Hoje é dia de rock. E o rock,
meus bebês, já furtando o bordão da eterna musa Cristiane Torlone, tem tudo a ver
com o futebol. Um drible, uma tabelinha e um arremate preciso são os três
acordes de todo fã do nobre esporte bretão. Nem ia postar mais nada essa semana
pra não cansar ninguém, mas a data merece um texto no Patativa. Ainda que a
boleirada prefira um samba, um funk ou um sambanejo é no rock que se encontra a
mistura perfeita entre estilo, irreverência e arrojo tão apreciados nos campos
de futebol. Qual seria, então, o rock que melhor combina com os grandes clubes
paulistas? Fiz aqui uma seleção bem rasteira e que não deve ser confundida com
a predileção musical de nenhum dos nossos colaboradores. A brincadeira é livre:
Corinthians: a sua origem proletária, trabalhadora, ligado às
classes menos favorecidas pede um rock mais simples e engajado. A trilha sonora
corintiana deve vir nos acordes rápidos e nos vocais ferozes do punk rock.
Sugiro os ingleses do Sex Pistols e do Clash, ou ainda, um bom e velho Ramones.
Ah, prefere ouvir um som nacional? Ok, recomendo o som dos Inocentes, banda
liderada pelo corintiano Clemente.
Santos: com mais de cem anos de bons serviços prestados ao futebol
brasileiro, o alvinegro praiano é totalmente classic rock. São os nossos dinossauros
da bola. A trilha é óbvia, meus caros, Rolling Stones, The Who ou ainda o bom e
velho David Bowe. Um santista mais tradicional aprecia a boa música cantada em
português. Então o melhor é ouvir um Secos & Molhados ou então um Made in
Brazil.
Palmeiras: a tradição palestrina sempre foi a de montar grandes
times. A academia de craques do futebol brasileiro merece, então, um som mais
erudito, coisa de quem manja do negócio. O som que melhor combina com o
Palmeiras é um rock progressivo. Ouvir um Pink Floyd ou o Yes, com mão no peito
é indispensável no dia de hoje. Do lado nacional vale conferir o Terço ou o
Violeta de Outono, grandes expoentes do gênero.
São Paulo: sou suspeitíssimo pra falar e, por favor, perdoem qualquer
exagero, mas o São Paulo é o caçulinha dos grandes paulistas. Nasceu contestando
os grandes rivais e com um pé na modernidade. Entre o clássico e o
contemporâneo o som são paulino vem na onda do Frank Zappa ou do DEVO. A
irreverência em forma de rock. No Brasil, as melhores opções são os Titãs e o
Ultraje a Rigor do tricolor Roger Moreira.
Portuguesa: sim, são poucos, mas, ainda sim, muito loucos. O
torcedor da Lusa é roqueiro de nascença. Não há nada mais rock n’ roll do que
assistir a um Portuguesa e Barueri numa noite gelada no Canindé. A esses heróis
do nobre esporte bretão ligo o som com Johnny Cash ou Patti Smith. No Brasil, é
o Raul Seixas que embala os roqueiros lusitanos.
Como eu disse no início do texto
essa é apenas uma brincadeira. O que vale é curtir o bom e velho rock n’ roll
hoje e sempre. Feliz dia do rock a todos os roqueiros e futebolistas, em geral,
que curtem esse espaço.

2 comentários:
Muito bom... estava pensando em escrever sobre isso também, mas o texto ficou muito bom que nem é preciso qualquer outro comentário. Já estava nas primeiras linhas, e o Corinthians tinha exatamente essa cara: operários!
Grato. Ainda bem que tenho amigos fiéis.
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