“Capita”, passou a ser abreviação de capitão
ou, para os íntimos, o forma de se referir a Carlos Alberto Torres. O capitão
do Tri, se foi hoje. Dia triste para o futebol mundial, dia triste para o
futebol arte. O termo “Capita”, que poderia ter sido patenteado por Carlos Alberto, acabou também se estendendo por tabela a outros capitães.
A imagem de Carlos Alberto Torres
erguendo a Jules Rimet é uma das mais significativas do futebol e uma das mais
bonitas para mim, mesmo não tendo acompanhado. Até quem tentou torcer contra na
época (em virtude do período militar que assolava nosso país), acabou se
rendendo ao futebol arte. A conquista definitiva do melhor futebol já praticado
na história suplantou qualquer ideologia.
Os lances da Copa de 1970 e o de
Carlos Aberto erguendo a taça, já devo ter visto um milhão de vezes. Por que vi tantas
vezes? Porque não cansa. Não se trata de
saudosismo, pois nem nascido eu era na época: Vi, vejo e verei porque é uma espécie de
colírio para quem gosta de uma conquista honrada e de um futebol bem jogado.
Carlos Alberto do Fluminense,
Santos, Botafogo, Flamengo, New York Cosmos, Seleção Brasileira. Mas também
pode ser o contrário: Fluminense de Carlos Alberto, Santos de Carlos Alberto,
Botafogo de Carlos Alberto, idem, idem. Dimensão que só os grandes craques, só
os mitos conquistam.
O futebol perde uma referência.
Não vamos mais ouvir os comentários ou críticas do Capita. Mas a imortalidade
do ídolo, do feito, permanecerá. Este que foi considerado um dos maiores
defensores e laterais da história do futebol. E além de tudo, foi o capitão do Tri,
a maior seleção de futebol de todos os tempos.


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