Olá leitores!
Começou na madrugada desse
domingo a temporada 2013 de Fórmula 1, e de cara pudemos perceber que, apesar
das mudanças em relação à temporada passada terem sido mínimas, o cenário
promete ser mais competitivo. Ao passo que ano passado começamos com o claro
domínio da Red Bull, esse ano deveremos ter maior alternância nas corridas. Por
exemplo, a já citada Red Bull continua o nome a ser batido em configuração de
treino, mas peca em ritmo de corrida.
A vitória ficou com o Kimi
Räikkönen, ratificando a boa fase em que terminou a temporada de 2012. Fez
apenas o 7º melhor tempo de largada, mas pilotando de forma terrivelmente
eficaz ganhou posições ao mesmo tempo que poupava os pneus para fazer funcionar
a estratégia de 2 paradas para troca de pneus, ao passo que a maioria optou por
3 paradas. Na última parte da corrida o Alonso até tentou fazer um ataque final
para alcançar a liderança, mas Kimi o manteve a uma distância segura e ganhou a
corrida com méritos. Seu companheiro Grosjean (10º colocado) ficou brigando no
pelotão intermediário o tempo todo, praticamente não aparecendo na corrida.
Irreconhecível.
Em 2º veio Alonso, que batalhou a
corrida toda e que muitos apontavam como favorito para a vitória.
Classificou-se e largou atrás de Massa, pressionou fortemente o brasileiro até
a 2ª rodada de trocas de pneus, mostrou a combatividade de sempre, em resumo.
Porém, em que pese a boa velocidade em retas (foi dele a 2ª maior velocidade em
linha reta na corrida) não logrou atingir a vitória. Seu companheiro Massa (4º
lugar) nem parecia o mesmo piloto que correu ano passado: não se intimidou com
a pressão do espanhol, marcou algumas vezes a volta mais rápida da prova, e
perdeu posições para Alonso e Vettel graças à estratégia escolhida pela Ferrari
para seu 2º piloto (sim, não nos iludamos, por mais que ele venha prometer
mundos e fundos ele foi contratado para ser o escudeiro do espanhol). Uma
corrida muito acima do que ele mostrou nos últimos tempos.
Em 3º chegou o atual campeão,
Vettel. Dominou massivamente os treinos, mas na corrida o ritmo da Red Bull não
correspondeu ao que ele esperava, e a falta de velocidade nas retas com certeza
não cooperou para que ele brigasse pela vitória. Contudo, decepcionante mesmo
foi a apresentação do companheiro Webber (6º lugar). Após uma largada horrível,
caiu para o pelotão intermediário e de lá nunca mais saiu. Sua posição final se
deve muito mais à queda de rendimento do Sutil com pneus supermacios e à quebra
do Rosberg, pois era desempenho para 8º lugar, no máximo.
Em 5º chegou o Hamilton, na sua
estreia na casa nova (Mercedes). Não encantou os olhos, mas também não
decepcionou. Foi melhor nas primeiras voltas, depois o carro perdeu rendimento
(problema que acompanha a equipe desde o ano passado), mas considerando tudo
terminar 45 segundos atrás do líder não foi ruim. Seu companheiro Nico Rosberg
abandonou a 32 voltas do final, com falha mecânica.
Em 7º e 8º chegaram os carros da
Force India, respectivamente Sutil e Di Resta. Sutil foi monumental com os
pneus mais duros (os médios), passando boa parte da corrida no pelotão
dianteiro e protagonizando belas disputas de posição. Foi traído pelos pneus
super macios, que após 3 ou 4 voltas perdem rendimento exponencialmente e o
fizeram diminuir sensivelmente o ritmo da corrida. Di Resta não fez uma má
corrida, mas foi completamente eclipsado pela excelência mostrada pelo Sutil.
Em 9º chegou Button, outro que
não se encontrou com o carro. Nitidamente rolou uma DR entre o piloto e a
máquina, pois o desempenho foi muito abaixo do esperado. Mas a discussão foi
menos intensa que com o outro piloto da equipe, o rápido Sergio Perez, que
encantou tanta gente ano passado e que simplesmente desapareceu na corrida
australiana. Só foi visto quando algum outro piloto o ultrapassava.
A temporada continua no próximo
final de semana com o GP da Malásia, na bela pista de Sepang. Isso é, se o
tempo no Sudeste Asiático estiver melhor do que esteve na Austrália, pois se
chover o que choveu nesse final de semana podemos ter problemas para a
realização da prova.
Até a próxima!
Alexandre
Bianchini
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