Sexta rodada do
campeonato brasileiro. Os paulistas ainda continuam desconfortáveis com a
competição. A melhor colocação é do São Paulo, com três vitórias em seis jogos.
Os melhores resultados do final de semana foram: Corinthians e Portuguesa, que
ganharam os respectivos clássicos; e a Ponte Preta ganhando do Botafogo em pleno Engenhão.
No balanço geral, envolvidos ou não em outras competições, os
paulistas têm marcado seus piores rendimentos em torneios nacionais, e para
isso existe uma explicação.
O Palmeiras não tem
um grande time, isso todos concordam. O fato de disputar uma final de
campeonato nacional, coisa que não acontecia há muitos anos; parece dar um
refresco ao irregular time do Felipão. Mas ao mesmo tempo tal resultado está
encobrindo problemas sérios de planejamento. O resultado do final de semana,
com o time titular perdendo para os reservas do Corinthians, mostram certas
deficiências individuais e coletivas. Não luta por título no Brasileiro, e se
conseguir a vaga para Libertadores pela Copa do Brasil, talvez cumpra tabela no
campeonato nacional.
O melhor colocado,
São Paulo, está com problemas de elenco e treinador. Dizem que a relação entre
os jogadores, treinador e diretoria estão estremecidas. O resultado contra o
Coritiba pela Copa do Brasil pode desencadear uma queda de rendimento do time,
ainda mais com sua maior estrela passando por problemas emocionais (é o que
dizem). É possível que mais um ano os tricolores, tão acostumados com títulos,
vejam seu time lutar apenas por uma vaga para a Libertadores do próximo ano.
Santos acordou de um
sonho. Neymar, em sua pior fase técnica e física, mostrou que time tem uma
dependência absurda de sua principal estrela. O resultado do final de semana é
uma dica de que Muricy terá sérios problemas em reorganizar a equipe sem os
principais jogadores (que estarão afastados por causa das Olimpíadas) e com os
jogadores em fase não muito boa (como é o caso de Borges). Ainda que esteja em
lua-de-mel com seus torcedores, é bom que saibam que a “maré” não anda boa, e
que mesmo tanto falatório, é possível que a melhor conquista no ano do
centenário seja mesmo o Paulistão e uma vaga para a Libertadores do ano que
vêm.
Entre os times com
uma fase mais complexa está o Corinthians. Líder nos dois últimos anos de todas
competições que disputou, transformou a grande meta para o ano num final épico
e dramático. Finalista da Libertadores, está entre os piores colocados no
Brasileiro. Essa dependência pelo título sul-americano ficou ainda mais intensa
agora, com o pífio rendimento no brasileiro. Se ganhar a Libertadores estará no
Céu, brigando apenas por uma boa campanha no campeonato Nacional (e nenhum
torcedor irá se importar com isso). Em compensação, se perder a Libertadores,
terá que nadar muito para salvar o ano; já que está muito atrás dos líderes da
competição. Resta saber se com a derrota na Libertadores, com que cara o time
irá se apresentar no Brasileiro.
Assim, os times de São
Paulo mostram uma fragilidade incomum para esse começo de segundo semestre. Talvez
comprovando mais uma vez que o truncamento de calendário é nocivo tanto para os
times (não sei se financeiramente para os clubes), quanto para os torcedores. Jogos
importantes sendo “queimados” com jogadores reservas, ou com jogadores com a “cabeça
em outra competição”. Resta saber se quando o campeonato começar
verdadeiramente para essas equipes, se terão condições de reagir em busca dos líderes.
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