segunda-feira, 5 de maio de 2014

Futebol mesmo, nada.


Tanta coisa no futebol na última semana. Mas de futebol mesmo, nada. Talvez a campanha do Atlético de Madrid. Talvez o Cruzeiro na Libertadores. Talvez os vários líderes no Campeonato Brasileiro. Talvez a necessidade em criar a balança dos técnicos.


Cruzeiro passou a ser o único representante brasileiro na competição Sul-Americana. Considerando os clubes classificados, é pouco. Mostra indiretamente que o campeonato brasileiro do ano passado foi muito fraco, ainda assim, aqueles que nos representaram foram o máximo. Cruzeiro tem chances de ser Campeão da América. Tem uma equipe ajeitada e com bons reservas. Esses que acabaram conseguindo a liderança do Brasileiro no final de semana, atrás apenas do Corinthians por saldo de gols. Ano passado, no soneto pela metade do Brasileirão, antes da Copa das Confederações; Cruzeiro teve uma arrancada interessante nas primeiras rodadas. Portanto o futebol desse início do campeonato pode ser péssimo, mas os pontos ganhos serão ótimos.

Tudo bem, concordamos. O futebol apresentado nas primeiras três rodadas é assustador. Falta a qualidade técnica. Números de passes errados, gols perdidos (alguns deles nem poderiam ser chamados de tentativas de fazer gol), faltas cometidas e cartões são índices que determinam que o sujeito está doente; mas que não anda se preocupando com a saúde. O conservadorismo dos dirigentes e o conformismo dos clubes demonstra que, pelo menos para eles, está tudo bem. Mas não está. Não deveria estar. Nós, consumidores ou torcedores; clientes ou simplesmente cidadãos; participamos dessa derrocada.

Palmeiras e Flamengo até que fizeram um jogo interessante. Nosso critério de “interessante” passou a ser jogo com muitos gols. Palmeiras mostrou tantos pontos fracos quanto o Flamengo, por isso ambos disputarão uma honrosa colocação no meio da tabela, longe do rebaixamento. Pontos fracos de um, oportunidade de outros; o bom gerenciamento administrativo nos impõe isso: Flamengo faz quatro e o Palmeiras apenas dois; essa é a lógica do negócio dentro do campo. Técnico do Palmeiras só não balança mais por não ter ninguém tão regular e barato no mercado: milagreiros estão em extinção ou são caros. Ele está fazendo o que pode, ainda que, às vezes, faz o que não deve.

Outro jogo que assisti foi Corinthians e Chapecoense. O clube do sul tem sérias limitações. Saiu da série B, mas a série B não saiu dele. Os primeiros minutos de jogo pareciam brigar por uma cadeira cativa entre os grandes clubes de futebol, mas o fez de maneira ainda atabalhoada e cheia de cacoetes que só os clubes pequenos têm. Jogar duro não significa bater, marcação firme não pode ser intimidação; criatividade no ataque não pode ser correria. Serviu mesmo apenas a torcida, que apoiou o time mesmo com o péssimo início de campeonato. Corinthians sem muito esforço e sem grandes jogadas acabou ganhando por um gol de diferença; aliás placar considerado elástico desde a primeira passagem do Mano pelo clube. Feito interessante, ainda que sem grandes confrontos; é não ter tomado nenhum gol nos últimos sete jogos.

Santos e São Paulo eu não assisti. São Paulo eu vi os gols e os melhores momentos. Dizem que Muricy errou quando tentou escalar o time sem armador. Ganso realmente é um dos melhores amadores do futebol brasileiro; e não é muito. A escalação sem amadores mostra duas situações de Muricy: Ele está mexendo com o brio (apagado) de Ganso ou realmente não acredita que o jogador possa acordar nesse campeonato. Muricy se mostrou competente, e só não está na corda bamba como treinador por dois motivos: Falta um nome tão competente, falta um nome com tanta identificação com o clube.

Santos criou tudo que podia até o jogo do Ituano, de lá para cá a ficha caiu, o bolo desandou; Damião virou bode expiatório. Ele não é inocente pela fase do Santos; mas também é um culpado. Oswaldo de Oliveira é o segundo na balança dos treinadores; atrás de Kleina. Ou a molecada volta a sua habitual correria, ou outro treinador de base vai ser escalado recuperar o futebol perdido com o vice-campeonato. Todos eles não cairão antes da Copa do Mundo, mas tudo indica que não serão os treinadores para a segunda fase.

Enfim, sabemos que o único treinador com cargo garantido é do Atlético de Madrid, que pode ser Campeão Espanhol e Campeão da Europa - mesmo que ganhe apenas um desses títulos. Todos os outros, principalmente os clubes de São Paulo, correm da sombra de Dorival, Doriva e afins.







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