jogar o resto do campeonato.”

“Zito, você é o maior dos que eu vi jogar na sua posição, mas está medroso.”

O diálogo acima é entre o ex-jogador e dirigente santista de 2002 e o técnico Leão, após este pedir um amistoso contra o Corinthians antes da estreia do Campeonato Brasileiro daquele ano.

Após investir em medalhões como Edmundo, Rincón, Valdo, Marcelinho Carioca, Oséias, dentre outros e vir de uma traumática eliminação no campeonato paulista de 2001, com o gol de Ricardinho no último lance da partida, o Santos resolve apostar na molecada. E para ser mais justo ou mais exato, Leão (demitido da Seleção Brasileira em 2001), foi quem resolver fechar o grupo: “Esquece tudo o que falei. Não quero ninguém”, disse o técnico ao então presidente Marcelo Teixeira que teria respondido “Nós vamos cair”.

Sobre o temido amistoso contra o Corinthians (que era o campeão da Copa do Brasil e do Torneio Rio-São Paulo e entrava como favorito na competição), aqueles  garotos venceram o jogo por 3x1. “Você é um louco com sorte”, disse Zito ao técnico Leão ao final da partida. Foi este jogo que fez com que Leão tomasse a tal decisão de fechar com o grupo: “Esse é o elenco e vocês vão cumprir a honra e tradição do Santos”, disse ele para aqueles garotos. Dentre eles, um que recebera o apelido de “panturrilha de mosquito”.

Desacreditado, sem recursos financeiros e com um jejum de 17 anos sem títulos de maior relevância o Santos entra no Campeonato Brasileiro daquele ano para fazer apenas uma boa campanha. Mas os jogos foram se sucedendo e aquele grupo foi dando trabalho aos adversários, ganhando corpo, encantando, surpreendendo: Mais uma vitória sobre o Corinthians por 4x2 no Pacaembu e aquele que foi considerado um dos maiores jogos do campeonato, quando o Santos perdeu por 3x2 para o time de estrelas do São Paulo, chamado de "Real Madrid do Morumbi"; jogo polêmico em que Diego comemorou um dos gols em cima do escudo são-paulino(atitude reprovada pelos próprios santistas).

“Aqueles moleques eram folgados”, como dizia o próprio Leão. Fim da fase de classificação, Elano desce chorando ao vestiário após a derrota para o São Caetano por 3x2. Fim da linha para os meninos, mais um ano de fila, o Santos estava eliminado (eliminado “vírgula”, até saberem do resultado do outro jogo). E a vitória do Gama por 4x0 sobre o Coritiba colocava o Santos nas quartas-de-final. Aqueles moleques não eram apenas folgados, mas também eram muito persistentes. Mário Sérgio, técnico do Azulão, parabeniza o técnico Leão:“O seu time é o melhor. Mas criança vence jogo, não ganha título".

Felizmente a profecia de Mário Sérgio não se concretizou. E os meninos foram rompendo  barreiras e ganhando mais confiança, e tendo que reverter os resultados pois o empate não os favorecia: Venceu o favorito São Paulo, com Luís Fabiano, Kaká, Ricardinho, Reinaldo & Cia (3x1), (1x2), Grêmio do promissor Tite (3x0), (1x0), e o confiante Corinthians (2x0), (3x2).

Em mais uma profecia após perder o primeiro jogo da final, Parreira baseado nas estatísticas dissera que o Corinthians não perdia dois jogos seguidos. Outra que também não se concretizou. O segundo jogo da final, foi considerado um dos mais eletrizantes da história do certame, pelos acontecimentos ao transcorrer do jogo: A contusão de Diego no começo da partida, o surgimento das pedaladas de Robinho, a expulsão do Leão, a virada do Corinthians, a grande atuação do goleiro Fábio Costa, e mais uma vez a virada santista.


Aqueles meninos foram longe, fizeram e entraram para a história: o elenco mais jovem a conquistar o Campeonato Brasileiro com média de idade de 22 anos. O capitão mais jovem a erguer uma taça, Paulo Almeida aos 21 anos. Desacreditado por todos, deste o técnico mais estudioso até o palpiteiro de boteco, aquele time superou a tudo e a todos.  O Santos não iria morrer na praia novamente como diziam. Não fisgariam o peixe com o anzol novamente, muito menos comeriam moqueca como queria Vampeta. Tínhamos camisa, e respeito era bom e a gente gostava.

 O improviso, a irreverência, venceu o futebol metódico. Provamos que era novamente possível sorrir com o futebol, ou mesmo dar boas gargalhadas.  E a fórmula para a conquista estava dentro de casa. Esquecidos desde 1978, os Meninos da Vila estavam de volta para fazer muita bagunça e também deixar muita gente aborrecida, como toda travessura. O que vão aprontar no próximo jogo? Era o que perguntavam. Conquistaram o Brasil em 2002, quase conquistaram a América em 2003 e marcaram presença novamente em 2004, com mais um título. Uma geração que entrou para história e dava gosto de ver jogar e que os santistas (e mesmo outros torcedores) nunca mais vão esquecer.

Para Léo, este título foi mais importante que a Libertadores, por todas as circunstâncias que envolviam.  Representou segundo ele, “o despertar de um gigante”. Foi mesmo o renascimento santista. E os Meninos da Vila estavam de volta.


Retrospecto e jogadores:

Campanha santista no Brasileiro
Foram 31 partidas com 16 vitórias, 6 empates e 9 derrotas, com 59 tentos marcados e 41 sofridos.
Artilheiros do time na competição
Alberto (12 gols), Diego e Robinho (10), Elano (9), Léo (6), William (3), Alex (3), Renato e Robert (2), André Luis e Douglas (01).
Participações no certame
Renato (31 jogos), Robinho (30), Alberto, Elano e Léo (29), Diego e Paulo Almeida (28), Alex e Maurinho (25), Júlio César (22), Preto (21), André Luis e William (18), Robert (16), Alexandre (13), Wellington (12), Douglas (8), Pereira (7), Fábio Costa (6), Adiel, Michel e Rafael (4), Bernardi (3), Bruno Moraes e Fabiano Souza (2) e Canindé e Marcão (1).



Fontes: Globo Esporte, Lance, Site Oficial do Santos Futebol Clube.



quarta-feira, 16 de maio de 2012

Santos é Tri no ano do centenário.

