segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Comentários carnavalescos (Santos x Paulista).


Fim-de-semana de carnaval e com rodada no campeonato paulista; até no domingo tivemos jogo. Não sei se isto é inédito, pois nos anos anteriores a rodada era toda no sábado de carnaval. Claro que não tivemos jogo em Recife ou Salvador, com os trios elétricos bombando e o povo pulando com um sol de 40 graus na cabeça. Mas tivemos rodada no domingo e com jogo inclusive no Pacaembu, no coração da cidade. Fato só possível numa cidade cosmopolita como São Paulo e que não é muito chegada em carnaval de rua.

18.381 pagantes e público total de pouco mais de 20.000 para Santos x Paulista. Bom público, mas poderia ter mais se tivesse pelo menos uma promoçãozinha de carnaval: R$40,00 arquibancada e R$60,00 setor laranja. Caso você queira levar alguém da sua família, seu filho, esposa, etc, esta brincadeira não sai por menos de R$100,00. A não ser que você seja sócio, pois aí sai pela metade. Caso contrário, não deixa de ser um preço salgado. Mas vamos ao jogo:

Estréia de Marcos Assunção e a volta do capitão Edu Dracena. Tudo levava a crer para um Santos mais encorpado e motivado; mas não foi bem isto que aconteceu.

No primeiro tempo, aquela chuva típica de verão, pingos grossos, abundantes, e que prejudicaram sobremaneira o jogo nesta etapa. Chutões, escorregões, choques, pouco futebol. Quando a chuva parou no segundo tempo, é que foi possível traçar um panorama do jogo.

A chuva parou, mas o campo continuou pesado. Ruim para Marcos Assunção e Edu Dracena, que ainda estão recuperando a forma. Renê Júnior que sempre atuara bem, no banco. Meio campo santista, com pouca marcação, apenas com Arouca e Cícero, já que Assunção pouco marcava. Nas laterais, duas vias expressas: Guilherme Santos e Bruno Peres. Fácil para Cassiano Bodini, calvo atacante de 29 anos, que aproveitou bem estes corredores e sofreu o pênalti provocado por Guilherme Santos: 1x0 convertido por Marcelo Macedo.

Como as laterais estavam verdadeiros corredores, Muricy tentou duas substituições mirabolantes: sacou Guilherme Santos para entrada de Felipe Anderson e Bruno Peres para a entrada de André. Sabe o que aconteceu? Absolutamente nada. Quer dizer, aconteceu, para o Paulista. Com um time fragilizado, sem poder ofensivo e de marcação, o time de Jundiaí, mesmo com um jogador a menos, guardou mais dois na meta de Rafael. Neymar ainda faria um gol de honra, e o prélio terminara em 3x1 para o time visitante.

Moral da história: as laterais continuam sendo um problema, pra não dizer um desastre. Tal como um bloco carnavalesco, um Santos embolado no meio de campo, e mal distribuído. E Montillo? Sua pior atuação, ele mesmo reconheceu que ainda está devendo, contratação mais cara da história do Alvinegro Praiano. Não me venha com aquele papo que a camisa 10 santista pesa, etc, e tal, pois se for isto, danou-se. Acredito que seja um período de adaptação, pois futebol ele já demonstrou em outra equipe grande.

E pelo jeito, Muricy ainda vai ter muito trabalho pra ajeitar o time, que está desconjuntado e desarmonizado. Tem qualidade para vencer um torneio estadual, mas que ainda tem que melhorar, caso queira conquistar este tetra inédito para história do clube. Próximo jogo no Moisés Lucarelli, contra a líder Ponte Preta. Nem preciso dizer se a tarefa será fácil.



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