Olá leitores!
Corrida cheia de emoções, para o bem e para o mal. O mal
ficou por conta da gloriosa Pirelli, cujos pneus estragaram a corrida do
Hamilton, do Massa, do Vergne, do Hülkemberg e do Pérez. Uma coisa é o pneu
perder rendimento abruptamente após algumas voltas, outra completamente
diferente é o pneu dechapar após poucas voltas. As faculdades de Propaganda e
Marketing devem estudar seriamente o “case” Pirelli e F-1 como um sério caso de
anti propaganda. Ou alguém acha que essas maravilhosas explosões de pneu
(exceto no caso do Hülkemberg, onde não explodiu mas esvaziou rapidamente) vão
aumentar as vendas da marca na segunda feira?
O vencedor foi o Nico Rosberg, que ao ver o que aconteceu
com o companheiro de equipe adotou uma pilotagem mais conservadora do que o seu
habitual e soube levar o carro até o final, contando com o abandono do Vettel
para transformar o pódio em vitória. Seu companheiro Hamilton (4º) foi soberbo:
largou na frente, teve um pneu furado pouco após passar pelos boxes, teve que
dar uma volta inteira com 3 pneus para poder trocar, voltou lá atrás e veio
conquistando as posições até alcançar o pelotão da frente novamente. Uma das
melhores corridas dele.
Em 2º chegou Mark Webber, um pódio que serviu como despedida
da pista inglesa com carros de F-1 (ele anunciou que no fim da temporada
abandona a F-1 para correr no Mundial de Endurance (WEC) pela equipe oficial da
Porsche). Outro que teve que vir lá de trás para alcançar o pódio, já que na
primeira volta foi tocado pelo Grosjean e caiu de 4º para 15º. Sem dúvida as
entradas do Safety-Car ajudaram, mas ele merece o mérito por conta da
combatividade. Seu companheiro Vettel vinha correndo rumo a mais uma vitória
quando o câmbio do carro quebrou, para a alegria daqueles que querem ver o
campeonato ser decidido apenas na última corrida.
Em 3º chegou Alonso, que além de sua proverbial habilidade
ao volante contou também com a sorte para chegar ao pódio após largar mal e ser
ultrapassado até pelo Massa. Ele escapou por muito pouco de atingir a traseira
do carro do Pérez por ocasião da explosão do pneu do mexicano, já que estava no
vácuo do carro da McLaren. A quebra no câmbio do Vettel também ajudou, já que levou
à entrada do Safety-Car e o espanhol aproveitou o momento para trocar pneus e
poder ser mais rápido no final da corrida – sem contar a diminuição na diferença
da pontuação entre ele e o alemão. Seu companheiro Massa (6º) fez uma bela
corrida: largou bem, passando de 11º para 5º, quando explodiu o pneu do
Hamilton ele passou para 4º, e aí estava quando seu pneu também explodiu, um
pouco antes de onde Hamilton teve problema: caiu para último e também veio
recuperando as posições perdidas. Nada mal para uma equipe que se classificou
tão mal (10º Alonso, 12º Massa).
Em 5º chegou o Räikkönen, após disputar a liderança com o Rosberg
e ser vítima de (mais um) erro de estratégia da equipe, que não o chamou para
trocar os pneus na última entrada do Safety-Car. Com pneus mais desgastados, não
teve como segurar Webber, Alonso e Hamilton. Reclamou um bocado no final da
corrida. Seu companheiro Grosjean (19º) abandonou no finalzinho da corrida,
após sofrer com pneus e perder uma parte razoável da asa dianteira. Não se encontrou
com o carro, e apareceu apenas quando jogou o Webber para a área de escape na
1ª volta.
Em 7º chegou Sutil, com sua Force India, que começou a
corrida com um belo desempenho, andou boa parte da prova no Top 5, mas também
não parou na última entrada do Safety-Car para trocar pneus e foi vítima dos
outros pilotos com pneus mais novos e aderentes. Seu companheiro Di Resta (9º) também
teve uma boa apresentação, embora conturbada por quebra da asa dianteira e por
uma equipe não exatamente rápida no pit-stop.
Em 8º chegou o Ricciardo, com sua Toro Rosso. Andou boa
parte do tempo disputando com as Ferrari e Force India (inclusive se
classificou muito melhor que a dupla da Ferrari), mas no final, com pneus
desgastados, perdeu rendimento. Menos mal que não teve pneu explodido como seu
companheiro Vergne, que foi o primeiro piloto a abandonar devido aos danos que
seu carro teve com a fragilidade das borrachas fornecidas pelos italianos.
Fechando a zona de pontos tivemos o Hülkemberg, garantindo
mais um pontinho para a Sauber, que não teve um final de semana muito feliz.
Entre carro mal acertado e problemas com pneus, o 10º lugar foi quase um prêmio.
Seu companheiro Gutierrez também não esteve bem, terminando apenas em 14º
lugar.
Perceberam que todas as posições foram influenciadas pró ou
contra pelos pneus?? Essa é a cara da temporada 2013. Um jogo de bingo onde
você chega melhor ou pior colocado devido a estratégia de uso dos pneus, ou de
nº de paradas para troca de pneus, ou por defeito nos pneus... é uma temporada
marcada pelos pneus. Campeonato Mundial de Pirelli? OK, admito que as corridas
têm sido resolvidas nas últimas voltas, não tem mais aquele marasmo de ninguém
ultrapassar ninguém... mas está tudo muito artificial. Sem contar no risco de
usar pneus que explodem sem motivo. No meio da semana vai ter reunião na sede
da FIA com a Pirelli para verificar o que está ocorrendo.
Próxima corrida já no próximo final de semana, dia 07/07, no
traçado curto de Nürburgring. Medo!! Se em Silverstone os pneus da Pirelli se
desfizeram dessa maneira, em Nürburgring, pista muito mais sinuosa, com
subidas, descidas, freadas fortíssimas, a chance de um acidente grave é
considerável.
Até a próxima!
Alexandre Bianchini
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