Um gesto que tem se transformado corriqueiro para o capitão Edu Dracena: levantar troféus. Mais uma vez o Santos é Campeão Paulista, ou Tricampeão melhor dizendo. Os Meninos da Vila fizeram a lição de casa no ano do centenário espantando a tal maldição que assolaram outros grandes. E com um feito que não acontecia há 43 anos, com um clube conquistando o estadual por três vezes consecutivas. Tudo bem, pode não ter o mesmo "glamour" daqueles tempos, mas é uma marca que deve ser ressaltada e comemorada.

E fiz questão de participar deste momento. Apesar da dificuldade de adquirir um ingresso, consegui o meu apesar do setor que eu queria já estivesse se esgotado. Mas o lugar que fiquei também não era ruim. Assistir um jogo num estádio é diferente de ver quando se está conforto do seu sofá, mesmo no Morumbi   onde ficamos distantes do gramado.  Se perdemos algumas informações por não termos a televisão como aliada, vemos coisas que não são possíveis pela TV. E o principal delas é a movimentação dos jogadores no gramado, principalmente quando estão sem a bola. E as alternativas que um jogador como Neymar oferece com a sua movimentação, abrindo espaços, criando e também se antecipando nas jogadas. Não adianta você querer adivinhar o que ele vai fazer: se vai para a esquerda, ou para a direita. Imagine então para o seu marcador. Aliás não adiantava dar palpites. Restava se levantar da cadeira ou da arquibancada e ver o que este jogador vai fazer ou inventar. Era o que fazia as mais de 50.000 pessoas toda vez que o astro da Vila pegava na bola. Jogador que por si só já vale o ingresso. Ou mesmo deveria ser cobrado um "couvert artístico" como disse um jornalista do jornal "O Lance" (evidente que é uma brincadeira, pois o ingresso já não é barato, principalmente em jogos decisivos). Outra característica em termos gerais é que o futebol está incrivelmente rápido; os jogadores hoje são verdadeiros velocistas. Ao vivo parece ser ainda mais rápido que na TV, ainda mais com dois times leves como foram o caso de Guarani e Santos, o que contribuiu para que muitos atletas utilizassem os seus "dois pulmões" ao longo da partida. 

Não queria ser repetitivo aqui no Patativa para falar o que os jornais e as mídias em geral já disseram sobre este título do Santos, sobre Neymar, Ganso, etc, e também não poderia deixar de enfocar este título do Peixe. Por isto optei por fazer esta breve narração e ao mesmo tempo homenagear o elenco santista Tricampeão Paulista de 2012 com esta  clássica foto dos jogadores postados. Um título histórico no ano do centenário. Parabéns a todos! 


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Uma exceção à regra.


Num país terceiro-mundista como o Brasil, é natural que ídolos sejam esquecidos. Só muito recentemente tivemos inaugurado um Museu do Futebol, no "país do futebol", no Pacaembu. O glorioso Felipe Melo, dissera que não conhecia a seleção de 1970. Natural. Nada de anormal em seu pensamento, afinal "quem vive de passado é museu". (Por onde anda Felipe Melo mesmo?). Óbvio que não podemos ficar presos no passado, temos que olhar para frente. Mas conhecer história - ou "a" história - não significa necessariamente viver "no" ou "do" passado. Gosto de livros de história (estou lendo um que não é sobre futebol), e vejo muitas relações com o presente. Mas a maioria não pensa assim por aqui, ao contrário de nações consideradas de primeiro-mundo.

Opiniões a parte, o fato é que Neymar (que foi chamado de mal-educado e "monstro" por Renê Simões) tem tido uma atitude nobre ao homenagear artilheiros santistas do passado ao se igualar na artilharia. A primeira homenagem foi para Juary, quando chegou aos 101 gols na semi-final do campeonato paulista, e neste primeiro jogo da final, a homenagem foi para Serginho Chulapa, com suas irreverentes comemorações, quando Neymar fechou o placar para o Peixe com 3x0. Mauro Betting ressaltou bem, dizendo que o primeiro gol de Neymar após jogada de Ganso, lembrou a categoria de João Paulo, o "Papinha da Vila", com um toque de classe no canto do gol. E o segundo dele na partida, claramente lembrou o oportunismo de Serginho Chulapa, este mesmo dizendo que foi uma das "maiores emoções" que já viveu ao ser homenageado pela jóia santista. Juary também ressaltou sua emoção lá na Itália.

Apesar de ser da geração "playstation" ou "X-Box 360" (se não errei o nome do game), Neymar foge um pouco deste contexto, e ao contrário dos garotos da sua faixa etária ou até mais velhos, faz questão de lembrar alguns ídolos, mesmo não os tendo visto jogar, e mais que isto, nem ter sequer nascido quando estes jogavam e já alegravam os torcedores santistas. Com 104 gols, Neymar agora está a apenas um gol de se igualar ao grande Del Vecchio, com 105 gols, artilheiro do campeonato paulista de 1955 com 23 gols quando o Peixe sagrou-se campeão após um longo jejum. Com 18 gols, a jóia da Vila é o atual artilheiro da competição. Coincidentemente, Álvaro (com 106 gols) e Vasconcelos (com 111) que juntamente com Del Vecchio integraram aquela máquina santista de 1955, são os próximos da lista que Neymar fatalmente  deverá ultrapassar.

Não só no campo, Neymar fez questão de homenagear estes dois artilheiros da Vila no seu site oficial, na figura acima.




sábado, 21 de abril de 2012

"Santos Football Club"

"Vários sportman desta cidade estão empenhados em organizar um poderoso club de football". Manchete do jornal Diário de Santos, de 09 de abril de 1912. "Era já sensível a falta, entre nós, de um bom clube dedicado ao bello sport do football. Acreditamos que o novo clube venha a preencher esta lacuna", finalizava o anúncio.

Se abrísssemos as páginas de um jornal  no começo do século XX, veríamos o football dividir as manchetes com esportes como o remo,ciclismo,cricket, beisebol, esgrima, dentre outros. Influência inglesa, muito latente no comportamento da elite brasileira da época, adepta na prática destes esportes. O Clube de Regatas Santista, fundado em 30 de abril de 1893, foi o primeiro clube de regatas do Estado. Já o ciclismo, era praticado na avenida Conselheiro Nébias, por ser longa e de linha reta. "Aliás, não era considerado elegante o rapaz da boa sociedade que não tivesse bicicleta". Alguns praticantes destes esportes como remo, ciclismo e cricket, também introduziriam ou ajudariam a difundir a prática do futebol no Brasil.

