Depois de duas excelentes temporadas, o Corinthians chega à estafa de qualquer equipe campeã. Se os torcedores não estão contentes com a desclassificação da Copa do Brasil fiquem atentos: a coisa pode piorar. Mas ainda assim, há esperança em 2014.
Sucessivamente
as notícias ruins no Corinthians crescem a cada partida. Time que não consegue
marcar gols, que não consegue ser tão seguro em campo; que não tem opção tática
e pior ainda: passou a ser saco de pancada de times inferiores tecnicamente.
Inúmeros analistas hoje estão esmiuçando cada item do time, seus jogadores;
contratação e decisões da comissão técnica. As explicações são óbvias, mas nem
sempre unânimes. As péssimas contratações, o envelhecimento do time, questões
de lesões e um tanto de azar. Tudo isso está dentro de uma panela de pressão
esperando para explodir. O estrago pode ser grande: a não participação do clube
na Libertadores do próximo ano. Ou pode ser enorme: a segunda divisão no ano da
inauguração do tão sonhado estádio.
A verdade é
que esse ano ninguém acertou. Até acho que houve uma acomodação natural, tanto
daqueles que jogam, como aqueles que escolhem quem deve jogar. Analisando jogador
por jogador, poucos lembram campeões mundiais. Do elenco atual, a conversa por
ai, dos torcedores na rua; dos críticos nos estúdios ou dos palpiteiros de
televisão; temos a seguinte condição: Ralf, Gil, Wálter e Cássio são intocáveis.
Paulo André, Alessandro e Fábio Santos ainda podem ajudar muito a equipe,
principalmente se considerarmos uma renovação do elenco. Guerreiro não passa
por uma boa fase, mas é um jogador que agrada pela garra. Além disso, hoje é o
artilheiro do time, apesar de não parecer muito.
Apostas viáveis
para o próximo ano continuam sendo Guilherme e Renato Augusto. Guilherme não
pode ser comparado com Paulinho. São características diferentes. Paulinho,
inclusive, não pode ser comparado com quase nenhum jogador no mundo. Renato
Augusto entrou bem, teve grandes participações; mas todo mundo desconfia: parece
ser aquele jogador que, nem com reza braba, consegue se livrar de lesões que o
deixam fora do time. Em condições perfeitas é um ótimo jogador. Igor é uma
aposta para a lateral: evidentemente não é ainda o momento de uma titularidade.
Mas vejo esse jogador como uma questão natural, de uma reformulação. Entra em
alguns jogos, participa do grupo, vai tomando gosto pela titularidade.
Fora:
Danilo, Émerson, Douglas, Edenílson e Romarinho. Esses jogadores estão fora por
questões diferentes. Ninguém pode dizer que os três primeiros são jogadores
ruins, no entanto, não há como negar que já estão desgastados. Fisicamente
Danilo só tende a piorar. Émerson anda fazendo tudo errado dentro e fora do
campo, pois decidiu que não precisa prestar contas para ninguém (o que é válido
para um jogador que chegou em seu mais alto nível profissional). Douglas era a
minha esperança, pois vejo poucos jogadores com condições de ser “meia” como
tanto gostamos no futebol. Edenilson foi muito razoável como lateral e um tanto
pior como meia, volante ou adjacente. Romarinho, dizem, anda se perdendo no físico:
está usando sua juventude para tudo, menos jogar bola.
Pato? Nem
vale o comentário. Consegue se menos produtivo que o Adriano, que fez o gol
mais caro da história do Corinthians, mas nos levou a disputa de um título
nacional.
Começamos a
pensar na reformulação: Wálter, Alessandro, Gil, Cléber e Fábio Santos. Ralf,
Guilherme e Renato Augusto. Vago, Guerreiro e Vago. Assim por diante. Nomes?
Isso é para a diretoria, eles ganham (ou não) dinheiro para pensarem em soluções.
Um comentário:
O time, em 2014, não será lá grande coisa, mas, o estádio...ah, o estádio será uma beleza.
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