"Quando eu era moleque, fugia de casa para ver o Santos jogar. Minha turma toda da Vila Pompéia, bairro de São Paulo, agia da mesma forma. Depois, era castigo de mãe, surra de pai, bronca de avó, mas valia a pena.
Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe eram o fino da bola. Lógico que a paixão sempre foi corintiana, mas era muito bom admirar a beleza e a arte daquela equipe. Parecia um sonho. Me sentia em um teatro grego, tendo uma catarse atrás da outra. Haja emoção estética.
É difícil não se lembrar daqueles bons e velhos tempos vendo o atual Santos jogando. Realmente, em termos individuais, o Peixe de 1960 era mais completo. Pelé era Pelé, afinal de contas. Mas a alegria e o deboche de Robinho e Neymar são divertidas e emocionantes. Por isso mesmo, beiram a difícil arte da comédia. Dá a impressão que alguém acelerou a câmera.
Na verdade, os Deuses da bola amam a Vila Belmiro. Depois de Pelé, virou uma tradição surgirem gerações após gerações mostrando toque de bola maravilhoso, envolvente e encantador. É coisa do destino. Sei lá o dia de amanhã. Também pouco importa. Nesse caso específico, o título será apenas um detalhe.
E tenho dito! "
Título e texto do jornalista Chico Lang.
Fonte: http://www.gazetaesportiva.net/nota/2010/02/19/623201.html
3 comentários:
Os santistas estão rindo à toa.
Realmente é um futebol diferente, com jeitão que a gente gosta.
Pena que não é só isso que faz um time campeão; vide nossa seleção de 82.
Mas, a história ainda está sendo contada....
Jogar bonito é uma coisa, eficiência é outra. Se o campeonato fosse por pontos corridos o título estaria mais próximo. Mas mata-mata é outra história...
Embora eu não tenho assistido a muitos jogos do Santos, posso afirmar que gostei do que vi, mas... vamos aguardar.
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