Foi somente em novembro de 1902 que a primeira bola de futebol rolou em Santos. Até então era um esporte praticamente desconhecido. Campo delimitado por bandeirolas, jogadores atuando com calças, camisas de manga cumprida, e até paletó. Mas o balanço foi positivo e agradou também a quem assistia. Apesar disto, tinha o pessoal do contra, principalmente os praticantes de remo que passaram a olhar os futebolistas com "revés" conforme relatou Harold Cross, um dos fundadores do Santos F.C. e que esteve naquela peleja. 


Passados 10 anos desta primeira partida, Mário Ferraz, Raymundo Marques e Argemiro de Souza Júnior, percorreram o alto comércio alistando 200 jovens para a nova agremiação que se pretendia. 39 pessoas compareceram ao salão do Concórdia, clube que cedeu espaço a reunião. Também foi escolhida a diretoria e o primeiro presidente, Sizino Collatino Patusca. A seguir, o próximo assunto da pauta; a escolha do nome da nova agremiação: 


"Raymundo Marques(foto) abriu os debates, solicitando sugestões aos presentes. O nome África Futebol Clube foi pronunciado, mas a proposição foi rejeitada."Associação Esportiva         Brasil" foi lembrada e apesar de agradar a outros, não foi aceita. "Associar o nome do clube ao país não é de bom tom", justificaram-se os opositores. Raymundo Marques deu prosseguimento. "Concórdia F.C.", opinou Álvaro de Barros. Concórdia era o nome do clube que cedeu o salão onde a reunião estava sendo realizada. Gentil homenagem, mas se ele já existia, não havia razão para criar um novo. Raymundo Marques tornou a solicitar sugestões. É quando a voz de Edmundo Jorge de Araújo se  fez ouvir no fundo da sala":


 -"Por que não chamamos o nosso clube de Santos, Santos Football Club?"


"Após um breve silêncio, uma salva de palmas tomou conta por todo salão. Raymundo Marques nem precisou colocar em votação. Transformando palmas em palavras, decretou":


-"Meus senhores! Acaba de ser fundado o Santos Football Club!"


"Era o entardecer do dia 14 de abril de 1912. Estava fundado aquele que viria a ser o maior clube de futebol da cidade e que, exatos 50 anos depois, se tornaria o primeiro clube campeão mundial pelo Brasil. No dia seguinte, o jornal A Tribuna de Santos noticiava":


"Santos Football Club com o nome supra acaba de ser fundado nesta cidade, um club de football destinado, por certo, a uma vida longa e plena de vitórias, para o que conta com os melhores elementos desta terra".


*Este post foi baseado no livro "Santos Foot-Ball Club" - O Nascimento de um Gigante, de Gabriel Davi Pierin. Trechos citados desta obra estão colocadas sob aspas.




No canto superior direito da foto indicado pela seta, a sede  do  clube Concórdia, local de fundação do Santos Futebol Clube. Antiga Rua do Rosário, atual Rua João Pessoa. O prédio ainda existe, onde atualmente funciona um estabelecimento comercial.







sábado, 7 de abril de 2012

Meninos da camisa "7".


Habilidade e velocidade. Alguns dos principais requisitos para ser um ponta. Representada pela camisa "7", aquele setor direito do campo revelou alguns dos maiores jogadores do futebol brasileiro. Houve um que até ganhou uma Copa do Mundo "sozinho", pelo menos é o que diz o conto popular. E com o Santos Futebol Clube não foi diferente. Alguns de nossos jogadores mais habilidosos, se originaram desta posição. E muitos começaram bem jovens. Vamos descrever um breve perfil destes meninos da camisa "7" destacados na figura acima:

Adolfo Millon Júnior (Millon): Período (1912/ 1923- 1926): Um dos fundadores do Santos, tinha apenas 18 anos quando foi o primeiro a assinar a ata de fundação do clube. Também foi o primeiro ponta-direita da seleção brasileira, ou pelo menos o primeiro desta posição a ganhar títulos oficiais: A Copa Roca (1914) e o Sulamericano de 1919. Autor do gol nº1 da Vila Belmiro. Atuou em 111 jogos, e fez 39 gols.

Omar Pupo de Moraes (Omar): Perído (1923-1932): Outro jovem ponteiro direito que chegou à Vila oriundo de outro clube que existia em Santos, o Brasil F.C. Com Camarão, Evangelista, Araken, Siriri e Feitiço, integrou o ataque a atingir pela primeira vez a meta dos 100 gols numa competição oficial. Atuou em 144 partidas, e fez 24 gols.

Cláudio Christóvam de Pinho (Cláudio): Período (1940-1944): Natural de Santos, foi revelado num projeto amador que existia no clube nos anos 40, chamado "manhãs esportivas". Com apenas 17 anos, ascendeu ao profissional, e ainda no Santos, foi convocado para a seleção brasileira. Emprestado ao Palmeiras em 1942, teria feito o primeiro gol do clube com esta nova denominação. Mas foi no Corinthians que ele se tornou ídolo e num grande goleador, com seus chutes precisos. Por que este talento não ficou na Vila, vou ainda precisar da ajuda dos "universitários" santistas. Jogaria ainda no São Paulo, onde encerraria sua carreira em 1960.

Dorval Rodrigues (Dorval): Período (1956-1967): Começou no juvenil do Grêmio e se profissionalizou no extinto GR Força e Luz também de Porto Alegre. Com 21 anos, já defendia as cores do time de Vila Belmiro. "Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe", esta linha ofensiva todo santista sabe de cor e salteado; desde os mais velhos, aos mais jovens. Habilidoso e um grande velocista, também era um grande finalizador. Considerado o maior ponta-direita da história do clube, fez 198 gols em 612 partidas. Ocupa a sexta posição no quadro geral dos maiores artilheiros do Santos.

Nílton Pinheiro da Silva (Nílton Batata): Período (1977-1980): Outro ponteiro rápido e habilidoso. Convocado por Cláudio Coutinho, fez um gol logo em sua primeira partida pela Seleção. Disputaria a Copa América em 1979, participando de alguns jogos. Fez parte da geração "Meninos da Vila" de 1978. Jogou 239 partidas, e fez 38 gols.

Róbson de Sousa (Robinho): Perído (2002-2005/2010): Já estamos num período no qual os pontas perderam seu espaço para os laterais, pois o futebol "evoluiu" para ser mais defensivo. Robinho nunca foi chamado de "ponta" propriamente dito, mas reúne características para tal. E são nas laterais (ou nas pontas) que seu futebol rende mais. Surgiu para o futebol profissional com 17 anos, idade em que foi campeão brasileiro, protagonista, e autor das "pedaladas" que acabou sendo sua marca. Fez 94 gols em 213 partidas, sendo o 5º maior artilheiro após a Era Pelé.

