O Campeonato Brasileiro começou no final de semana. Mas tudo está muito sem graça. O fato do campeonato ser interrompido depois de nove rodadas é um banho de água gelada num campeonato já muito morno. Enfim, somente a Portuguesa mesmo nos tirando da mesmice.
O campeonato brasileiro começou no
final de semana. Ainda na ressaca dos campeonatos regionais e nas festividades
da páscoa, parece que nada está acontecendo. Assisti apenas um jogo da rodada,
mas pelo que ouvi e li sobre o campeonato, posso dizer que não perdi
absolutamente nada. Fato curioso ainda é a briga jurídica da Portuguesa,
querendo por justiça o seu lugar na série A. Enquanto isso, seu algoz, está na
liderança: Fluminense seria campeão em ordem alfabética. Nada mais justo a
mudança de regras com o andar da carruagem: Fluminense campeão se o campeonato
terminasse hoje.
E convenhamos, era melhor mesmo que
ele terminasse. Iria nos poupar um precioso tempo. Poderíamos com isso estudar
os campeonatos na Europa, nos inteirar da Copa dos Campeões e quem sabe
escolher com carinho algum time estrangeiro para nosso coração. Já disse isso
num texto anterior: os gringos estão tomando nossas crianças, logo tomarão os
adultos. Os times magníficos e históricos do Brasil serão apenas coadjuvantes
no cenário brasileiro.
E se nada mudou dentro do campo,
também estamos sem perspectiva fora dele. A mesmice no futebol se dá pela
mesmice dos seus dirigentes. A ousadia por uma melhora no calendário, nas
regras (ou pelo menos regras claras) e na ordem do futebol brasileiro foi jogado por água a baixo nas
eleições para a CBF. O mais do mesmo, que já temos no nosso terrível futebol
paulista, agora dominando o futebol nacional. Não espero nada além do que estou
vendo, não espero nada da justiça que faz uma bagunça tremenda com a pontuação
alheia. Não espero nada de um futebol que não consegue se modernizar, criar
alternativas; fazer diferente. O futebol brasileiro está mingando, se
deteriorando; e cada dia mais perdendo a credibilidade. A gota d´água foi a
briga Fluminense e Portuguesa, num emaranhado de questões nada transparentes,
numa confusão que eles mesmos nos meteram.
Por isso, cada dia que passa, fica
mais complicado escrever sobre futebol por aqui. Não temos nada com isso,
escrevemos pois gostamos de futebol. Não existe qualquer remuneração, não
existe conluio com qualquer dirigente. Vemos o futebol e falamos sobre ele, é
simples. E nessa simplicidade eu tentei falar sobre tudo, menos sobre
tribunais, razões e jurisprudência. Tentei falar sobre o futebol dentro de
campo, jogo jogado. Mas tudo passa a ser uma coisa, todos os problemas dentro
de campo têm lá suas explicações nas decisões tomadas por aqueles que sequer
entraram em campo uma única vez na vida. O futebol está perdendo espaço por
causa da falta de futebol como pauta.
Evidente que será um esforço enorme
discutir São Paulo, Corinthians, Palmeiras e Santos. Será ainda pior seguir
equipes paulistas do segundo escalão, perdidos na série B do brasileiro. E de pensar
que um campeonato tão disputado, que carrega tantos clubes com potenciais
chances de títulos; será ignorado por muitos que gostam do esporte, é uma maneira
trágica de começar a análise de suas primeiras rodadas. É não lhe dar o seu
valor; pois a cada novo jogo; nova rodada, ele perde um pouco mais de sua
importância.
O marasmo dos primeiros jogos não são
coisa do acaso. O tédio dos jogadores, dos esquemas táticos e das jogadas que
marcam o futebol brasileiro não é resultado do treinamento da semana, mas é uma
coisa da base; lá no início da história de cada jogador. A solidão do torcedor
que pretende acompanhar o brasileiro, fazendo dele um campeonato empolgante e
apreciável, está cada vez mais evidente. Em alguns momentos eu me sentia o único
que ainda acreditava no futebol brasileiro.
Mas perdi o resto de empolgação.
Mas perdi o resto de empolgação.
Um comentário:
E põe marasmo nisto...
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