quarta-feira, 12 de julho de 2017

Diário de Maratonista (Reflexões pré-prova - 3º dia de 20)

Você já ouviu falar de fartlek? Pois bem, se você corre essa palavra esquisita tem que estar no seu vocabulário. O fartlek é um método de treinamento criado na Suécia no início do séc. XX e utilizado desde então com o objetivo de maximizar o condicionamento físico alternando picos de atividade de alta intensidade com outras de baixa intensidade. É o sobe e desce de intensidade, de frequência cardíaca, que garante os benefícios desse método de treinamento.
A iniciação de boa parte dos corredores é feita utilizando os princípios do fartlek. Eu comecei assim. Corria um pouquinho e andava um bocado. Tentava alternar corrida e caminhada por 15 minutos, diminuindo, semana pós semana, o tempo de caminhada. Atualmente, faço o fartlek para melhorar o meu condicionamento, aumentar o meu limiar anaeróbico (?) e, desta forma, aumentar a minha velocidade. Costumo correr por um determinado tempo num ritmo um pouco mais forte do que eu pretendo correr na competição e intercalo com períodos de corrida leve, mais relaxada. Não sou professor de atletismo, nem especialista, mas recomendo esse tipo de treino para os iniciantes, para quem pretende melhorar a performance, ou ainda, para quem quer apenas variar o treino.

Não existe um protocolo definitivo de treinamento fartlek. É possível dividir o treino em intervalos de tempo (minutos) ou de distância (metros, quilômetros). Contudo, como este treino propõe um período de atividade acima da sua capacidade anaeróbica, é preciso que seja curto, para ser bem executado. Nada mais do que 30 minutos. Já executei esse treino até com intervalos entre músicas. Basta apertar o play num álbum punk rock e sair correndo forte do início ao final da música, na música seguinte relaxe, diminua o ritmo, até a próxima música. Simples, não? Acho que vale pra qualquer tipo de playlist. Só não vale botar uma seleção de rock progressivo, hein!

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