Atualmente
está acontecendo no Brasil a segunda maior competição de seleções do mundo.
Pelo menos na teoria não há qualquer dúvida que a Copa das Confederações é
superior a qualquer competição continental e que só perde em importância para a
Copa do Mundo. Como eu disse, esse argumento é pela teoria. Também é
compreensível que os organizadores da Copa a utilizem como um teste, uma
prévia; uma competição que ajustará toda organização para o evento maior, que
acontece no ano subsequente.
Ao contrário
do que está acontecendo na mídia, nesse espaço não há qualquer menção sobre a
competição, muito menos um discurso ufanista sobre a seleção brasileira ou
sobre a Copa do Mundo. Talvez por uma questão de tempo, já que não temos o
compromisso de escrever para Patativa da
Bola em contrapartida aos nossos afazeres profissionais e pessoais. Ou mesmo
por falta de interesse, que é muito mais grave. Grave, pois estamos falando de
duas coisas eram consideradas como clímax para qualquer torcedor brasileiro comum:
A Seleção Brasileira e a Copa do Mundo.
A Copa do
Mundo ainda não caiu em desuso no “país do futebol”. Ainda é considerada uma
competição de extrema importância, que causa impacto no mundo do futebol e nas
mídias especializadas. Aqui no Patativa talvez iremos nos deparar com textos
apaixonados sobre a Itália, dos colaboradores Alexandre e Arthur. Talvez textos
saudosistas do colaborador Mário. Textos críticos, com pormenores históricos do
César Augusto. Mas por onde andará nossa seleção brasileira na boca desse povo?
Não há realmente interesse pela seleção brasileira?
A verdade é
que cada dia que passa é mais complicado escrever sobre a seleção e ignorar
todos os aspectos de sua formação. É complicado e doído que a questão de “uma
seleção representar um país” não tenha mais tanta relevância. A Seleção
Brasileira deixou de ser a bandeira do país mundo afora, pois ela, mesmo sem
querer; acaba simbolizando tudo que estamos querendo extinguir no país, todos
os aspectos nocivos, corruptos e ilegais dos nossos governantes. Se a moda é a
reconstrução política da nação, ainda não há qualquer mobilização pela
moralização do futebol brasileiro.
Exatamente
por isso (estou falando em nome dos colaboradores, mesmo não sabendo ao certo a
opinião deles); que nessas semanas de Copa das Confederações não houve qualquer
linha comentando a evolução da seleção brasileira como equipe, ou pequenas
frases criticando as escolhas do Felipão por esse ou aquele jogador. Para
torcedores do futebol, ignorar a seleção brasileira tem sido pior do que a torcer
contra. A indiferença que vejo e ouço de inúmeras pessoas é a noção exata de
que na vitória ou na derrota de nossa seleção sempre implicará numa derrota
nossa, dos torcedores, como cidadãos.
Minha mea culpa em tentar estimular uma paixão
que não existe. Não existe sequer na pessoa que escreve. Hipócrita? Pode ser. A
vontade em ver a seleção brasileira como algo que possamos nos orgulhar era
mais nobre que a minha falsidade em falar sobre ela. Ufanismo nunca, mas
esperançoso. A esperança que hoje toma um rumo diferente, transportando as
questões das ruas para uma ideologia nos estádios. Não quero a seleção ganhando
os vinte centavos da competição atual, mas ganhar o brilho do futebol que
sempre gostamos.
O embalo que
queremos dentro do campo só pode conseguido por uma reforma estrutural do
futebol brasileiro, caso contrário nós nos orgulharemos por medalhas, sempre
reclamando de um padrão tático mesquinho e covarde como mostrado em tantas
equipes de futebol no Brasil.
3 comentários:
Pertinente seu texto Sérgio, mas não vejo tanta importância assim na Copa das Confederações, pelo menos é uma visão minha. A segunda competição mais importante seria a Eurocopa, se levarmos em consideração o índice técnico e também não tem o mesmo significado histórico que a nossa Copa América. Pra mim, é mais uma jogada de marketing da Fifa, até porque, algumas seleções que participam deste torneio, não estão garantidos na Copa.
Exatamente, Mário. Por isso que eu disse que é a teoria, já que estão os campeões de seus continentes. Do mesmo modo encaramos o Mundial Interclubes, que acaba sendo coadjuvante da competição Européia. Mas a questão em si é sobre a seleção Brasileira.... o nosso desinteresse é por causa da competição mequetrefe ou porquê não temos mais interesse na seleção, seja qual competição disputar?
Acho a falta de interesse na seleção mais preponderante; alguns jogadores que nunca vimos ou nem sabemos em qual clube atuou no Brasil antes de ir para a Europa,e amistosos nos EUA ou em outro lugar são alguns aspectos. Falta de identificação do selecionado com o torcedor, e alguns estão lá apenas por obrigação. Além do padrão Fifa que descaracterizou alguns estádios, como o Maracanã que ficou parecido com os estádios da Premier League, embora a seleção também não tem muito a ver com isto.
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