Olá leitores!
Seis corridas, seis vencedores diferentes. Será que podemos
considerar esse início de temporada como o melhor dos últimos tempos? Creio que
podemos. Só não foi melhor porquê o
carro vencedor se repetiu, mas ainda não dá para colocar a Red Bull como
favorita por ser a única equipe com duas vitórias. De qualquer jeito, a
estreita pista de Mônaco repetiu sua tradição de ser econômica em emoções:
tivemos um pouco de emoção na largada – com o tradicional enrosco na Saint-Devote
– e depois o tradicional e modorrento trenzinho de carros, com ultrapassagens
muito raras. E nem é por causa do traçado, o problema é a falta de largura da
pista mesmo. A corrida foi tão chata que as piadinhas que os blogueiros e
jornalistas que acompanham a F-1 estavam fazendo via Twitter estavam muito mais
interessantes. Até se pode dizer que as últimas voltas, com os 6 primeiros
colocados separados por cerca de 6 segundos, foram interessantes, mas já
sabendo de antemão que numa disputa entre carros tão parecidos em desempenho
ninguém ultrapassaria ninguém.
Webber começou a garantir o troféu na classificação, quando
fez o 2º melhor tempo – e largou na pole position, já que o melhor tempo foi de
Schumacher, que tinha como punição por ter batido no Bruno Senna na Espanha a
perda de 5 posições no grid de largada de Mônaco. Teve apenas que acelerar o
suficiente para que os adversários não o ultrapassassem nas paradas de troca de
pneus. Pode parecer fácil, mas em Mônaco isso envolve uma certa habilidade. Foi
a segunda vitória do australiano no Principado. Seu colega Vettel teve uma vida
mais difícil, já que largou lá no meio do pelotão, mas com uma estratégia
inteligente de largar com pneus mais duros no início saiu da 5ª fila para um
bom 4º lugar na bandeirada final.
Nico Rosberg, que largou em 2º, terminou em 2º. Lidou bem
com a pressão do Alonso, tentou pressionar o Webber mas não foi muito efetivo,
e o 2º lugar foi mais uma recompensa pela sua classificação do que um trabalho
bem feito de ultrapassagens. Seu companheiro Schumacher largou em 6º,
pressionou bastante o Räikkönen e desgastou rápido seus pneus. Perdeu tempo
dirigindo com pneus gastos, voltou à pista no meio do pelotão e abandonou com
problemas mecânicos. Não foi um domingo para se lembrar.
Em terceiro veio o líder isolado do Mundial, Alonso. Mais
uma vez ele andou mais que o carro, e fez uma volta simplesmente inacreditável
antes do seu pit-stop, ultrapassando o Hamilton com o tempo que descontou nessa
“volta voadora”. É um piloto “caro”, mas dá um bom retorno para seus patrões.
Seu companheiro Massa pela primeira vez no ano teve um desempenho consistente,
com bons tempos na classificação e uma corrida razoável, com um merecido 6º
lugar. Não foi brilhante, mas já foi melhor que as provas anteriores.
Em 5º chegou Hamilton, que andou em 3º por uma parte
razoável da corrida, mas perdeu posições naquele que vem sendo o ponto fraco da
equipe: as paradas de boxe. Ele reclamou bastante após a corrida. Já o colega
Button esteve irreconhecível, se envolvendo em um toque com Kovalainen e abandonando
após uma rodada nos Esses da Piscina.
Em 7º e 8º terminou a dupla da Force India, respectivamente
Di Resta e Hülkemberg, em mais um consistente resultado para aquela que pode
ser considerada a melhor das equipes menos tradicionais. Justiça seja feita,
essa equipe tem dois pilotos muito talentosos.
Em 9º, após um fim de semana esquecível, Kimi Räikkönen. O
melhor momento dele na prova foram as várias voltas que passou segurando um
trenzinho que tinha em Schumacher seu mais combativo membro. Os treinos
classificatórios foram tão fracos que parecia que o “homem de gelo” estava de
ressaca – o que no caso dele não é muito difícil de imaginar. Outro que quer
esquecer a corrida é seu companheiro Grosjean, que se acidentou e abandonou a corrida
logo na primeira curva, levando junto a Sauber do Kobayashi. Imperdoável, tirou
Kobamito da corrida! Por justiça, deveria perder 15 posições de largada na
próxima corrida!
Em 10º, marcando mais um pontinho para a equipe, chegou
Bruno Senna. Um pequeno prêmio de consolação após uma classificação sofrível. E
foi ele o responsável pelo único ponto da equipe, já que Maldonado se acidentou
na primeira volta.
Próxima corrida, dia 10/06, no circuito Gilles Villeneuve,
no Canadá. Uma pista que historicamente propicia grandes corridas, e que deve
produzir mais um belo espetáculo.
Até a próxima!
Alexandre Bianchini
2 comentários:
É a corrida em Mônaco vale mais pelo visual do principado. Acho que a R. Voluntários da Pátria, na época natalina, tem mais pontos de ultrapassagem que o circuito de Mônaco.
Vi a largada, fui tomar um café, e quando voltei, achei que estava na bandeira amarela, mas não estava. Mônaco é o glamour da F-1, mas pelas máquinas que existem hoje, este GP já está se tornando obsoleto. Parece uma interminável volta de apresentação. Vide as 500 milhas de Indianápolis que passou de tarde. Aquilo sim é emoção.
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