Homenagens aos camisas "7", faltando 7 dias para o centenário do Santos Futebol Clube. Estendo esta homenagem aos grandes ponteiros do futebol brasileiro.



quarta-feira, 4 de abril de 2012

10 dias, 10 maestros.


Eu avisei ao leitor do Patativa na apresentação deste especial em janeiro que iriam ter que me aturar. Mas é por um bom motivo. Aliás, por um motivo que acontece a cada 100 anos. Época propícia para vivenciar a história do clube que se ama. Como faltam 10 dias para o centenário do Alvinegro Praiano, vamos falar de 10 maestros e da camisa "10".

Podemos ver surgirem novos "reis" do futebol. Atualmente, estamos presenciando um, ao vivo, e à cores. Como convencer as novas gerações, que talvez este que defende as cores do clube catalão por exemplo, não seja o maior de todos os tempos como se tem difundido? Não sei. Não cabe a mim este papel, e também não me interessa. Mas com certeza, desde que surgiu um rei na Vila Belmiro, a "10" nunca mais passou a ser vista da mesma maneira em qualquer lugar do planeta. E a referência, passou a ser sempre esta "10", que também ganhou as cores verde-amarela da seleção. Podem surgir novos reis, mas não é coincidência, e nem será, que estes vistam, ou vão continuar vestindo, a camisa "10".

Por este motivo, para quem veste a camisa 10 santista, existe uma cobrança dobrada. Ou elevada a décima potência. Felizmente atualmente ela tem sido muito bem representada. E houveram outros que a representaram muito bem, como verdadeiros maestros. E antes da 10 se tornar mítica, outros santistas já faziam história, como grandes artilheiros, e grandes maestros. Talvez faltem alguns pois não sou o dono da verdade, mas escolhi estes para homenageá-los:

10- Haroldo Pires Domingos (Haroldo) - Período 1912/1913 - 1915-1917/1921-1927.
77 jogos, 55 gols.
10 - Araken Patusca - Período - 1923-1929/ 1935-1937; 193 jogos, 177 gols.
10- Nicolau Moran (Moran) - Período - 1931-1949; 140 jogos, 27 gols.
10- Antônio Fernandes ( Antoninho) - Período - 1941-1954. 400 jogos, 145 gols.
10- Válter Vasconcelos Fernandes (Vasconcelos) Período - 1953-1959; 181 jogs, 111 gols.
10 - Edivaldo de Oliveira Chaves (Pita) Período - 1976-1984; 412 jogos, 53 gols.
10 - Giovanni Silva de Oliveira (Giovanni) Período - 1994-1996/ 2005- 2006/2010; 138 jogos, 74 gols.
10 - Diego Ribas da Cunha (Diego) Período - 2002-2004; 133 jogos, 38 gols.
10- José Roberto da Silva Júnior (Zé Roberto) - Período - 2006-2007; 48 jogos, 12 gols.
10 - Paulo Henrique Chagas Lima (PH Ganso) - categorias de base a partir de 2007; 142 jogos, 30 gols como profissional.

Não mencionei Pelé nesta lista pois para nós santistas, ele é um caso à parte. 10 mestros portanto que fizeram história com a camisa 10 alvinegra, antes e depois do Rei. Um por década pelo menos, acho que está de bom tamanho...



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Em ritmo de "discoteca".


Cabelo estilo "black power", habilidade e velocidade, comemorações irreverentes. Este era o menino Juary Jorge dos Santos Filho - o "Juary" - centroavante do time santista de 1978. Gilberto Sorriso, Rubens Feijão, Célio... com seus estilos "black power", contrastavam com o cabelo "tigelinha" de Nílton Batata, que mais lembrava um "Beatle" conforme rememorou de maneira divertida Mano Brown no filme "100 anos de futebol arte". Assim eram os "Meninos da Vila". Com um futebol rápido e envolvente, diziam-se que os garotos ou os "meninos"(como se referia Chico Formiga), jogavam no ritmo das "discoteques" ou "discotecas" dos anos 70. A "marca" de Juary eram as comemorações em volta da bandeirinha de escanteio. Com apenas 20 anos, foi artilheiro do campeonato paulista de 1978 com 29 gols.

Infelizmente o Santos não segurou Juary, como boa parte daquele time. Foi para o América do México, e depois para o futebol italiano: Avellino, Internazionale, Ascoli, Cremonese, para depois ser campeão mundial pelo Porto de Portugal em 1987, fazendo o gol do título na vitória de 2x1 sobre o Bayern de Munique, se transformando num dos maiores ídolos do clube português.

Depois de passar pela Lusa, Juary retornou ao Santos em 1989, já não tão menino, e numa terra arrasada. Ainda teve fôlego para jogar até 1990, encerrando a carreira no Moto Clube (MA). Com Neymar no seu encalço com 95 gols, Juary ainda é o terceiro maior artilheiro santista após a Era Pelé com 101 gols - perdendo apenas para Serginho Chulapa e João Paulo, empatados com 104.

Ficha Técnica:
Juary Jorge dos Santos Filho
Nascimento: 16/06/1959
Local: São João de Meriti (RJ)
Período em que atuou pelo Santos: 1976-1979/1989
Gols: 101
Ranking artilheiros pós-Pelé: 3º
Ranking artilheiros geral: 21º
Título pelo Santos: Campeão Paulista 1978


sexta-feira, 30 de março de 2012

Centenário recheado de eventos.


Abril está se aproximando, mês no qual o Glorioso Alvinegro Praiano completará 100 anos, mais precisamente no próximo dia 14. Já ocorreram alguns eventos, como a inauguração do marcador do centenário na praia do Gonzaga (que depois se transformará no marcador de gols do clube), além do Navio do Centenário que zarpou nos dias 4 a 7 de março, e a pré-estréia do filme "100 anos de futebol arte", no último dia 27 no Cine Sesc da rua Augusta, e que fez parte do tradicional festival de documentários "É tudo verdade" neste cine alternativo da capital paulista. Mas ainda vem muita coisa por aí. O site do clube divulgou nesta sexta o calendário de eventos, que se estenderá até abril de 2013, mês que fecha o centenário (ou seja, 75% dos eventos já fora divulgado). Haverá também muita interatividade nas redes sociais do Santos F. C., através das páginas oficiais do facebook, google, youtube, etc, com várias premiações e com objetivo de interagir com santistas espalhados em outros cantos do planeta. Eu também coloquei o Patativa neste "circuito" com o "Especial Centenário", que criei aqui para o nosso blog em janeiro, uma forma de homenagear meu clube do coração. A seguir os eventos para o mês de abril, para você que é santista, ou para você que é simplesmente curioso:

