1- Corinthians ganhou por ter melhor conjunto. 2 – Por ter anulado o melhor jogador brasileiro. 3 – Ter feito os gols nos momentos decisivos.
Corinthians campeão
paulista em 2013. Título que era desmerecido num campeonato arrastado e
medonho. Na hora de levantar a taça pouco importa: é título que premia e coisa
e tal. Se ninguém quisesse ser campeão paulista, o campeonato já não existiria
mais. Perdeu o glamour, é verdade. Perdeu a oportunidade de continuar sendo o
mais importante regional de todo mundo (já que em todo o mundo não são muitos
os campeonatos regionais, se é que eles existem). Perdeu muito desde o final da
década de 90. Mas continua sendo uma decisão de “clássicos”, uma decisão
caseira; prêmio de consolação do primeiro semestre para todos os times.
Muito precisa ser
feito. E urgente. Mas não são os dirigentes que devem se meter onde não são
chamados. O torneio deve ser criado pelos torcedores, pelos jogadores; artistas
principais da competição. É verdade que várias são as fórmulas de “sucesso”
propostas nos quatro cantos do Estado, mas nenhuma fórmula parece ser tão ruim
quanto a atual; com esses jogos iniciais desnecessários; e com finais não
valorizadas: deveríamos ter mais jogos como Corinthians e Santos. Enfim,
aceitamos e consumimos o atual campeonato, mesmo sabendo que ele é ruim;
ilógico e demasiadamente chato.
Corinthians e Santos
fizeram dois jogos interessantes, nada mais do que isso. O segundo jogo, talvez
pelo placar do primeiro, tenha sido mais disputado do que normalmente
aconteceria em um clássico. Santos precisando vencer e o Corinthians sabendo
que precisaria contra-atacar para não ser presa fácil. Jogo corrido, aberto;
ainda assim brigado. Nessas horas vemos o mal que atinge o futebol brasileiro:
a criatividade passou a ser artigo de luxo no futebol. O Santos no meio ao
abafa consegue um pelo gol no primeiro tempo; mas logo em seguida, o pragmático
Corinthians consegue o empate: apesar de todos os esforços das equipes, o
primeiro tempo acaba como havia começado.
O segundo tempo bate
o desespero no Santos, precisando virar o jogo para no mínimo ir para os pênaltis. Desespero, amigo da pressa; terrível primo do passe errado. Santos
sofreu com alguns contragolpes do adversário, que em dois ou três lances quase
joga um balde de água fria na torcida adversária. Balde que molhou Neymar, numa
provável final antecipada de seus últimos dias no clube brasileiro. Mas que
brindou Paulinho, em outra transferência pré-anunciada de vários meses.
Se continuarão no
Brasil, eu não sei. A única coisa que sei é que os dois jogadores farão falta
em seus respectivos times. Principalmente Neymar. Não apenas por sua capacidade
técnica, habilidade e criatividade; mas pelo Santos ser mais dependente do
craque do que o Corinthians do Paulinho. A reformulação provável nas duas
equipes dependerá dos horizontes das janelas européias, caso contrário será
isso mesmo que veremos das duas equipes no Brasileirão-2013.
Corinthians, com
esse título, passa a ser dono do estado até 2020, quando poderá ser
ultrapassado pelo Palmeiras nas seguintes condições: Palmeiras precisa ganhar
vários títulos e o Corinthians nenhum.
Convenhamos, além de uma matemática improvável, o futebol equiparado dos dias
de hoje não permitirá tamanho avanço da equipe Palestrina nas estatísticas.
Avanço que o Santos não conseguiu nesse campeonato, em seu sonho frustrado pelo
Tetra-campeonato.
O Paulistano
agradece o Corinthians mais uma vez (*).
(*) Procurem a
história do título do Paulistano em 1919 e saberão o que estou dizendo.
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