quinta-feira, 3 de maio de 2012

Na terra do samba, do futebol e do bundalelê até gandula vira musa.


Era só o que faltava. Num mundo em que pseudo-celebridades, ex-BBBs, passistas de escolas de samba, paniquetes e periguetes são alçadas à condição de musas da noite para o dia, o futebol brasileiro, no último domingo, deu a sua contribuição para o já superpovoado imaginário masculino. Elegemos uma gandula como a nova musa do futebol brasileiro.

Não bastassem algumas atletas, árbitras e bandeirinhas se aventurarem no mundo das celebridades agora foi a vez da gandula ter os seus noventa minutos de fama. Você não leu errado. Gandula continua sendo aquele anônimo que recolhe as bolas chutadas para as laterais do campo. Antigamente eram jovens jogadores dos times de base do clube mandante ou até mesmo, em jogos mais complicados, eram aqueles caboclos taludos recrutados na portaria das melhores e piores casas de saliências da cidade. Atualmente, o posto é ocupado por jovens estudantes de Educação Física que poderiam muito bem ocupar de outra forma as suas tardes de domingo (tipo, estudando), mas, devotamente, dedicam-se à arte de recolher as bolas no fosso.

Eis que no último domingo, no clássico decisivo do Engenhão (Vasco e Botafogo) uma gandula, meio ninfa, meio “femme fatale” roubou a cena repondo uma bola com extrema agilidade e permitindo o gol do Botafogo numa bobeada da defesa vascaína. No meio da cafajestada profissional que é a gandulagem dos gramados brasileiros surge essa pequena de rabo de cavalo e coxas grossas ajudando o ataque do Botafogo. Será que a torcida do Vasco xingou a moça? Acho que não. Não existe paixão clubística capaz de resistir àquele par de coxas.

Hoje gandula tem nome e sobrenome; Fernanda Maia. É disputada e fotografada por esses caça-celebridades. Daqui a pouco está na capa de revista de dieta e o próximo passo deve ser a capa de alguma revista masculina. Musa pouco convencional, talvez,  mas, pensando bem, se até a Rose Fogueteira foi musa do futebol brasileiro, sem ter tantos atributos físicos, que dirá a jovem recolhedora de bolas carioca. Aliás, se a Rosemary ganhou o apelido picante de Fogueteira por ter atirado um sinalizador náutico no gramado do Maracanã, que apelido ganhará a querida Fernanda, que tem como ofício apanhar as bolas jogadas nas laterais? Só não vale pensar besteira, hein! A moça é “de família”.

Foto: Henrique Oliveira/ Photo Rio News – extraído do site www.cenariomt.com.br

Um comentário:

Mario disse...

Breve: concurso gandula do Brasileirão. (pensei que só eu havia reparado nas suas coxas suculentas). Outro sinal dos tempos é que parece mais valer a pena "estagiar" como gandula do que numa escola pública.