terça-feira, 25 de outubro de 2016

Capita.


“Capita”, passou a ser abreviação de capitão ou, para os íntimos, o forma de se referir a Carlos Alberto Torres. O capitão do Tri, se foi hoje. Dia triste para o futebol mundial, dia triste para o futebol arte. O termo “Capita”, que poderia ter sido patenteado por Carlos Alberto, acabou também se estendendo por tabela a outros capitães.

A imagem de Carlos Alberto Torres erguendo a Jules Rimet é uma das mais significativas do futebol e uma das mais bonitas para mim, mesmo não tendo acompanhado. Até quem tentou torcer contra na época (em virtude do período militar que assolava nosso país), acabou se rendendo ao futebol arte. A conquista definitiva do melhor futebol já praticado na história suplantou qualquer ideologia.

Os lances da Copa de 1970 e o de Carlos Aberto erguendo a taça, já devo ter visto um milhão de vezes. Por que vi tantas vezes? Porque não cansa.  Não se trata de saudosismo, pois nem nascido eu era na época: Vi, vejo e verei porque é uma espécie de colírio para quem gosta de uma conquista honrada e de um futebol bem jogado.

Carlos Alberto do Fluminense, Santos, Botafogo, Flamengo, New York Cosmos, Seleção Brasileira. Mas também pode ser o contrário: Fluminense de Carlos Alberto, Santos de Carlos Alberto, Botafogo de Carlos Alberto, idem, idem. Dimensão que só os grandes craques, só os mitos conquistam.


O futebol perde uma referência. Não vamos mais ouvir os comentários ou críticas do Capita. Mas a imortalidade do ídolo, do feito, permanecerá. Este que foi considerado um dos maiores defensores e laterais da história do futebol. E além de tudo, foi o capitão do Tri, a maior seleção de futebol de todos os tempos.







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