Cristóvão Borges foi daqueles
técnicos que chegou com prazo de validade para expirar. Embora ele não tenha vindo com o
objetivo de substituir Tite (este já fazendo parte da galeria dos imortais do
clube) parecia que ele estava na corda bamba quando seu nome foi anunciado.
Apesar do cenário bem diferente enfrentado pelo ídolo corintiano (como um
elenco bem mais limitado), a torcida, diretoria e parte da crônica esportiva
não teriam ou tiveram a mesma paciência com o ex-jogador da mesma forma que
Tite teve na ocasião da eliminação da pré-Libertadores.
Chega Oswaldo de Oliveira, com as
mesmas condições que seu antecessor Cristóvão Borges. Também não possui a mesma
idolatria de Tite, talvez nem ídolo no clube seja, apesar de ter vencido o primeiro mundial de
clubes com a chancela da Fifa. Poderia ser marcante, épico, mas parece que o
torcedor corintiano não põe no mesmo caderninho esta conquista com a da Libertadores e Mundial de Clubes vencidos em
2012. Voltando ao momento atual, a missão de Oswaldo é colocar o time no clube
do G-6, missão menos pretensiosa que sua última passagem.
Outro que chegou com o caldeirão
borbulhando foi Ricardo Gomes. Tinha respaldo no Botafogo, mas preferiu mergulhar
na piscina fervente do Morumbi. “O tipo do cara bacana”, como muitos dizem, mas
sem a devida grife para dirigir um clube como o São Paulo (nas palavras dos
torcedores e cronistas), apesar de uma passagem anterior. O tricolor do Morumbi
foi o maior laboratório de técnicos este
ano, experimentando argentinos que tinham certo respaldo internacional, e que também
dividiram opiniões no clube. Com relação a Ricardo Gomes, seu prazo de validade
irá até o final de 2016 (palavra da imprensa esportiva).
Já Palmeiras e Santos,
satisfeitos em certa medida com seus treinadores, não passaram pelo mesmo “mimimi”
dos rivais. Cuca e Dorival já possuíam mais respaldo; o primeiro abafou
qualquer indício de incêndio e Dorival alavancou o time peixeiro no Brasileiro
do ano passado, após este perambular próximo da zona de rebaixamento. Cuca faz
parte hoje do restrito grupo dos técnicos “Top”, Dorival foi cobiçado pelo
Corinthians, mas o estilo deste treinador está mais identificado com o clube do
litoral atualmente. E Dorival ganhou respaldo principalmente com os mais jovens
na Vila, o que resultou nas titularidades de Zeca, Tiago Maia e Victor Bueno,
que passaram de promessas, a revelações, diminuindo a distância entre amadores
e profissionais no clube.
Apesar do velho discurso principalmente
por parte da imprensa de que “o clube tem que dar tempo ao seu treinador”, em
contradição estes também são os primeiros a colocarem o tempero no caldeirão
fervente. O próprio Tite já foi alvo, e o maior exemplo esta semana foi Ricardo
Gomes, com muitos anunciando que o técnico cairia depois da partida contra o
Fluminense. Com pouca atração dentro de campo, os treinadores passam a ser
protagonistas e ao mesmo tempo vítimas desta falta de talentos e constante
instabilidade. Parecem já entrarem na corda bamba. E tem que segurar firme o
guarda-chuvinha para não caírem.
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