Fim-de-semana de carnaval e com rodada no campeonato
paulista; até no domingo tivemos jogo. Não sei se isto é inédito, pois nos anos
anteriores a rodada era toda no sábado de carnaval. Claro que não tivemos jogo
em Recife ou Salvador, com os trios elétricos bombando e o povo pulando com um sol de 40
graus na cabeça. Mas tivemos rodada no domingo e com jogo inclusive no
Pacaembu, no coração da cidade. Fato só possível numa cidade cosmopolita como
São Paulo e que não é muito chegada em carnaval de rua.
18.381 pagantes e público total de pouco mais de 20.000 para Santos x Paulista. Bom público, mas
poderia ter mais se tivesse pelo menos uma promoçãozinha de carnaval:
R$40,00 arquibancada e R$60,00 setor laranja. Caso você queira levar alguém da
sua família, seu filho, esposa, etc, esta brincadeira não sai por menos de
R$100,00. A não ser que você seja sócio, pois aí sai pela metade. Caso
contrário, não deixa de ser um preço salgado. Mas vamos ao jogo:
Estréia de Marcos Assunção e a volta do capitão Edu Dracena.
Tudo levava a crer para um Santos mais encorpado e motivado; mas não foi bem
isto que aconteceu.
No primeiro tempo, aquela chuva típica de verão, pingos
grossos, abundantes, e que prejudicaram sobremaneira o jogo nesta etapa. Chutões,
escorregões, choques, pouco futebol. Quando a chuva parou no segundo tempo, é que foi
possível traçar um panorama do jogo.
A chuva parou, mas o campo continuou pesado. Ruim para
Marcos Assunção e Edu Dracena, que ainda estão recuperando a forma. Renê Júnior
que sempre atuara bem, no banco. Meio campo santista, com pouca marcação,
apenas com Arouca e Cícero, já que Assunção pouco marcava. Nas laterais, duas vias expressas: Guilherme Santos
e Bruno Peres. Fácil para Cassiano Bodini, calvo atacante de 29 anos, que aproveitou
bem estes corredores e sofreu o pênalti provocado por Guilherme Santos: 1x0
convertido por Marcelo Macedo.
Como as laterais estavam verdadeiros corredores, Muricy
tentou duas substituições mirabolantes: sacou Guilherme Santos para entrada de
Felipe Anderson e Bruno Peres para a entrada de André. Sabe o que aconteceu?
Absolutamente nada. Quer dizer, aconteceu, para o Paulista. Com um time
fragilizado, sem poder ofensivo e de marcação, o time de Jundiaí, mesmo com um
jogador a menos, guardou mais dois na meta de Rafael. Neymar ainda faria um gol
de honra, e o prélio terminara em 3x1 para o time visitante.
Moral da história: as laterais continuam sendo um problema,
pra não dizer um desastre. Tal como um bloco carnavalesco, um Santos embolado
no meio de campo, e mal distribuído. E Montillo? Sua pior atuação, ele mesmo
reconheceu que ainda está devendo, contratação mais cara da história do
Alvinegro Praiano. Não me venha com aquele papo que a camisa 10 santista pesa,
etc, e tal, pois se for isto, danou-se. Acredito que seja um período de
adaptação, pois futebol ele já demonstrou em outra equipe grande.
E pelo jeito, Muricy ainda vai ter muito trabalho pra ajeitar
o time, que está desconjuntado e desarmonizado. Tem qualidade para vencer um
torneio estadual, mas que ainda tem que melhorar, caso queira conquistar este
tetra inédito para história do clube. Próximo jogo no Moisés Lucarelli, contra a
líder Ponte Preta. Nem preciso dizer se a tarefa será fácil.
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