segunda-feira, 3 de julho de 2017

Doente do pé.

Dois jogos já sem vencer e dois tropeços em times na zona de rebaixamento. Com todo respeito as tradições destes clubes (Sport com títulos nacionais, Copas do Nordeste, etc, e o Atlético Goianiense tradicional clube do Planalto Central), são pontos perdidos que não estavam na conta do Alvinegro Praiano. Ao final da partida contra o Dragão goiano, na qual o Santos jogou praticamente todo o segundo tempo com um jogador a mais, Levir Culpi disse o que boa parte dos torcedores queriam ouvir: “Está faltando vibração para este time”.

O primeiro tempo, num “animado” sábado à noite, foi um dos mais horríveis que já vi no futebol. Fiquei com dó até, do bom número de santistas que resolveram prestigiar o time do litoral paulista, chegando inclusive até a rivalizar com a torcida local no simpático Estádio Olímpico de Goiânia. Torcedores com poucas oportunidades de prestigiar seu clube do coração, assistindo um insosso espetáculo.

Não sendo por demais  injusto, fato é que no segundo tempo o jogo deu uma animada, dando até pra deixar o celular de lado, graças as entradas de Thiago Maia e Lucas Lima. Mas o Santos continuou sendo horroroso nas finalizações, quer dizer, quando seu "tique-taque" deixava finalizar. Vladimir Hernández, colombiano que é uma espécie de xodozinho da torcida pelo pouco tamanho e muita vontade, desperdiçou por duas vezes a chance de virar o placar.

A baixa foi Vitor Bueno, jogador que elogiei tantas vezes nas redes sociais ano passado, chamando-o carinhosamente de Vitor"Beckembauer" Bueno, pelas brilhantes atuações, mas que teve uma queda abrupta no seu futebol este ano. E como inferno astral é pouco, num lance besta e bisonho com um jogador do Dragão num lance já concluído e com a bola já saindo pela lateral do campo, rompeu os ligamentos do joelho e só volta aos gramados ano que vem.

O fato é que o Santos  tem muitos problemas, tanto dentro quanto fora de campo, e Levir não irá conseguir resolver tudo sozinho.  Grande contingente de jogadores na enfermaria: Thiago Maia com virose, ficou dois jogos fora, Ricardo Oliveira, com pneumonia (!?!?) , Rodrigão, com amigdalite, Caju retornou ao departamento médico, além do Zeca também contundido, Gustavo Henrique, sem citar aqueles que não me vem agora nesta memória peixeira.

A falta de entusiasmo de muitos santistas também se deve pelo término de contrato no final do ano, o que permite assinar um pré-contrato com qualquer clube no meio do ano. Claro que todo mundo quer jogar uma Champions League, mesmo que seja num Zenit ou Besiktas da vida.

Ano de eleições no clube, e indefinições que estão atrapalhando no desenvolvimento dentro das quatro linhas, o que parece ser evidente pra mim. Segundo semestre de poucas perspectivas, tanto na Copa do Brasil, na Libertadores e na principal competição nacional.


...E como diria Dorival, não o ex-técnico mas o grande compositor Dorival Caymmi: “O samba da minha terra, deixa todo mundo mole, quando se canta todo mundo bole”(...), desculpem, não sou especialista em samba, mas posso dizer que o Santos está ruim da cabeça, e por consequência, doente do pé. 




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