É, aconteceu o que a maioria dos
são paulinos temiam, mas, que poucos admitiam. O São Paulo foi desclassificado
da Copa do Brasil, por um time sem grandes talentos individuais, mas, com um
conjunto convincente. Já cansei de expor alguns dos motivos pelos quais eu acho
que o Tricolor tem fracassado nos últimos tempos. Assisti muito disso no jogo
de ontem. A paciência dos torcedores parece ter chegado ao fim. O São Paulo,
hoje, é um amontoado de bons jogadores em campo, mas, sem apresentar nada
coletivamente. Uma pena. Tínhamos ontem a chance preciosa de buscar um
título que escapou de nossas mãos em 2000, quando tínhamos um time bem melhor
que o atual. Enfim, fica pra próxima.
O que mais incomoda nessa
desclassificação nem foi tanto o resultado final. Ganhar ou perder faz parte do
negócio. O problema maior foi ver um time de jogadores caros e de seleção, como
é o caso do São Paulo, sucumbir e ser totalmente dominado por um time de
jogadores que eu sequer consigo lembrar o nome. A falta de comprometimento com
a decisão e a falta de planejamento tático ficou evidente na noite de ontem no
Couto Pereira. Se por um lado o técnico pode ser considerado um dos principais
responsáveis pelo fiasco ao não conseguir armar o time de futebol, sem todos
aqueles buracos, falhas de posicionamento e cobertura, por outro lado não
consigo tirar a parcela de culpa dos jogadores. Se o técnico não consegue
resolver os problemas coletivos, os jogadores poderiam encontrar soluções dentro
de campo, mas, não o fazem.
Se na semana passada conseguimos
à dura pena e ao golaço do Lucas manter viva a esperança no título da Copa do
Brasil, hoje, estamos mortos na competição. Acabou. Enrola a bandeira e pega o
último coletivo pra casa! Saímos da mesma forma que entramos: sem empolgar
ninguém. O “grand finale” de ontem já era até esperado, considerando os finais
melancólicos dos últimos campeonatos. Mudanças são necessárias, claro. Não é
possível admitir que um time com tantos talentos fraqueje com tanta frequência nos momentos
decisivos. Se o técnico prosseguir no comando, coisa que duvido, que finalmente
consiga dar uma cara a esse amontoado de jogadores. Algumas posições precisam
urgentemente de reforços que reforcem realmente o time e não apenas de
jogadores que venham pra somar ou multiplicar.
Obs.: o título do post é uma
referência/homenagem ao disco “Acabou Chorare” dos Novos Baianos, que completa 40
anos de lançamento, que eu dedico a todos os vencedores e perdedores dessa última quarta-feira.
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