ABRIL
DIA 9
Horário: 9h
Troféu BOLA DE OURO, do Paulista de 1965 (uma das taças mais valiosas do Brasil), começa a ser exposto no Memorial das Conquistas


DIA 9
Horário: 18h
Lançamento do Livro Oficial do Centenário
‘Santos: 100 anos de futebol arte’, editora Magma Cultural
Local: Salão de Mármore da Vila Belmiro (para convidados e imprensa)


DIA 10
Horário: 11h
Sessão Solene na Câmara dos Deputados (Congresso Nacional) em homenagem ao Centenário do Santos FC. Presença confirmada do presidente do Santos FC, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, e do Rei Pelé
Local: Câmara dos Deputados, Brasília

Horário: 19h
Lançamento do projeto ‘Santos Futebol Arte’, que transformará o Memorial das Conquistas em espaço permanente de exposições de arte
Abertura: Paulo Consentino
Local: Memorial das Conquistas do Santos (para convidados e imprensa)


DIA 12
Horário: 15h
Estreia do programa semanal MENINOS PARA SEMPRE, da Santos TV, ao vivo pelo Youtube.
Descrição: Programa consistirá em entrevistas especiais com ídolos históricos do Clube, com participação dos internautas.


DIA 13
Horário: a partir das 19h
Avant-Première oficial do Filme “Santos, 100 anos de Futebol Arte”
Descrição: Evento VIP para mil convidados, com transmissão ao vivo do canal ESPN Brasil. Haverá exibição do filme oficial do Centenário seguida de coquetel para os convidados.
Local: Vila Belmiro

Horário: 22h
Festa na quadra da Torcida Jovem, em São Paulo
Endereço: Rua Dr Luiz Carlos, número 1, Jardim Aricanduva


Dia 14
Horário: 10h
Passeio ciclístico com saída e chegada da Vila Belmiro

Horário: 10h30
Lançamento da Medalha Comemorativa do Centenário do Santos FC pela Casa da Moeda do Brasil
Local: Conselho Deliberativo do Santos FC (Vila Belmiro, 1º andar)

Descrição: A Casa da Moeda do Brasil, Empresa Pública Federal com 318 anos de história, homenageará os 100 anos da fundação do Santos FC com a confecção de três medalhas em ouro, prata e bronze.

Horário: 11h
Jogo dos 100 meninos – “Nós contra a rapa”
Descrição: Grande evento na Vila Belmiro, com duas partidas. Na primeira, haverá um confronto entre grandes ídolos do passado alvinegro. Na segunda, o time titular do Santos FC fará uma partida festiva contra 100 crianças torcedoras.
Local: Vila Belmiro

Horário: 14h
Contagem Regressiva Final no Relógio do Centenário, seguido de grande queima de fogos
Local: Praia do Gonzaga, em Santos (em frente à Praça das Bandeiras)

Horário: 14h30
Shows na praia do Gonzaga em homenagem ao Centenário do Santos FC

Horário: 14h
Brinde Mundial através do site e das mídias sociais do Clube

Inauguração da Embaixada do Santos FC em Brasília


Dia 15
Horário: 9h
Programa Domingo Esportivo Bandeirantes ao vivo do Memorial das Conquistas

Horário: 15h30
Entrega da primeira placa da série TORCEDOR DE PLACA
Descrição: Clube homenageará torcedores históricos
Local: Vila Belmiro

Horário: 16h
Jogo: Santos x Grêmio Catanduvense (Campeonato Paulista)


DIA 16
Horário: 21h30
Sessão exclusiva do filme ‘Santos: 100 anos de Futebol Arte’ em São Paulo
Local: Cine Livraria Cultura (Conjunto Nacional)


DIA 17
Horário: 18h
Noite de autógrafos do Livro Oficial do Centenário
‘Santos: 100 anos de futebol arte’, Magma Cultural
Local: Livraria FNAC, loja Pinheiros
Endereço: Praça dos Omaguás, 34, Pinheiros, São Paulo


DIA 25
Sessão Solene na Câmara Municipal de Santos em homenagem ao Centenário do Santos FC

DATAS A SEREM CONFIRMADAS
Jantar Oficial do Centenário;
Lançamento do Selo Oficial idealizado pelos Correios;
Lançamento de programa semanal no canal Esporte Interativo;
Lançamento da nova Revista Santástico especial de Centenário, a partir desta edição também à venda para não sócios.


Obs: Assim deveria ser o futebol, apenas com festas, eventos, e principalmente com tolerância (que é a marca deste blog) e sem violências.


domingo, 25 de março de 2012

Enquete Estadão (Santos de todos os tempos).

Tendo como tema o centenário do Santos F. C., o jornal "Estado de S. Paulo" está fazendo uma enquete para escolher o "melhor Santos" de todos os tempos. Estes tipos de pesquisas sempre geram muitas polêmicas. Pois acabam caindo na subjetividade. Mas resolvi participar desta brincadeira. A seguir as feras que foram escolhidas para esta votação por posição (Lembrando que Pelé não faz parte desta pesquisa):

Goleiros: Gilmar, Rodolfo Rodríguez, Cejas.
Gilmar dos Santos Neves foi um dos maiores goleiros do futebol mundial em todos os tempos. Augustín Cejas também foi fantástico na meta santista. Mas vou puxar lenha pra minha geração, pois o maior goleiro que acompanhei de perto foi Rodolfo Rodríguez.

Lateral-Direito: Carlos Alberto Torres, Nelsinho Baptista, Maurinho.
Nelsinho, lateral direito e capitão dos "Meninos da Vila" em 1978; Maurinho fez um excelente campeonato brasileiro em 2002. Mas não precisou ter visto Carlos Alberto pra saber quem ele foi. Capitão do Tri, um dos maiores laterais que o mundo já viu, o voto vai para o "Capita".

Zagueiro Central: Mauro Ramos, Djalma Dias, Marinho Peres.
Aqui já começa a complicar. Mas voto no zagueiro mais elegante que surgiu no futebol brasileiro. O capitão da seleção na Copa de 1962, Mauro Ramos de Oliveira.

