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Muricy foi. Não parecia mesmo um namoro que ia dar certo. Disse aqui, logo quando ele chegou que ao olharmos para o Muricy víamos o escudo do São Paulo no peito. Essa sensação devia passar pela cabeça dos torcedores palmeirenses também. Tudo bem, não foi isso que deu errado; nem foi por ele ter passado tanto tempo no arqui-rival; que não iria ser profissional no Palmeiras. Só que uma porção de coisa não deu certo para o time; e não é só mandando o técnico embora que a coisa funcionará.
Poucas vezes acho justa a demissão do técnico, como se apenas eles fossem os culpados. Mas em muitas ocasiões essa demissão é o início de uma mudança. A saída de Muricy parecia estar sendo moldada há vários meses, desde a queda brusca no Campeonato Brasileiro e a visível instabilidade dos seus jogadores. Talvez não exista um “clima ruim” entre o treinador e os jogadores; mas acontece que mesmo assim, parece que o casamento não “deu liga”.
Mais do que ser um bom treinador, as idéias precisam se harmonizar: a história do clube, a personalidade heterogênea dos jogadores, a identidade da torcida e a “liga” do treinador. Liga que acontece muito frequentemente com Joel Santana, que não é um cara brilhante (assim afirmam os comentarias esportivos), mas que no Rio de Janeiro faz as coisas se ligarem; tomarem um rumo. Torcida, jogadores e clube; em suas diferentes potencialidades, ligados por uma única pessoa; que é o treinador.
Li em várias reportagens que o “cacoete” do Muricy, fortalecido por tantos anos no tricolor paulista, era de ser apenas um treinador: mandar dentro das quatro linhas, ali eu decidindo. Isso acontece no São Paulo, onde há uma estrutura “extra-campo” que funciona muito bem: para dentro do campo, Muricy; para todas as outras, comissão técnica. E parece que essa coisa faltou ao Palmeiras, que Muricy “reinasse” no time, desde a opinião sobre o lanche, até a cor da parede do vestiário.
Enfim, não é por causa dessa passagem pelo Palmeiras que devemos considerar o Muricy um péssimo treinador. Tanto é que ouvi dos próprios palmeirenses que a demissão foi justa, mas muito mais por causa dessa falta de “liga” do que pela incompetência do treinador. Como num fim de namoro, onde ambos concordam que a melhor coisa é cada um seguir o seu caminho.
A decisão da diretoria não foi fácil, principalmente por terem um problema ainda maior: quem colocar no lugar? Antonio Carlos, que de prontidão aceitou a proposta, é um nome que eu considero dos mais perfeitos para o lugar do Toninho Cecílio (já que Antonio Carlos foi um dos responsáveis pela recuperação do Corinthians depois da queda para a série B), mas não tenho conceito formado em seu trabalho como treinador.
Saber se Antonio Carlos dará certo como o novo treinador do time é impossível. Mas pelo menos temos a tal “liga” que estava faltando ao Muricy. E por mais que ele tenha passado por vários clubes, incluindo o excelente trabalho no Corinthians; não dá para negar que o sujeito tem uma ligação muito próxima a tudo que envolve o Palmeiras.
Primeiro passo da mudança foi tomado, mas a torcida ainda espera que os verdadeiros culpados sejam punidos; haveria mais justiça ainda na demissão do Muricy do cargo de treinador.
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Muricy foi. Não parecia mesmo um namoro que ia dar certo. Disse aqui, logo quando ele chegou que ao olharmos para o Muricy víamos o escudo do São Paulo no peito. Essa sensação devia passar pela cabeça dos torcedores palmeirenses também. Tudo bem, não foi isso que deu errado; nem foi por ele ter passado tanto tempo no arqui-rival; que não iria ser profissional no Palmeiras. Só que uma porção de coisa não deu certo para o time; e não é só mandando o técnico embora que a coisa funcionará.
Poucas vezes acho justa a demissão do técnico, como se apenas eles fossem os culpados. Mas em muitas ocasiões essa demissão é o início de uma mudança. A saída de Muricy parecia estar sendo moldada há vários meses, desde a queda brusca no Campeonato Brasileiro e a visível instabilidade dos seus jogadores. Talvez não exista um “clima ruim” entre o treinador e os jogadores; mas acontece que mesmo assim, parece que o casamento não “deu liga”.
Mais do que ser um bom treinador, as idéias precisam se harmonizar: a história do clube, a personalidade heterogênea dos jogadores, a identidade da torcida e a “liga” do treinador. Liga que acontece muito frequentemente com Joel Santana, que não é um cara brilhante (assim afirmam os comentarias esportivos), mas que no Rio de Janeiro faz as coisas se ligarem; tomarem um rumo. Torcida, jogadores e clube; em suas diferentes potencialidades, ligados por uma única pessoa; que é o treinador.
Li em várias reportagens que o “cacoete” do Muricy, fortalecido por tantos anos no tricolor paulista, era de ser apenas um treinador: mandar dentro das quatro linhas, ali eu decidindo. Isso acontece no São Paulo, onde há uma estrutura “extra-campo” que funciona muito bem: para dentro do campo, Muricy; para todas as outras, comissão técnica. E parece que essa coisa faltou ao Palmeiras, que Muricy “reinasse” no time, desde a opinião sobre o lanche, até a cor da parede do vestiário.
Enfim, não é por causa dessa passagem pelo Palmeiras que devemos considerar o Muricy um péssimo treinador. Tanto é que ouvi dos próprios palmeirenses que a demissão foi justa, mas muito mais por causa dessa falta de “liga” do que pela incompetência do treinador. Como num fim de namoro, onde ambos concordam que a melhor coisa é cada um seguir o seu caminho.
A decisão da diretoria não foi fácil, principalmente por terem um problema ainda maior: quem colocar no lugar? Antonio Carlos, que de prontidão aceitou a proposta, é um nome que eu considero dos mais perfeitos para o lugar do Toninho Cecílio (já que Antonio Carlos foi um dos responsáveis pela recuperação do Corinthians depois da queda para a série B), mas não tenho conceito formado em seu trabalho como treinador.
Saber se Antonio Carlos dará certo como o novo treinador do time é impossível. Mas pelo menos temos a tal “liga” que estava faltando ao Muricy. E por mais que ele tenha passado por vários clubes, incluindo o excelente trabalho no Corinthians; não dá para negar que o sujeito tem uma ligação muito próxima a tudo que envolve o Palmeiras.
Primeiro passo da mudança foi tomado, mas a torcida ainda espera que os verdadeiros culpados sejam punidos; haveria mais justiça ainda na demissão do Muricy do cargo de treinador.
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3 comentários:
Neto no seu blog faz o comentário sobre a tal "liga". Parece que eu copiei o texto do cara.
Nem tinha lido o comentário dele, é sério...rsrsrs
Não deu liga mesmo e no futebol acontece dessas coisas. O que o torcedor palmeirense deve lamentar é o fato de que alguns dos principais responsáveis pelo fiasco do time em campo ainda circulam livremente pelos corredores do clube, com direito à vaga privativa no estacionamento.
Com certeza o Muricy não conseguiu mostrar o que sabe no Palmeiras. Vamos ver agora com novos ares, o que acontecerá...
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