domingo, 12 de maio de 2013

Pé no Fundo na Espanha



Olá leitores!



Em meio a uma crise econômica terrível, com 26% da população economicamente ativa desempregada, índice que chega a quase 50% na faixa abaixo de 25 anos, finalmente a Espanha teve um motivo para sorrir. As mágicas do atual regulamento fizeram um bem danado para a pista catalã e aquela que já foi a etapa mais chata do ano se tornou um belo espetáculo.

A alegria foi maior pois o vencedor foi o grande ídolo do país, Fernando Alonso, que do 5º lugar no grid largou de maneira fulminante e praticou uma corrida “no ataque” quase o tempo todo. Mostrou o motivo de ser um dos atletas mais bem pagos da atualidade. A ultrapassagem por fora na 3ª curva do circuito, ainda na primeira volta, sobre o Hamilton foi uma obra de arte. Vitória maiúscula. Seu companheiro Massa fez o 6º tempo na classificação (apenas 1 milésimo de segundo atrás do Alonso), mas foi punido com a perda de 3 posições na largada por ter atrapalhado a volta rápida do Webber. E fez uma corrida acima de sua média, largando em 9º e terminando em 3º. Primeiro pódio de 2013 para o brasileiro, que (mais uma vez) reclamou muito dos pneus.

Em 2º lugar chegou Räikkönen, novamente se aproveitando do baixo consumo de pneus do carro da Lotus para fazer uma parada a menos nos boxes. Correu muito bem, e está mostrando uma regularidade surpreendente para quem se lembra dele na época da McLaren. Seu companheiro Grosjean foi o primeiro a abandonar, vítima da suspensão traseira quebrada.

Em 4º e 5º chegaram os carros da Red Bull, respectivamente Vettel e Webber. Apagados, principalmente o Vettel, vítima de um carro que anda bem no treino mas durante a corrida desgasta rapidamente os pneus, e portanto perde rápido o rendimento. Webber ainda não tem muito do que reclamar, tendo largado em 7º e chegado em 5º, mas o Vettel não estava nada feliz ao fim da corrida.

Em 6º chegou o pole position, Nico Rosberg. Se a F-1 fosse uma competição de dragsters ou uma disputa de mais rápida volta lançada, dificilmente a Mercedes seria batida. O problema deles é que por regulamento a corrida dura 300 km mais uma volta... e aí o alto desgaste dos pneus faz o carro perder rendimento. Mas o Rosberg nem pode reclamar tanto assim: seu companheiro Hamilton largou em 2º e terminou em 12º... após a corrida, era a cara da desolação e se disse “perdido” em relação ao comportamento do carro.

Em 7º chegou o Paul di Resta, mostrando um consistente desempenho da Force India, que tem um belo carro em ritmo de corrida. Seu companheiro Sutil (13º) mais uma vez foi vítima de problemas mecânicos, que comprometeram irremediavelmente sua colocação final.

Em 8º e 9º chegaram os pilotos da McLaren, respectivamente Button e Pérez. Button classificou mal, largou pior ainda e só pontuou devido à estratégia de pneus da equipe ter funcionado. O carro tem como ponto positivo o baixo consumo de pneus, e só. Pérez, que foi menos hábil em conservar os pneus, largou em 9º e terminou na mesma posição, o que diz bem o quão empolgante foi o desempenho do carro.

Em 10º chegou o Ricciardo, com a Toro Rosso. Ele poderia ter tido um resultado melhor, mas largou muito mal e sofreu com a aderência nas primeiras voltas. Uma pena, pois o carro estava com um ótimo ritmo de corrida. Seu companheiro Vergne abandonou com o pneu dechapado. Aliás, que servicinho porco a Pirelli está fazendo esse ano! Sabe-se que os pneus que deterioram rápido são encomenda do Tio Bernie, mas eles têm tecnologia para fazer um pneu que se deteriore sem explodir ou dechapar como os pneus desse ano têm feito.

Próxima etapa, 26/05, Grande Prêmio de Mônaco, tradicionalíssima corrida disputada nas ruas do Principado. O evento mais aguardado no ano pelos patrocinadores, mas não necessariamente querido pelos pilotos. Nelson Piquet dizia que pilotar em Mônaco é o mesmo que andar de bicicleta na sala de casa. Única corrida da atualidade a ter menos de 300 km de duração, pois se tivesse essa extensão a prova não acabaria no máximo de 2 horas regulamentares, de tão travada que é a pista.
Aliás, um dia cheio para o fã de automobilismo, já que no mesmo dia temos o GP de Mônaco, as 500 milhas de Indianapolis (na Indy) e as 600 milhas de Charlotte (na Nascar).

Até a próxima!



Alexandre Bianchini

3 comentários:

Sérgio Oliveira disse...

E o bom desempenho do Massa?

Cesar Augusto disse...

A corrida do Massa foi tão boa assim ou a imprensa italiana exagerou nos elogios?

Bianchini disse...

É o seguinte: a corrida do Massa, pelo desempenho apresentado nesse ano, foi realmente muito boa. Os italianos sabem que o Alonso é um fora de série, daí que ter se classificado 1 milésimo de segundo atrás do Alonso contou belos pontos para ele. Em ritmo de corrida eu achei que ele teve mais altos e baixos que o Alonso, mas com esses pneus farofa da Pirelli ou você é um gênio da conservação do pneu ou ele acaba rápido. Para a imprensa italiana ter elogiado o Massa, ele efetivamente correu muito bem.
Agora vamos ver no decorrer da temporada, a Ferrari precisa que o Massa ande mais próximo do Alonso para retirar pontos dos adversários. Vamos ver.