Quarto Zagueiro: Ramos Delgado, Calvet, Joel Camargo.
Cadê Márcio Rossini nesta lista? Aqui também o negócio complica. O xerife Ramos Delgado, e o titular de João Saldanha, Joel Camargo. Mas fico com Calvet, que só não foi à Copa de 1962 por que "já havia santistas demais", justificativa de Aimoré Moreira.

Lateral-Esquerdo: Dalmo, Léo, Rildo.
Dalmo, lateral do grande Santos, fez o gol que deu o bicampeonato mundial para o clube. Rildo brilhou no Botafogo de Garrincha e no Santos de Pelé. Mas meu voto vai para Léo, outro ídolo da minha geração. A raça alvinegra.

Volante: Zito, Lima, Clodoaldo.
Mais uma decisão difícil. Cada um tinha sua peculiaridade. Todos com história na Seleção. Mas fico com o "gerente" José Eli de Miranda, o jogador que nunca deixava a peteca cair; um líder, uma referência, e um técnico dentro de campo. Zito.

Meia Armador: Mengálvio, Pita, Giovanni.
Três maestros, que regiam a orquestra cada um ao seu estilo. Mengálvio já marcava numa época em que os meias eram livres. Clássico, foi um dos jogadores mais eficientes que surgiu no futebol brasileiro. Pita, o sucessor quase que direto de Pelé, já era o meu "10" no jogo de botão. Mas Giovanni resgatou a mística da camisa 10 santista que andava tão maltratada. E fez a maior atuação que vi de um santista nesta posição, no jogo épico contra o Fluminense em 1995. Meu voto vai para Giovanni, o "Messias".

Ponta-Direita: Nílton Batata, Dorval, Robinho.
Aqui, estamos falando em habilidade pura. Nilton Batata, um maestro da sua posição, Dorval, que quando partia em velocidade para o gol, era quase impossível pará-lo. Chegou até a deixar Garrincha no banco em certa ocasião. Mas voto no menino prodígio de 2002, fundamental para o Peixe conquistar o Brasileiro naquele ano e tirar um grande peso. Robinho chamou para si a "responsa" naquela final. Garoto de muita personalidade, embora não seja um ponta de ofício como na pesquisa.

Centroavante: Toninho Guerreiro, Serginho Chulapa, Coutinho.
Claro que faltou Raul, Feitiço, Pagão, Del Vecchio, Juary, e por aí vai. Toninho Guerreiro, com quase 300 gols pelo Santos, e o Chulapa, que me deu uma grande alegria em 1984 e um dos maiores artilheiros do clube. Mas quando Coutinho entra na área... Muitos o confundiam com o Rei, até no jeito de jogar. Também não precisei tê-lo visto, pra saber quem foi. Mas conversei com gente que já viu. Meu voto então vai para o gênio da área, que integrou a dupla mais famosa do futebol mundial.

Ponta-Esquerda: Pepe, Edu, Neymar.
Neymar tem características de ponta, mas não pode ser considerado um ponta-esquerda. Na verdade esta votação nem caberia aqui. Todavia, a briga também é boa. Edu foi um dos maiores dribladores que já surgiram no futebol mundial, não apenas de fato, mas de direito, conforme uma votação feita na época em que jogava. Neymar, um jogador extraordinário, e não sabemos até onde ele pode chegar. Maior ídolo santista pós-Pelé, já o considero um gênio. Mas José Macia construiu uma história que poucos conseguiram em qualquer clube do mundo. Se não fosse ele, talvez os santistas nem exibissem duas estrelinhas no peito. Por inúmeros gols decisivos, por arrebentar com o Milan, e por mais de 400 gols, meu voto vai para o canhão da Vila, o Pepe.

Treinador: Lula, Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo, Émerson Leão.
Lula talvez tenha sido o treinador que mais colecionou títulos no planeta. Luxemburgo e Leão também tiveram sua importância. Mas vou de Muricy Ramalho, que pegou um Santos turbulento, e colocou o time no caminho para conquistar a Libertadores em 2011.


Assim ficou meu santástico, que não é o melhor de todos os tempos evidentemente, e que também foi montado de acordo com a pesquisa. Mas todavia, é arte pura:

Rodolfo Rodríguez, Carlos Alberto Torres, Mauro, Calvet, Léo; Zito, Giovanni, Robinho, Coutinho e Pepe. Técnico: Muricy Ramalho.

A enquete vai até dia 31. O time mais votado ganhará um pôster feito pelo Estadão.



quarta-feira, 14 de março de 2012

100 anos de arte, 1 mês para o centenário.




O santista está se especializando na arte. Muitos torcedores estão elaborando papéis de parede e o site do Santos F. C. criou uma página especialmente para isto. O mais bonito irá receber uma premiação. Mas a arte é um pouco subjetiva, vai do gosto de cada um. Eu escolhi este acima para postar aqui, pois foi um dos que mais se alinharam ao tema, mas há outros bem legais e que mereceriam ser mostrados, talvez coloque em outras oportunidades. O tema para estes wallpapers é o futebol arte. Dizem que ele havia morrido, mas os santistas tem feito este resgate, pelo menos no papel. Mas também dentro de campo, não estamos fazendo feio nestes últimos anos.

"TÉCNICA": Este substantivo proveniente do adjetivo "técnico" ( agradecimentos ao Aurélio), faz parte do próprio hino do clube, através do verso "Com técnica e disciplina". É um clube portanto que a enaltece, da bola bem tratada, e do futebol bem jogado. Este é o DNA santista, além daquele ofensivo. E a história comprova: enquanto haviam equipes "guerreiras" no futebol paulista ou brasileiro (talvez influenciado pelas guerras), a equipe da Vila sempre se notabilizava pelo futebol mais refinado e pela técnica de seus jogadores. E isto ocorrera praticamente em todas as décadas, desde sua fundação, mesmo quando o clube amargurava anos sem títulos, mas que pode ser ratificado por relatos de jornalistas e que ainda pretendo postar aqui.

"ARDOR": Outro substantivo que integra a letra do nosso hino: "Lutar com fé e com ardor", significa dedicação, vibração. Este elemento tem que se aliar à técnica. É quando o coração vai pra ponta da chuteira. Não adianta apenas ter o melhor time do mundo, é preciso dar o "sangue com amor", outra frase do hino.

Mas nós acreditamos na arte. Diversas iniciativas foram e estão sendo criadas com o projeto "100 anos de futebol arte". A maior pintura a céu aberto do mundo (pelo menos esta é a meta) está sendo elaborada, nos murais do centro de treinamento do Santos, pelo artista Paulo Consentino, mostrando a história do clube através das décadas. Na foto abaixo a pintura ainda estava na fase de acabamento. E há também o filme que será lançado em abril, com o mesmo título.

