domingo, 21 de abril de 2013

Pé no Fundo no Bahrein



Olá, leitores!



Corrida muito movimentada, necessariamente, é corrida emocionante? O GP do Bahrein foi movimentado, muito, mas não saberia dizer se essa movimentação toda foi emocionante. OK, foi melhor que aquelas edições em que ninguém passava ninguém, aquela procissão, aquela descida da Anchieta com neblina em comboio. Mas na verdade dependeu da vontade, da gana de alguns pilotos, essa emoção. A corrida sem o Perez e o Hamilton, por exemplo, seria uma dose dupla de Valium.


O vencedor, com autoridade, foi o atual campeão Vettel. Depois que assumiu a liderança na volta 3, abriu vantagem de tal maneira que no final apenas precisou administrar o resultado. Vitória maiúscula, sem mais. Seu companheiro Webber (7º) até começou bem a prova, mas ficou preso no tráfego após a primeira troca de pneus, e daí o desempenho só foi piorando até o final da prova.


Em 2º chegou Kimi Räikkönen, outro piloto que teve um desempenho constante a prova inteira. As primeiras voltas não foram brilhantes, mas depois ele pôde acelerar ao máximo, e poderia ter incomodado mais o Vettel no fim da prova se o carro tivesse mais velocidade máxima. Seu companheiro Grosjean (3º) voltou a se encontrar com o carro e teve um grande desempenho conquistando o pódio nas voltas finais com uma bela ultrapassagem sobre o Di Resta. Vamos ver se ele continua com essa performance até o fim do ano.


Em 4º chegou o Di Resta, que por pouco não faz um pódio para a Force India... mas já chegou a liderar algumas voltas, então acredito que o Mallya vai dormir sorrindo e agradecendo à divindade hinduísta de sua preferência. Acredito que é questão de tempo para o pódio aparecer. Seu companheiro Sutil (13º) não fez uma grande apresentação, logo no começo da prova se enroscou com o Miojo, teve o pneu furado, caiu para último e veio fazendo uma corrida de recuperação. No final, ainda acabou na frente do macarrônico piloto.

Em 5º veio o Hamilton. O carro não ajuda nem um pouco, vai perdendo ritmo conforme a corrida se desenrola, mas o Hamilton fez uma corridaça. Ele tem aquela qualidade dos campeões, não esmorece com as dificuldades, e batalhou o tempo todo. Ultrapassou usando asa móvel, sem usar a asa, em lugar que era ponto de ultrapassagem e onde não era também... um dos que fizeram valer a pena assistir a corrida. Seu companheiro Rosberg (9º) fez a pole position... e daí em diante, foi só ladeira abaixo. O projeto de suspensão da Mercedes faz o carro consumir muito os pneus, e ele não sabe lidar com as adversidades como o Hamilton.


Em 6º, ressurgindo das cinzas, chegou o Sergio Pérez. Após um início de ano catastrófico, ele se encontrou com o carro e foi outro que disputou todas as posições que tinha direito. A sua disputa com o próprio companheiro de equipe foi antológica, o tipo de coisa de deixar estrategista da Ferrari sem cabelos, mas a McLaren deixou a coisa correr. O carro da McLaren continua sem dizer a que veio, mas a pilotagem do Pérez valeu o resultado. Seu companheiro Button (10º) não andou lá aquelas coisas e ainda reclamou aos montes do Pérez ter pressionado e quase tocado rodas com ele durante a corrida. Deve estar com vontade de disputar o “troféu mi-mi-mi” com o Alonso...


Por falar em Alonso, ele chegou em 8º mesmo tendo que parar 2 vezes nos boxes por causa de travamento da asa móvel na posição aberta (o que é proibido pelo regulamento), e após a 2ª recebeu ordem da equipe para não mais a usar até o fim da corrida. Se esforçou, lutou e mesmo com problemas conseguiu levar o carro até os pontos. Já seu companheiro Miojo (15º) se classificou al dente, mas se enrolou com a estratégia traçada pelo engenheiro Smedley (isso é nome de vilão de desenho animado, não de engenheiro) e passou do ponto. Terminou atrás do Hülkemberg, do Sutil e do Bottas. Preciso completar mais alguma coisa?

Agora teremos um intervalo de 3 semanas, e a F-1 volta dia 12/05, para o GP da Espanha, em Barcelona. Algumas equipes devem levar atualizações de seus carros para essa corrida, que marca o início das corridas da temporada no continente europeu, então poderemos ter alguma surpresa.


Até a próxima!



Alexandre Bianchini

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