Era só o que faltava. Num mundo
em que pseudo-celebridades, ex-BBBs, passistas de escolas de samba, paniquetes
e periguetes são alçadas à condição de musas da noite para o dia, o futebol
brasileiro, no último domingo, deu a sua contribuição para o já superpovoado imaginário
masculino. Elegemos uma gandula como a nova musa do futebol brasileiro.
Não bastassem algumas atletas,
árbitras e bandeirinhas se aventurarem no mundo das celebridades agora foi a
vez da gandula ter os seus noventa minutos de fama. Você não leu errado.
Gandula continua sendo aquele anônimo que recolhe as bolas chutadas para as
laterais do campo. Antigamente eram jovens jogadores dos times de base do clube
mandante ou até mesmo, em jogos mais complicados, eram aqueles caboclos taludos
recrutados na portaria das melhores e piores casas de saliências da cidade.
Atualmente, o posto é ocupado por jovens estudantes de Educação Física que
poderiam muito bem ocupar de outra forma as suas tardes de domingo (tipo,
estudando), mas, devotamente, dedicam-se à arte de recolher as bolas no fosso.
Eis que no último domingo, no
clássico decisivo do Engenhão (Vasco e Botafogo) uma gandula, meio ninfa, meio “femme
fatale” roubou a cena repondo uma bola com extrema agilidade e permitindo o gol
do Botafogo numa bobeada da defesa vascaína. No meio da cafajestada
profissional que é a gandulagem dos gramados brasileiros surge essa pequena de
rabo de cavalo e coxas grossas ajudando o ataque do Botafogo. Será que a
torcida do Vasco xingou a moça? Acho que não. Não existe paixão clubística
capaz de resistir àquele par de coxas.
Hoje gandula tem nome e
sobrenome; Fernanda Maia. É disputada e fotografada por esses
caça-celebridades. Daqui a pouco está na capa de revista de dieta e o próximo
passo deve ser a capa de alguma revista masculina. Musa pouco convencional,
talvez, mas, pensando bem, se até a Rose
Fogueteira foi musa do futebol brasileiro, sem ter tantos atributos físicos,
que dirá a jovem recolhedora de bolas carioca. Aliás, se a Rosemary ganhou o
apelido picante de Fogueteira por ter atirado um sinalizador náutico no gramado
do Maracanã, que apelido ganhará a querida Fernanda, que tem como ofício
apanhar as bolas jogadas nas laterais? Só não vale pensar besteira, hein! A
moça é “de família”.
Foto: Henrique Oliveira/ Photo
Rio News – extraído do site www.cenariomt.com.br

Um comentário:
Breve: concurso gandula do Brasileirão. (pensei que só eu havia reparado nas suas coxas suculentas). Outro sinal dos tempos é que parece mais valer a pena "estagiar" como gandula do que numa escola pública.
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