segunda-feira, 20 de maio de 2013

Prêmio consolação: O campeonato merecido


1- Corinthians ganhou por ter melhor conjunto. 2 – Por ter anulado o melhor jogador brasileiro. 3 – Ter feito os gols nos momentos decisivos.


Corinthians campeão paulista em 2013. Título que era desmerecido num campeonato arrastado e medonho. Na hora de levantar a taça pouco importa: é título que premia e coisa e tal. Se ninguém quisesse ser campeão paulista, o campeonato já não existiria mais. Perdeu o glamour, é verdade. Perdeu a oportunidade de continuar sendo o mais importante regional de todo mundo (já que em todo o mundo não são muitos os campeonatos regionais, se é que eles existem). Perdeu muito desde o final da década de 90. Mas continua sendo uma decisão de “clássicos”, uma decisão caseira; prêmio de consolação do primeiro semestre para todos os times.

Muito precisa ser feito. E urgente. Mas não são os dirigentes que devem se meter onde não são chamados. O torneio deve ser criado pelos torcedores, pelos jogadores; artistas principais da competição. É verdade que várias são as fórmulas de “sucesso” propostas nos quatro cantos do Estado, mas nenhuma fórmula parece ser tão ruim quanto a atual; com esses jogos iniciais desnecessários; e com finais não valorizadas: deveríamos ter mais jogos como Corinthians e Santos. Enfim, aceitamos e consumimos o atual campeonato, mesmo sabendo que ele é ruim; ilógico e demasiadamente chato.

Corinthians e Santos fizeram dois jogos interessantes, nada mais do que isso. O segundo jogo, talvez pelo placar do primeiro, tenha sido mais disputado do que normalmente aconteceria em um clássico. Santos precisando vencer e o Corinthians sabendo que precisaria contra-atacar para não ser presa fácil. Jogo corrido, aberto; ainda assim brigado. Nessas horas vemos o mal que atinge o futebol brasileiro: a criatividade passou a ser artigo de luxo no futebol. O Santos no meio ao abafa consegue um pelo gol no primeiro tempo; mas logo em seguida, o pragmático Corinthians consegue o empate: apesar de todos os esforços das equipes, o primeiro tempo acaba como havia começado.

O segundo tempo bate o desespero no Santos, precisando virar o jogo para no mínimo ir para os pênaltis. Desespero, amigo da pressa; terrível primo do passe errado. Santos sofreu com alguns contragolpes do adversário, que em dois ou três lances quase joga um balde de água fria na torcida adversária. Balde que molhou Neymar, numa provável final antecipada de seus últimos dias no clube brasileiro. Mas que brindou Paulinho, em outra transferência pré-anunciada de vários meses.

Se continuarão no Brasil, eu não sei. A única coisa que sei é que os dois jogadores farão falta em seus respectivos times. Principalmente Neymar. Não apenas por sua capacidade técnica, habilidade e criatividade; mas pelo Santos ser mais dependente do craque do que o Corinthians do Paulinho. A reformulação provável nas duas equipes dependerá dos horizontes das janelas européias, caso contrário será isso mesmo que veremos das duas equipes no Brasileirão-2013.

Corinthians, com esse título, passa a ser dono do estado até 2020, quando poderá ser ultrapassado pelo Palmeiras nas seguintes condições: Palmeiras precisa ganhar vários títulos e  o Corinthians nenhum. Convenhamos, além de uma matemática improvável, o futebol equiparado dos dias de hoje não permitirá tamanho avanço da equipe Palestrina nas estatísticas. Avanço que o Santos não conseguiu nesse campeonato, em seu sonho frustrado pelo Tetra-campeonato.

O Paulistano agradece o Corinthians mais uma vez (*).



(*) Procurem a história do título do Paulistano em 1919 e saberão o que estou dizendo.







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