Tudo bem, o
jogo contra a África do Sul foi divertido. Vitória por goleada nem sempre é
parâmetro, mas qualquer vitória sempre é uma pista. Felipão está no caminho
certo. Depois da tumultuada passagem do Mano Menezes, que teve que fazer a
faxina - o jogo sujo - restou ao Felipão arrumar a casa. E está dando jeito.
Definido quase a totalidade do time que disputará a Copa do Mundo no Brasil. Segundo
ele, a lista está 95% completa. A mudança na relação ocorrerá por contusão ou
por um fenômeno qualquer que possa acontecer nesses três meses: o surgimento de
um novo Pelé não foi descartado, por exemplo.
A responsabilidade
da seleção brasileira é grande: tanto no aspecto esportivo quanto social. Uma
crise dentro de campo pode fomentar ainda mais a crise política. O grupo Black
Bloc adoraria ver a seleção brasileira cair na primeira fase: é o empurrão necessário
para derrubar a lona do circo. Pão e circo, secular matemática política,
maquiavélica ou não, mas muito contemporânea. Aqui não é a nossa intenção
sugerir um novo modelo econômico, nem fazer críticas ao planejamento estratégico
da construção dos Estádios. Isso quem deve julgar é o poder público, a
sociedade. Espaço sobre esporte, ainda que alienado, mas focado em seu assunto
principal: o futebol.
Então,
voltamos aos percentuais.
Segundo alguns
especialistas, alguns nomes estão sendo estudados por Felipão por serem
considerados jogadores diferenciados. Se eles são diferenciados, qual afinal é
a dúvida em convoca-los? É simples: a fase dos jogadores em seus respectivos
clubes não são as melhores. Casos como Lucas e Robinho se enquadram nessa característica.
Outros nomes têm chances remotas. Casos como Kaká e Hernanes são emblemáticas.
Kaká é sempre lembrado pelos jornalistas e comentaristas, mas nunca pelo Felipão.
Há quem considere um nome mais tarimbado em relação ao Robinho, por exemplo.
Considerando
as convocações, as entrevistas e tudo que se falou da seleção brasileira nos últimos
meses, segue um apanhado da possível relação de convocados para a Copa do Mundo
no Brasil. Em relação às oito vagas do meio de campo para frente, existe uma única
dúvida: Hernanes ou Robinho. Essa interrogação não é causada por problemas técnicos,
mas por problemas físicos do Fred. Caso Felipão não possa contar com o jogador
durante a Copa do Mundo, precisará de um nome que possa fazer duas funções: ou
de centroavante ou de meio campo. O nome do Robinho aparece mais forte como
esse curinga.
Goleiros:
Júlio César (t) - Jefferson
(r) e Victor.
Lateral
direito:
Daniel Alves (t) - Rafinha
(r)
Lateral
esquerdo:
Marcelo (t) - Filipe
Luis (r)
Zagueiros:
Thiago Silva e David Luiz (t) -
Dante e Réver (r)
Volantes:
Luiz Gustavo e Paulinho (t) - Ramires
e Fernandinho (r)
Meio:
Oscar, Neymar e Hulk (t) - Bernard, Willian e Hernanes* (r)
Centroavante:
Fred (t) - Jô
(r)
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