domingo, 25 de março de 2012

Enquete Estadão (Santos de todos os tempos).

Tendo como tema o centenário do Santos F. C., o jornal "Estado de S. Paulo" está fazendo uma enquete para escolher o "melhor Santos" de todos os tempos. Estes tipos de pesquisas sempre geram muitas polêmicas. Pois acabam caindo na subjetividade. Mas resolvi participar desta brincadeira. A seguir as feras que foram escolhidas para esta votação por posição (Lembrando que Pelé não faz parte desta pesquisa):

Goleiros: Gilmar, Rodolfo Rodríguez, Cejas.
Gilmar dos Santos Neves foi um dos maiores goleiros do futebol mundial em todos os tempos. Augustín Cejas também foi fantástico na meta santista. Mas vou puxar lenha pra minha geração, pois o maior goleiro que acompanhei de perto foi Rodolfo Rodríguez.

Lateral-Direito: Carlos Alberto Torres, Nelsinho Baptista, Maurinho.
Nelsinho, lateral direito e capitão dos "Meninos da Vila" em 1978; Maurinho fez um excelente campeonato brasileiro em 2002. Mas não precisou ter visto Carlos Alberto pra saber quem ele foi. Capitão do Tri, um dos maiores laterais que o mundo já viu, o voto vai para o "Capita".

Zagueiro Central: Mauro Ramos, Djalma Dias, Marinho Peres.
Aqui já começa a complicar. Mas voto no zagueiro mais elegante que surgiu no futebol brasileiro. O capitão da seleção na Copa de 1962, Mauro Ramos de Oliveira.

Quarto Zagueiro: Ramos Delgado, Calvet, Joel Camargo.
Cadê Márcio Rossini nesta lista? Aqui também o negócio complica. O xerife Ramos Delgado, e o titular de João Saldanha, Joel Camargo. Mas fico com Calvet, que só não foi à Copa de 1962 por que "já havia santistas demais", justificativa de Aimoré Moreira.

Lateral-Esquerdo: Dalmo, Léo, Rildo.
Dalmo, lateral do grande Santos, fez o gol que deu o bicampeonato mundial para o clube. Rildo brilhou no Botafogo de Garrincha e no Santos de Pelé. Mas meu voto vai para Léo, outro ídolo da minha geração. A raça alvinegra.

Volante: Zito, Lima, Clodoaldo.
Mais uma decisão difícil. Cada um tinha sua peculiaridade. Todos com história na Seleção. Mas fico com o "gerente" José Eli de Miranda, o jogador que nunca deixava a peteca cair; um líder, uma referência, e um técnico dentro de campo. Zito.

Meia Armador: Mengálvio, Pita, Giovanni.
Três maestros, que regiam a orquestra cada um ao seu estilo. Mengálvio já marcava numa época em que os meias eram livres. Clássico, foi um dos jogadores mais eficientes que surgiu no futebol brasileiro. Pita, o sucessor quase que direto de Pelé, já era o meu "10" no jogo de botão. Mas Giovanni resgatou a mística da camisa 10 santista que andava tão maltratada. E fez a maior atuação que vi de um santista nesta posição, no jogo épico contra o Fluminense em 1995. Meu voto vai para Giovanni, o "Messias".

Ponta-Direita: Nílton Batata, Dorval, Robinho.
Aqui, estamos falando em habilidade pura. Nilton Batata, um maestro da sua posição, Dorval, que quando partia em velocidade para o gol, era quase impossível pará-lo. Chegou até a deixar Garrincha no banco em certa ocasião. Mas voto no menino prodígio de 2002, fundamental para o Peixe conquistar o Brasileiro naquele ano e tirar um grande peso. Robinho chamou para si a "responsa" naquela final. Garoto de muita personalidade, embora não seja um ponta de ofício como na pesquisa.

Centroavante: Toninho Guerreiro, Serginho Chulapa, Coutinho.
Claro que faltou Raul, Feitiço, Pagão, Del Vecchio, Juary, e por aí vai. Toninho Guerreiro, com quase 300 gols pelo Santos, e o Chulapa, que me deu uma grande alegria em 1984 e um dos maiores artilheiros do clube. Mas quando Coutinho entra na área... Muitos o confundiam com o Rei, até no jeito de jogar. Também não precisei tê-lo visto, pra saber quem foi. Mas conversei com gente que já viu. Meu voto então vai para o gênio da área, que integrou a dupla mais famosa do futebol mundial.

Ponta-Esquerda: Pepe, Edu, Neymar.
Neymar tem características de ponta, mas não pode ser considerado um ponta-esquerda. Na verdade esta votação nem caberia aqui. Todavia, a briga também é boa. Edu foi um dos maiores dribladores que já surgiram no futebol mundial, não apenas de fato, mas de direito, conforme uma votação feita na época em que jogava. Neymar, um jogador extraordinário, e não sabemos até onde ele pode chegar. Maior ídolo santista pós-Pelé, já o considero um gênio. Mas José Macia construiu uma história que poucos conseguiram em qualquer clube do mundo. Se não fosse ele, talvez os santistas nem exibissem duas estrelinhas no peito. Por inúmeros gols decisivos, por arrebentar com o Milan, e por mais de 400 gols, meu voto vai para o canhão da Vila, o Pepe.

Treinador: Lula, Muricy Ramalho, Vanderlei Luxemburgo, Émerson Leão.
Lula talvez tenha sido o treinador que mais colecionou títulos no planeta. Luxemburgo e Leão também tiveram sua importância. Mas vou de Muricy Ramalho, que pegou um Santos turbulento, e colocou o time no caminho para conquistar a Libertadores em 2011.


Assim ficou meu santástico, que não é o melhor de todos os tempos evidentemente, e que também foi montado de acordo com a pesquisa. Mas todavia, é arte pura:

Rodolfo Rodríguez, Carlos Alberto Torres, Mauro, Calvet, Léo; Zito, Giovanni, Robinho, Coutinho e Pepe. Técnico: Muricy Ramalho.

A enquete vai até dia 31. O time mais votado ganhará um pôster feito pelo Estadão.



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