domingo, 26 de agosto de 2012

A inveja dos outros.



Ninguém é obrigado a gostar do Neymar. Até porque, ninguém nunca foi unanimidade e nunca será. Fato é que o sucesso provoca inveja em muita gente: mídia, dirigentes, técnicos, jogadores e torcidas adversárias que é o mais natural. E esta inveja é elevada ao quadrado não pelo fato de Neymar ser apenas um craque; mas pelo fato de ser a única joia do futebol brasileiro.

Muita gente aqui no Brasil gostou que Neymar fora vaiado na Inglaterra durante a Olimpíada, por ter simulado uma falta. Virou discussões de programas inteiros. Mas não me venham com esta história de que o inglês é politicamente correto. Ainda mais no esporte. Quem já ouviu falar da Copa de 1966 sabe do que estou falando. E acreditar que não há simulações na liga inglesa (onde há atletas de várias nacionalidades e não somente ingleses) é taxar este cidadão do outro lado do Atlântico de burro. Mas muita gente por aqui enalteceu as vaias dos corretos ingleses. Se eles fossem tão corretos assim, então anulariam e marcariam outro jogo contra a Alemanha naquela Copa, pediriam desculpas, etc e tal. Demagogia pura.

Até o jatinho do Neymar foi assunto, pois ele teria vindo por causa de um compromisso comercial e não apenas para ajudar o  Santos.  Oras, o fato é que um dia ele jogou na Suécia e menos de 24 horas já estava na fria Florianópolis. Não só esteve em campo, como fez um golaço e ajudou o Santos derrotar o Figueirense por 3x1. O melhor da partida. Passa na tesouraria meu filho, pega o cachê e ponto final.

Contra o Corinthians, mais uma bela jogada, chamou a defesa inteira e deixou André livre para marcar e empatar. No terceiro gol santista, cobrou escanteio na cabeça de Bruno Rodrigo para virar o marcador. Mas o assunto não foi este, e sim se Neymar havia ou não se atirado no vidro de proteção do camarote da Vila num empurrão do corintiano Guilherme. Bem dizer que o infrator foi Guilherme e não Neymar. Só que mais uma vez quiseram taxar o santista de vilão. Aliás, foi o “seo” Guilherme quem simulou num lance com Patito, na qual este numa jogada se virou e acertou o braço sem querer no rosto do jogador, que caiu rolando no chão com a mão no rosto. O maior simulador da partida. Mas isto também ninguém comentou, evidente. Guilherme não dá Ibope.

Por último, quero ressaltar o placar de ontem, Neymar 2 x 1 Palmeiras, digo, Santos 2 x 1 Palmeiras. Não, foi isto mesmo: Neymar 2 x 1 Palmeiras. Neymar de falta no primeiro gol  “a La” Marcos Assunção. Só falta agora Neymar virar um batedor de faltas. Vai ter muita gente arrancando os cabelos por aí. O segundo gol, lance de oportunismo, arriscando de fora da área, coisa que muito atacante não faz. Vejam quantos lances diferentes falei aqui do Neymar desde o jogo contra o Figueirense. Mas isto não basta. Tem que ter uma polemicazinha no meio. “Neymar cavou alguma falta?” “Se jogou numa placa de publicidade?” “Xingou alguém?” “Veio de jatinho ou de trem?” Não, simplesmente ontem jogou futebol e foi mais uma vez, o melhor jogador em campo. Que pena.

Não temos mais no futebol brasileiro, Rivellinos, Zicos, Romários ou Ronaldos.  Temos sim muitos futriqueiros de plantão. E pelo fato de Neymar ser a única joia do “país do futebol”, acaba polarizando as atenções, provocando inveja em alguns e antipatia em outros.



3 comentários:

Cesar Augusto disse...

Mario, esse foi um dos piores textos que você já escreveu. Pode estar bem escrito e tal, mas, é completamente despropositado. Você ChicoLanguizou toda a discussão. Quer dizer, então, que quem critica o Neymar ou é invejoso ou bom sujeito não é? Alto lá, companheiro! Critico várias atitudes do Neymar em campo, até mesmo esse notório "cai-cai" da jóia do futebol brasileiro, como você gosta de adjetivar, e nem por isso sou invejoso. Acho o Neymar um jogador talentoso, mas, até agora, num "pega-pacapá" do selecionado brasileiro ele ficou devendo. Estou mentindo? O "cai-cai" do Neymar, aliás, não é nocivo somente ao seu futebol, mas, ao próprio jogo. O inglês não vaiou a jóia somente por bom mocismo, que fique bem claro. A vaia foi pela falta de ritmo que esse cai-cai confere ao jogo. O inglês gosta de bola rolando em alta velocidade. Prova disso é a Premier League.
Desconhecia essa história do jatinho, mas, pelo que ouvi, faz parte de uma estratégia midiática do Santos, Ronaldo & Cia, de transformar o Neymar num fenômeno muito maior do que ele realmente é. Por mim, sem problemas!
Não sou invejoso, admiro o talento do Neymar, desejo-lhe sorte, embora não seja o tipo de jogador que eu costume tirar o chapéu.

Sérgio Oliveira disse...

A grande queixa ao jogador não tem relação ao futebol que ele joga, mas o futebol que ele não joga. Ao que parece, grande parte dos santistas querem que concordemos com tudo que ele faz e deixa de fazer simplesmente por considerá-lo uma joia. Em terra de cego, não? Eu disse algumas vezes, volto a repetir: em outras épocas, alguém colocaria a mão no ombro do sujeito dizendo: “Fique ai no banco, daqui a pouco você entra”. Mas como não temos mais esse futebol malandro, ele “deita e rola” nos gramados brasileiros. Dá chapéu com bola parada, finge ser atingindo por adversários; simulações desproporcionais. Se metade das faltas em que ele se joga tivessem mesmo acontecido, hoje ele não estaria inteiro jogando bola. Arranhão? Nem pensar! Como vocês querem que acreditemos: “Ele pula antes de sofrer a falta”. Em relação a inveja, com certeza os torcedores de hoje são invejosos, mas a conotação é nostálgica; não pelo que o seu craque apresenta. .

Mario disse...

Entendo e respeito a opinião dos colegas. Também não aprovo tudo que Neymar faz dentro de campo(o que ele faz fora é problema dele)e o fato de alguns não gostarem do jogador não significa necessariamente inveja. Mas o que ele faz em campo repercurte mais que outros jogadores. O gol que ele fez contra o Figueirense, ele levou um tranco, continuou de pé e fez o gol. Ninguém falou isto. Querem taxá-lo apenas pelo lado negativo, pois não basta apenas ser um grande jogador, tem que existir polêmica. E isto é típico da carência que vivemos; se tívessemos mais dois ou três craques como Neymar, não haveria tanto policiamento em torno do jogador.