Olá leitores!
Ao contrário do que eu temia na etapa passada, nenhum pneu
explodiu em Nürburgring. A reunião entre a FIA e a Pirelli serviu para
esclarecer pontos que estavam mal explicados e também para mostrar o
comportamento inadequado de algumas equipes, que estavam montando os pneus no
sentido inverso de rotação. Em um pneu de rua, não costuma acontecer nada, mas
em pneus de competição, submetidos a um uso extremo, é um fator complicador. A
corrida não foi das mais emocionantes, exceto pelas voltas finais, e não temo
em apontar como ponto alto da prova a Marussia do Bianchi, que após a explosão
do motor resolveu por própria conta estacionar sozinha em um lugar menos
perigoso que aquele onde foi parada, como disse o Flávio Gomes. Bobagem da
grossa dos fiscais de pista de desengatar o câmbio de um carro que não possui
freio de estacionamento sem que ele estivesse amarrado a algo. Se fosse no
Brasil, nunca mais a corrida voltaria para cá. Como foi na Alemanha...
O vencedor, pela primeira vez no GP “de casa”, foi Vettel. Aproveitou
a fraca largada do Hamilton, assumiu a primeira posição e a partir de então
apenas administrou a liderança. Nas voltas finais chegou a ser ameaçado pelo
Räikkönen, mas conseguiu manter uma diferença que não permitiu o ataque do
finlandês. Seu companheiro Webber (7º) também largou bem, estava em 2º lugar
quando, no 1º pit-stop, teve um problema na troca do pneu traseiro direito, que
não ficou bem preso e se soltou assim que ele foi liberado para voltar à pista,
atingindo um cinegrafista (que teve uma fratura no ombro, costelas trincadas,
mas passa bem). Foi trazido de volta para os boxes, apertaram direito a roda e
voltou em último lugar, se dedicando no resto da corrida a ultrapassar os
carros mais lentos. Essa recuperação de terreno perdido deve ter sido divertida.
Em 2º chegou Räikkönen, a meu ver prejudicado pela
estratégia da equipe. Ele disse após a prova que tinha condições de chegar ao
fim da prova sem ter feito a última parada para troca de pneus, mas a equipe o
chamou para os boxes mesmo assim. Não foi a primeira vez, e creio que não será
a última vez que a equipe atrapalha o trabalho que o piloto faz na pista. Seu
companheiro Grosjean (3º) andou muito forte a corrida toda, seja com pneus mais
moles ou mais duros, mas no final cedeu a posição para melhorar as chances de
Kimi na classificação do campeonato, já que ele mesmo não tem a menor chance de
lutar pelo título, coisa que o Räikkönen tem.
Em 4º chegou Alonso, após uma grande luta contra a inferioridade do carro perante os concorrentes. A equipe
até tentou uma estratégia diferente, começando com pneus mais duros enquanto
todos na frente estavam com pneus mais moles, para parar depois e conseguir
alguma vantagem... não deu certo. Mais uma vez, o resultado final se deve mais
ao talento do piloto que aos méritos do carro. Seu companheiro Massa errou na
freada da curva 1 ainda na 4ª volta, o câmbio do carro travou e ele foi o
primeiro a abandonar. Triste saber que não temos peça de reposição para ele.
Em 5º chegou Hamilton, outro que se impôs à mediocridade do
equipamento que possui. Os carros da Mercedes são ótimos em uma volta lançada.
Quando se tem 300 km de prova mais uma volta, a coisa complica. Os mais
maldosos já disseram que a Mercedes só funciona quando os pneus são montados no
sentido inverso ao que foram projetados... Seu companheiro Rosberg (9º) até que
não foi mal para quem largou em 11º com aquela jaca prateada, sendo que poderia
ter largado mais a frente se não fosse o erro de estratégia da equipe na
classificação.
Em 6º chegou Button, em uma corrida padrão Jenson Button:
economizando pneus e avançando graças a isso. Seu companheiro, o combativo
Pérez (8º), economiza menos os pneus e portanto, mesmo tendo apresentado um
desempenho mais vistoso, chegou atrás. Espero que a equipe esteja concentrando
seus esforços no carro do ano que vem, pois o desse ano não tem salvação, muito
ruim para os padrões da equipe.
Fechando a zona de pontos, em 10º lugar chegou o batalhador
Hülkenberg, conquistando mais um ponto para a decadente Sauber, outra equipe
que já fez coisa melhor no passado mas esse ano não acertou a mão. Seu
companheiro Gutiérrez terminou em 13º, atrás de 2 Force India e 1 Toro Rosso.
Próxima corrida, dia 28/07 no kartódromo, digo, autódromo de
Hungaroring, antes de começarem as férias de verão (europeu) da F-1.
Até a próxima!
Alexandre Bianchini
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