O ser humano estuda, analisa,
pesquisa e empreende sua capacidade intelectual, física e psíquica, por anos a
fio, para garantir um mundo mais confortável para as próximas gerações. E
conforto significa fazer o máximo de tarefas possíveis, com o mínimo esforço e
o menor tempo possível. Daí vieram os gadgets,
esses equipamentos capazes de desempenhar inúmeras funções ao mesmo tempo, tudo
num só clique. O mundo poderia ter ficado melhor, sem dúvida, desde que
utilizássemos esse tempo livre para realizar tarefas que desenvolvam a nossa
capacidade cognitiva, ou para desfrutar de alguns prazeres que alimentam a
nossa alma, ou ainda, para zelar pela nossa sanidade física. Infelizmente, não
fazemos nem uma coisa nem outra. Em geral, utilizamos o nosso tempo livre para
adquirir mais gadgets, mais
aplicativos, mais equipamentos, subterfúgios que prometem facilitar a nossa vida,
economizar nosso tempo. E para quê?
Hoje cheguei ao vestiário da
academia e fui surpreendido com a conversa de dois adolescentes, provavelmente
recém-iniciados na musculação e já se preocupavam com o que comer, o que beber
e, principalmente, quais venenos tomar
para chegar naquilo que consideram ser a forma física ideal. Desejo sorte pros
rapazes, mas, confesso a minha surpresa com a pressa na obtenção dos
resultados. É preciso curtir a jornada, a viagem! Errar, observar e aprender!
Esse é o lance! Nem tudo pode ser alcançado num clique, ou melhor, numa dose.
Acostumar o corpo ao esforço, aos movimentos, progredir semana após semana. É
disso que se trata esse negócio de atividade física. O mesmo pode ser aplicado
à corrida. Não são raras as pessoas que começam a prática da corrida e já nos
primeiros meses querem completar meias maratonas ou maratonas. Que loucura! É
preciso engatinhar primeiro, explorar as distâncias menores, correr em outros
terrenos, diferentes horários, condições climáticas e perceber como o corpo
reage ao esforço físico, ganhar calos, como costumo dizer. Corrida é
aprendizado e, acreditem, corremos melhor com o tempo.
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