Obs: Aliás, estou devendo alguns posts relativo ao centenário do Peixe. Meu objetivo era de já ter postado mais alguns antes de 14 de abril. A desculpa é o tempo, pois alguns carecem pesquisa, mas pretendo cumprir minha meta.


domingo, 26 de fevereiro de 2012

Um título com sabor especial (Parte 2).

Após 14 anos o Santos voltava a disputar uma decisão no Maracanã. O adversário era o mesmo, o Clube de Regatas Flamengo, o time das massas, válido agora pelo Torneio Rio-São Paulo de 1997. Na ocasião anterior a competição era válida pela Taça de Ouro de 1983. Assim como naquela ocasião, o Santos fizera a primeira partida no Morumbi e vencera pelo mesmo placar: 2x1. Um empate no Maracanã e o Peixe seria campeão. Naquela primeira ocasião, o Flamengo contava com Zico (o melhor jogador brasileiro na época) e nesta, com Romário (principal jogador da Copa de 94). Júnior, lateral-esquerdo do Flamengo em 1983, era o técnico em 1997.

Todas estas coincidências estavam criando um clima favorável ao Flamengo, e a torcida também não deixou por menos: praticamente lotou o estádio, com mais de 70.000 rubro-negros. Como técnico do Santos, outro ex-rubro-negro, também ex-lateral esquerdo, mas que não conseguia ser titular por jogar na mesma posição que Júnior: Wanderley Luxemburgo, o melhor técnico em atividade no Brasil na ocasião.

Santos entrou em campo, tendo que enfrentar o Maracanã lotado, Romário, e o fato de não conseguir um título desde 1984. O time teria que ter muita personalidade para enfrentar todo este cenário. E de fato teve. Ao contrário do que muitos esperavam, o Flamengo não começou arrasador como em 1983. Muito pelo contrário, quem começou infernizando e quem criou as primeiras chances de gol foi o Santos através do habilidoso Alessandro. Rápidos toques de bola envolviam a zaga rubro-negra. Aos 33 minutos depois de tanto pressionar, finalmente o gol santista. Anderson Lima, numa cobrança de falta, colocou no canto esquerdo do goleiro Zé Carlos. Peixe 1x0. Até então, o Fla só havia tido uma única chance de gol, com Lúcio. Mas o time da Gávea tinha qualidade e começou a acordar. Aos 37', Sávio é derrubado por Ronaldão, na área que chegou atrasado no carrinho. Romário converte com Zetti no meio do gol: 1x1. O Maracanã aos gritos de "ú-terêrê" começou a se inflar e os santistas pareciam ter sentido o golpe. Novamente Sávio, aos 45', desta vez em jogada pela esquerda, cruza para o baixinho que só teve o trabalho de tocar para o gol na entrada da pequena área: 2x1. Fim do primeiro tempo, e parecia que a escrita seria novamente rubro-negra. Com o Maracanã tendo virado um caldeirão e ao som de "ú-terêrê", o Santos desce ao vestiário sem a vantagem que havia conquistado.

Segundo tempo, e o Flamengo começa pressionando, querendo liquidar de vez a partida. Lúcio chuta cruzado e a zaga santista rebate, isolando, chutando para o mato, pois o jogo era de campeonato. Mas os santistas esfriaram os nervos, e novamente retomaram as ações da partida, com Alessandro novamente criando perigo para a zaga flamenguista. Macedo quase marcou de cabeça após uma defesa "a la Gordon Banks" de Zé Carlos, à queima roupa. Foi então que a estrela de Luxemburgo brilhou. Parecia mesmo ser um técnico predestinado. Por volta dos 30 minutos, ele saca Rogério Seves para entrada do desconhecido Juari (jovem jogador e que tinha o mesmo nome do outro Menino da Vila de 1978). Escanteio para o Santos, e após rebote, Juari no seu primeiro lance, acerta um petardo de fora da área, no ângulo direito de Zé Carlos, que bateu com as costas na trave e mal viu por onde a bola passou. O suficiente para esfriar o caldeirão, e os ânimos dos rubro-negros que fariam pouca coisa no jogo após isto, apesar de ainda haver muito tempo.

Fim de jogo e o Santos sagrava-se campeão do Torneio Rio-São Paulo, apesar de começar a competição desacreditado. Desta vez a festa era alvinegra, palco que até já foi a "casa" santista na época de ouro do clube. Com a 5ª conquista, era o clube que mais somava títulos neste torneio até então. A torcida santista poderia gritar: "ú-terêrê" ou "é campeão!!!".


No centro da foto (ao lado do zagueiro Sandro, Alessandro e Ronaldão) está Juari, o autor do gol do título. O herói da decisão não se firmou na Vila Belmiro. Foi jogar no Gama/DF e depois no Londrina/PR, dentre outros clubes.

E os calções estrelados? Lembram-se deles? Posso dizer que são bem melhores que o anterior (que eram quadriculados, e lembravam uma bandeira de chegada da F-1). Se o Santos não era um time de "estrelas", pelo menos elas sobravam nos calções.











Ficha Técnica: Flamengo 2 x 2 Santos.
Data: 06/02/1997
Competição: Torneio Rio- São Paulo 1997
Local: Estádio Mário Filho (Maracanã)
Público: 70.729
Renda: R$ 775.555,00
Árbitro: Oscar Roberto de Godói
Cartões Amarelos: Fábio Baiano, Bruno Quadros, Nélio (Flamengo); Ronaldão (Santos)
Gols: Anderson (33'- 1), Romário (37, 45 - 1); Juari (32 - 2).

Flamengo: Zé Carlos, Fábio Baiano, Júnior Baiano, Fabiano e Gilberto (Leonardo); Bruno Quadros (Iranildo), Moacir, Nélio e Lúcio (Márcio Costa), Romário e Sávio. Técnico: Júnior.

Santos: Zetti, Anderson (Baiano), Sandro, Ronaldão e Rogério Seves (Juari), Marcos Assunção, Vágner, Alexandre (Caíco), Piá, Macedo e Alessandro. Técnico: Wanderley Luxemburgo.


Adendo ou curiosidades:

Foi nesta época que a Fifa decretou que os uniformes dos times teriam que ser completamente diferentes. Nem o cadarço da chuteira poderia ser da mesma cor que a do adversário. O Santos, pela primeira vez na sua história, teria que usar calções pretos numa competição oficial. E com a camisa branca, o uniforme ficava parecido com a do rival alvinegro da capital. A solução foi usar calções quadriculados, estrelados, ou até com bolinhas se fosse preciso.

