Olá leitores!
A volta do México ao Mundial de Fórmula 1 foi marcada por
algumas coisas. De longe, a melhor foi a torcida mexicana, simplesmente
fantástica e que deu um espetáculo da melhor qualidade. A boa fase do “checo” Pérez ajudou a levar
público para as arquibancadas, e aquele público super empolgado merecia ter
assistido uma corrida de melhor qualidade. Ao contrário da semana passada, que
tivemos uma corrida extremamente empolgante em Austin, dessa vez a prova foi
tão emocionante quanto enfrentar fila de atendimento no INSS... foi difícil
assistir até o final. Outra marca do final de semana foi o mimimi generalizado.
Céus, como esses pilotos de hoje em dia reclamam!!!!!! Praticamente todo mundo
(exceto o Pérez, claro) achou algum motivo para reclamar de alguma coisa. Era o
asfalto, era o ar rarefeito (2.250m acima do nível do mar), era o vento, o
alinhamento planetário que não estava favorável, cada um reclamou de alguma
coisa. Tem muita criancinha mimada na pista hoje em dia, isso é um fato. E o
ponto alto da corrida foram os “sombreros” no pódio, até porquê dessa vez o
Rosberg não deu piti.
Vitória do Rosberg, afinal como bom segundo piloto de
vocação ele começa a andar forte depois que o título já está decidido. Até
diria que existe chance de ele vencer a próxima corrida, em Interlagos,
justamente por conta disso. Fez a pole, conseguiu manter à frente na primeira
curva e lá permaneceu. Nem a entrada do safety-car causada pela saída de pista
do Vettel abalou o seu desempenho. Venceu bem. Seu companheiro Hamilton, segundo, tentou pressionar, mas quando viu que daria muito
trabalho superar o companheiro que estava em um daqueles dias em que a carta
astrológica era favorável, cuidou de levar o carro até o final, e divertindo em
de vez em quando marcar a volta mais rápida só para assustar o Nico. Enfim, uma
corrida fácil para ambos.
Em 3º chegou o Bottas, que foi o verdadeiro guerreiro do
final de semana: não foi ameaçado pelo companheiro em momento algum, e ainda
teve a chance de dar o troco no Kimi pelo ocorrido em Sochi, um “payback” no
melhor estilo NASCAR. E fez de forma a ficar claro para os fiscais que foi um
incidente de corrida: fez a primeira perna do esse por fora, quando o Kimi
fechou a porta na segunda ele não retirou o carro, e estamos conversados. Fez
uma corrida de gente grande. Seu companheiro Massa (6º) estava mais lamuriento
(ainda) que o normal, reclamou de tudo e de todos, mas deveria analisar um
pouco e reclamar de si mesmo, por com o mesmo carro ter ficado 7 segundos e 3
carros atrás do Bottas. E no final ainda estava perto de receber pressão do
Hülkemberg, com uma Force India nitidamente inferior ao seu Williams.
Separando a dupla da Williams veio a dupla da Red Bull,
respectivamente Kvyat e Ricciardo em 4º e 5º lugares. Fizeram uma apresentação
excelente, mesmo com o handicap de ter um motor Renault, que “empurra”
consideravelmente menos que o Mercedes na longa reta do Hermanos Rodriguez –
reta essa que propiciou as maiores velocidades finais da temporada, 365 km/h
com o Massa e 366 km/h com o Vettel. Ganharam posições já na largada, e eu
diria que perderam posição para o Bottas apenas por falta de velocidade máxima
na reta, pois no trecho mais sinuoso da pista eles estavam muito rápidos.
Em 7º, voltando a apresentar um desempenho razoável,
chegou Hülkemberg, com sua Force India (que pode mudar de nome ano que vem,
correm boatos que pode ser comprada e renomeada Aston Martin... mas vamos ver
até o final do ano como vão as negociações), fazendo uma prova honesta, sem
grandes emoções mas também sem comprometer o resultado, importante pois a
equipe precisa marcar pontos. Seu companheiro, entretanto, chegou logo atrás e
foi o herói da torcida. Sergio Pérez fez a torcida se levantar a cada uma das
disputas de posição de que participou, e com certeza foi uma experiência
inesquecível para ele.
Em 9º terminou Max Verstappen, mais uma vez pontuando com
sua Toro Rosso. Chegou a estar em 6º lugar, fez uma corridaça, e foi dos poucos
que propiciou alguma emoção ao apaixonado público. Seu companheiro Sainz Jr
terminou em 13º lugar.
Fechando a zona de pontuação chegou Grosjean, em mais uma
corrida sem se envolver em acidentes... seguido de perto pelo companheiro
Maldonado, 11º, que quase foi acertado pelo Vettel em uma tentativa de
ultrapassagem. O solitário ponto do Grosjean foi um consolo para a Lotus, que
não esteve à vontade com a pista em nenhum momento e foi a pior das equipes com
motor Mercedes.
Próxima etapa dia 15/11, Interlagos, vamos começar a
fazer a dança da chuva desde agora, pois outra corrida chata como essa eu não
aguento.
Até a próxima!
Alexandre Bianchini
Nenhum comentário:
Postar um comentário