sexta-feira, 13 de julho de 2012

Qual é o rock que melhor combina com seu clube?


Hoje é dia de rock. E o rock, meus bebês, já furtando o bordão da eterna musa Cristiane Torlone, tem tudo a ver com o futebol. Um drible, uma tabelinha e um arremate preciso são os três acordes de todo fã do nobre esporte bretão. Nem ia postar mais nada essa semana pra não cansar ninguém, mas a data merece um texto no Patativa. Ainda que a boleirada prefira um samba, um funk ou um sambanejo é no rock que se encontra a mistura perfeita entre estilo, irreverência e arrojo tão apreciados nos campos de futebol. Qual seria, então, o rock que melhor combina com os grandes clubes paulistas? Fiz aqui uma seleção bem rasteira e que não deve ser confundida com a predileção musical de nenhum dos nossos colaboradores. A brincadeira é livre:

Corinthians: a sua origem proletária, trabalhadora, ligado às classes menos favorecidas pede um rock mais simples e engajado. A trilha sonora corintiana deve vir nos acordes rápidos e nos vocais ferozes do punk rock. Sugiro os ingleses do Sex Pistols e do Clash, ou ainda, um bom e velho Ramones. Ah, prefere ouvir um som nacional? Ok, recomendo o som dos Inocentes, banda liderada pelo corintiano Clemente.

Santos: com mais de cem anos de bons serviços prestados ao futebol brasileiro, o alvinegro praiano é totalmente classic rock. São os nossos dinossauros da bola. A trilha é óbvia, meus caros, Rolling Stones, The Who ou ainda o bom e velho David Bowe. Um santista mais tradicional aprecia a boa música cantada em português. Então o melhor é ouvir um Secos & Molhados ou então um Made in Brazil.

Palmeiras: a tradição palestrina sempre foi a de montar grandes times. A academia de craques do futebol brasileiro merece, então, um som mais erudito, coisa de quem manja do negócio. O som que melhor combina com o Palmeiras é um rock progressivo. Ouvir um Pink Floyd ou o Yes, com mão no peito é indispensável no dia de hoje. Do lado nacional vale conferir o Terço ou o Violeta de Outono, grandes expoentes do gênero.

São Paulo: sou suspeitíssimo pra falar e, por favor, perdoem qualquer exagero, mas o São Paulo é o caçulinha dos grandes paulistas. Nasceu contestando os grandes rivais e com um pé na modernidade. Entre o clássico e o contemporâneo o som são paulino vem na onda do Frank Zappa ou do DEVO. A irreverência em forma de rock. No Brasil, as melhores opções são os Titãs e o Ultraje a Rigor do tricolor Roger Moreira.

Portuguesa: sim, são poucos, mas, ainda sim, muito loucos. O torcedor da Lusa é roqueiro de nascença. Não há nada mais rock n’ roll do que assistir a um Portuguesa e Barueri numa noite gelada no Canindé. A esses heróis do nobre esporte bretão ligo o som com Johnny Cash ou Patti Smith. No Brasil, é o Raul Seixas que embala os roqueiros lusitanos.

Como eu disse no início do texto essa é apenas uma brincadeira. O que vale é curtir o bom e velho rock n’ roll hoje e sempre. Feliz dia do rock a todos os roqueiros e futebolistas, em geral, que curtem esse espaço.

2 comentários:

Sérgio Oliveira disse...

Muito bom... estava pensando em escrever sobre isso também, mas o texto ficou muito bom que nem é preciso qualquer outro comentário. Já estava nas primeiras linhas, e o Corinthians tinha exatamente essa cara: operários!

Cesar Augusto disse...

Grato. Ainda bem que tenho amigos fiéis.