quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Comentários da 4ª rodada (Ituano x Santos)


Mais uma rodada do Campeonato Paulista,  e uma quarta-feira em que o expectador teve a chance de escolher qual jogo assistir na TV aberta – algo que se tornou raro –  entre Bolívar x São Paulo e Ituano x Santos. Como sou informante do Peixe e o assunto aqui é o estadual, vamos ao comentário desta partida:

Pra começar, mais uma vez o hino nacional cantado ao vivo, por estas novas duplas sertanejas. Como é algo totalmente fora de contexto, fiquei zapeando até a bola começar a rolar de fato.

Bola rolando e bom público no Novelli Júnior, com predominância de santistas. Mas mesmo assim o Ituano fez prevalecer o fator de estar jogando em casa e deu muito trabalho. Marcinho Guerreiro (aquele mesmo) a principal referência da equipe; mas quem deu mesmo trabalho para a defesa santista foi o voluntarioso Marcão, com saúde de sobra. Incomodou mais que André e Miralles, que atuaram juntos.

Interessante que mesmo com três atacantes (André, Miralles e Neymar) a equipe estava menos ofensiva que os jogos anteriores. Com as ausências de Renê Júnior e Arouca, e com apenas dois volantes (Adriano e Cícero), o Santos perdeu em marcação e criatividade. Não pelo Cícero, que tem sido um dos jogadores mais eficientes e foi o responsável pela vitória alvinegra neste jogo, autor do único gol da partida.

Ruim também foi a atuação dos laterais: Guilherme Santos e Bruno Peres. Atabalhoados, corriam muito e pensavam pouco. Bruno Peres é bom ofensivamente, mas foi falho na cobertura, tal como Guilherme Santos. Ainda precisam melhorar.

Outro que sabemos que tem qualidade mas que ainda está devendo uma atuação mais convincente é o meia Montillo. Falta também um entendimento dele com Neymar e vice-versa. Não vi uma tabela entre os dois, que tentavam jogadas individuais sem sucesso. Falta ainda conjunto para a equipe.

Neymar também abusou do individualismo sem muito sucesso. Apenas uma jogada em que quase fez um golaço por cobertura: o goleiro defendeu com a ponta dos dedos, e a bola bateu no travessão. Não à toa que é o melhor jogador das Américas pela segunda vez consecutiva. O craque santista quase entrou em conflito com o técnico do Ituano Roberto Fonseca, que tentou apitar o jogo principalmente no primeiro tempo. Só dava o “seo” Fonseca no microfone da Bandeirantes. O craque santista tem que parar de se preocupar com o  que ocorre fora da linha que divide o gramado.

Se o meio de campo com exceção de Cícero, as laterais, e o ataque não foram bem, o destaque ficou para o novato zagueiro Jubal, recém- promovido, campeão da Taça São Paulo. Não sentiu a partida, e até parecia um veterano, procurando sair jogando ao invés de chutões. Mais uma boa revelação para o Peixe, que costuma revelar mais jogadores de frente.

Síntese da partida: jogo movimentado mas fraco tecnicamente, com muitas interrupções por faltas, o que chega a ser um pouco irritante. Bonito mesmo é ver a bola rolando. Apesar disso, nota 6,5 pra partida.

Domingo o primeiro clássico do campeonato contra o São Paulo, o tradicional “San-São” e o primeiro bom teste para ambas equipes. Paulo Henrique Ganso jogando pela primeira vez contra sua ex-equipe, que ainda não apresentou o futebol de sua ex-equipe. O mesmo não vale para Cícero, melhor jogador da equipe santista nas duas últimas partidas. Expectativa para um bom jogo.



2 comentários:

Sérgio Oliveira disse...

Vi um pedaço do Santos e Bragantino, onde o time santista jogou para o gasto para um honroso empate. Apesar de mais qualificado do que o ano passado, continuo achando que o Neymar ofusca o futebol dos outros jogadores. É um belo tema, não? Um craque pode fazer um jogador mediano jogar menos ou deveria fazê-lo jogar mais?

Mario disse...

Questão difícil... Um "tal" Telê Santana fazia jogadores considerados medianos gastar a bola. Um pouco de psicologia, um pouco de linguagem de boleiro. Talvez um time ganhe mais confiança quando se tem um jogador diferenciado, só que perde um pouco a identidade quando este não joga. Acredito que vai muito da personalidade do jogador; e nos dias atuais, são poucos jogadores que tem personalidade.