Duas novidades na regra: o tempo técnico, para os jogadores poderem tomar uma "aguinha" e o treinador passar instruções, e o tiro livre direto: após a 15ª falta sofrida, o time cobraria faltas sem barreira. O primeiro gol sofrido pelo Santos na competição, foi de tiro livre, no empate de 2x2 contra o Vasco. Esta regra no entanto não teve prosseguimento.

Romário foi o artilheiro da competição, com 7 gols.

Dizem que este título não serviu para tirar o Santos da fila. Mas era uma competição oficial, e não amistosa. Tudo bem, não era "aquele" título que os santistas esperavam ou sonhavam. Mas entrou para o currículo. E pelo histórico e circunstâncias (conforme mencionado), teve até um sabor especial. Os santistas poderiam e deveriam comemorar sim, sem medo de ser feliz...



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Um título com sabor especial ( Parte 1).

No elenco, a experiência dos campeões mundiais Zetti e do zagueiro Ronaldão. Dois bons batedores de falta e bola parada: Ânderson Lima, e Marcos Assunção. O zagueiro Sandro, que também era batedor; além do bom meia atacante Alexandre. A velocidade e oportunismo de Macedo e jogadores que "pensavam" no meio - campo como Wagner e Robert. Sabiam distribuir o jogo. E um ponta-esquerda típico, um dos últimos talvez que existiram no futebol: Alessandro, o popular "cambalhota"; jogador habilidoso, destaque daquele torneio. Tudo bem, estava me esquecendo do Rogério Seves, que não era mal jogador. Além do voluntarioso Baiano, promovido por Luxemburgo, e que não apareceu nesta foto.



Torneio Rio-São Paulo, um dos mais tradicionais do futebol brasileiro. Até a criação da Taça Brasil em 1959, era a principal competição nacional, ou interestadual, melhor dizendo. A primeira edição ocorrera em 1933, com o Palestra Itália sendo o campeão. Inviável economicamente, pelas longas viagens e desacordos entre federações amadoras e profissionais, a competição só iria ser retomada nos anos 50, passando a ter uma certa regularidade. Desde esta época, a competição era oficialmente conhecida como "Torneio Roberto Gomes Pedrosa", (goleiro da Copa de 1934 e que também foi dirigente). Em 1967, com clubes do eixo Sul-Minas sendo convidados, o torneio ficaria conhecido popularmente como "Robertão"; oficialmente, " Taça de Prata". Em parelelo com a Taça Brasil, teríamos dois campeonatos nacionais até 1968, quando no ano seguinte, em 1969, o Robertão seria o principal campeonato nacional até 1971, quando a CBF passou a organizar o "Campeonato Nacional de Clubes", nome oficial da competição, com a mesma fórmula do Robertão e para alguns, o "início" do campeonato brasileiro de futebol, apesar de também não possuir esta denominação na época.


Após ser dado como extinto, em 1993 reouveram o tradicional Torneio Rio-São Paulo. E como em 1933, o Palmeiras foi o campeão, desta vez em cima de seu maior rival, o Corinthians. Novo hiato, até 1997 quando ele voltara novamente, e seria transmitido pelo SBT. Novamente cercado de desconfiança, seria talvez mais uma tentativa fracassada de dar vida a este torneio. Mas ao contrário que muitos pensavam, ele teria fôlego e se prolongaria até 2002, já com a Globo tendo comprado a idéia. (Mas até que eu tinha um certo interesse naquela ocasião. Me lembro até de ter acompanhado o sorteio em 1997, acho que mediado pelo Dr. Osmar de Oliveira. Contava até com a participação de ex-jogadores). Sorteio feito, e o Santos jogaria contra Vasco; São Paulo x Fluminense; Botafogo x Palmeiras; Flamengo x Corinthians. Jogos eliminatórios simples de ida e volta.


Contra o Vasco (que contava com Juninho Pernambucano, Ramón, Felipe), dois empates : 2x2 no Morumbi e 3x3 em São Januário. Nos pênaltis, 4x3 para o Santos. Próximo adversário, o Palmeiras, que contava com jogadores como Velloso, Cafu, Cléber, Júnior, Rincón, Djalminha, Viola, Luizão, dentre outros. Anos de ouro da Parmalat. Márcio Araújo era o técnico do Verdão. Mas desta vez, Wanderley Luxemburgo (o melhor técnico do Brasil na ocasião), estava do nosso lado. No Parque Antártica, 3x1 para o Santos, com gols de Baiano, Marcos Assunção e Robert. Djalminha de pênalti, faria o gol de empate dos palestrinos (1x1). Em Presidente Prudente, o jogo de "volta"(não sei por que levaram o jogo pra lá): 1x0 para o Palmeiras, gol do Ronaldão contra, tentando cortar um cruzamento de Cafu. Pelo saldo de gols, o Santos passaria à fase seguinte, e decidiria o título contra o Flamengo, que contava com Zé Carlos, Júnior Baiano, Nélio, Sávio, e Romário.


O primeiro jogo seria no Morumbi, com um público até pequeno para o tamanho do estádio: 24.236. Talvez os santistas não estavam botando muita fé no time, ou as críticas com relação ao torneio provavelmente esfriaram o público. 2x1 para o Santos, com Alessandro Cambalhota infernizando os zagueiros Fábio Baiano e Júnior Baiano. O Santos começava arrasador e Alessandro marcaria logo aos 6 minutos do primeiro tempo; Macedo faria o segundo, após cruzamento de Alessandro, numa jogada iniciada no meio campo com Alexandre, após aplicar um belo lençol num flamenguista. Marcelo Ribeiro descontaria para os rubro-negros aos 40' do 2º.


Após 14 anos, o Santos voltaria a disputar uma decisão no Maracanã, que ao contrário do Morumbi, receberia um grande público: 70.729. Hoje seria sua lotação máxima. Os rubro-negros estavam muito confiantes e esperavam uma reedição da final do campeonato brasileiro de 1983. Júnior era jogador nesta época e agora era o treinador. Com certeza deve ter usado esta lembrança para animar o time da Gávea. Mas esta final, bem como outras "curiosidades" desta edição, deixarei para o próximo post. Surpresas vem por aí, por isso merece um post ou comentário adicional.




* Este título do Torneio Rio-São Paulo conquistado pelo Santos F. C. completou 15 anos nesta semana. Homenagen no ano do Centenário a todos os campeões de 1997.