Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos. Os quatro primeiros colocados no Paulistão, com 30, 29,28,27 pontos respectivamente, como uma escadinha. Em seguida com 26, vem o Mogi Mirim, que venceu um misto santista por 3x1 a primeira vitória de um clube pequeno sobre um grande, que só foi acontecer na 13ª rodada.
Eu gosto do regional, acho que esta competição sempre foi importante para revelar jogadores e de onde nasceram as rivalidades. Mas pela fragilidade dos clubes do interior, parece que o Paulistão está mais para paulistinha. Mogi Mirim, Ponte Preta (talvez Guarani), as únicas equipes fora as grandes que mostraram alguma qualidade, embora talvez esta não seja suficiente para credenciá-las ao título. Ficará mesmo entre os quatro grandes.
A maior decepção é a Portuguesa, que de Barcelusa no ano passado, está mais para o Betis com a 14ª colocação. Mesmo com este frágil Paulistão é provável que a equipe rubro-verde nem fique entre os 8. Parece que ainda não é desta vez que veremos uma Portuguesa competitiva. Infelizmente.
A equipe mais empolgada com a fase é a do Palmeiras. Goleou o frágil Botafogo por 6x2, jogo que mais pareceu um rachão. Mas os palestrinos não tem nada a ver com isto, e também comemoram um ambiente de tranquilidade, coisa que não acontece há um bom tempo pelos lados do Parque Antártica. E acho que este Barcos joga mais bola que o Cléber e não procura polêmicas. Melhor para os alviverdes. Se não cair de maduro, o Palmeiras é o favorito para conquistar o Paulistão.
Um que vem comendo pelas beiradas e também pode surpreender é o São Paulo. Venceu o clássico contra a Lusa, e Luís Fabiano voltou a marcar fazendo um gol de centroavante oportunista. Assim como o Palmeiras, pode ser que o turbulento Leão reencontre o mar da tranquilidade no Morumbi. Aliás, o último título paulista do Tricolor foi com Leão no comando, em 2005.
Corinthians e Santos privilegiando a Libertadores. Provavelmente só colocarão suas equipes principais nos play-offs. O esquema defensivo corintiano é o melhor do futebol brasileiro na atualidade. Tite conseguiu o que fizera Mano Menezes em 2009. Só não tem o Ronaldo lá na frente.
Santos esmagou o Internacional na última quarta-feira. Os colorados devem estar mordidos. Virão com os cravos e as ferraduras no jogo de volta da Libertadores. E Neymar vai precisar de uma armadura. Fez coisas nesta partida, que só o Édson fazia. Dois gols que pareceram re-plays, sendo que o primeiro teve um toque a mais de crueldade. Será necessário um árbitro com pulso firme nesta partida. O Santos teve uma exibição de Barcelona, mas talvez seja difícil manter este nível. Se mantiver 70% do que jogou com o Inter, já está de bom tamanho para o Peixe levar o caneco mais uma vez da Libertadores.
E por falar em Barcelona, mais uma vez Messi foi a bola da vez. Está prestes a se tornar o maior artilheiro da história do clube catalão. Fez cinco gols contra o Bayer Leverkuzen, que levou uma trombada bem pior que a do Santos, perdendo por 7x1. O Barça ainda continua sendo um time "de outro planeta" e para alguns analistas Messi já deixou Maradona pra trás. E eu que achava que não veria outro "Maradona" em minha existência. Mas ainda continuo em cima do muro nesta questão, embora ele já deve estar neste nível.
Estava "quase tudo na mesma" não fosse a renúncia do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, após uma dinastia de 23 anos. Problemas de saúde ou com a organização da Copa? Romário comemorou, disse que um "câncer" foi eliminado do futebol. José Maria Marin, (que já foi presidente da FPF, e levou uma "lembrancinha" do Corinthians na Copa São Paulo pra casa), é o novo mandatário. Como diria o poeta, vamos ver "que bicho vai dar".
Um comentário:
Escrevi um comentário interessante, mas por problemas técnicos não apareceu aqui.... não vou escrever novamente, mas resumo: É isso ai, Mário! Acertou em cheio.
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