Faltam poucos meses para o pontapé inicial da Copa do Mundo da África do Sul e, por incrível que pareça, ainda esperamos, inocentemente, ser surpreendidos com a relação dos convocados da $eleção que tentará o hexa. O motivo dessa afirmação é a mais recente convocação do técnico Dunga para o amistoso contra a Irlanda, o último jogo preparatório antes da divulgação da lista dos 23 jogadores que serão inscritos.
Noto a inocência de grande parte dos torcedores e, também, da crônica especializada e dos palpiteiros de plantão, que insistem em lamentar ausências e indicar nomes de jogadores que poderiam disputar o Mundial, como se a lista oficial já não estivesse no PC do Dunga pronta pra ser impressa. Ouço os nomes de Diego, Alex (aquele que foi esquecido na Turquia), Pato, Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos e até do menudo Neymar serem divulgados como receituário médico para uma boa campanha na Copa. Pessoalmente, concordo com alguns nomes, contudo, se existe uma coisa que era Parreira/CBF praticamente acabou no futebol brasileiro, é a expectativa pela relação dos jogadores que serão inscritos. Não há mais surpresa. Lembram dos jogadores que disputaram as Eliminatórias e a Copa das Confederações? Pois bem, meus amigos, serão esses os convocados, gostem vocês ou não.
No passado, o país parava para acompanhar a relação dos convocados para o período de treinos na Toca da Raposa que antecedia a viagem ao Mundial. Não havia novela, BBB, cassação de prefeito mais importante que a convocação. A expectativa era enorme para saber quem seriam aqueles afortunados que vestiriam a amarelinha num torneio tão importante. Era a hora de torcer para aquele ídolo do seu time ser convocado. Se não fosse, tudo bem. O sujeito da preferência do técnico também era um baita jogadoraço e, afinal de contas, o que importava era a Seleção e não as paixões clubísticas de cada um. Não era raro aparecer um nome surpresa, um sujeito que estava despontando, uma aposta. O conceito atual de jogador de seleção x jogador de clube não estava tão sedimentado entre os professores da bola, a distinção que se fazia era entre craques x não-craques, sendo que esses últimos não eram convocados mesmo. Para quem não está lembrado todos os nossos craques era jogadores de clube que, na companhia de outros craques de clube formavam um timaço, que era a Seleção.
A era Parreira trouxe novos requisitos para o jogador; não basta ser bom, não basta ser craque, tem que ter um histórico em seleções Sub-10, Sub-20, etc e ainda experiência no futebol europeu, além de não ser conhecido como encrenqueiro e baladeiro. Taí a definição de jogador de $eleção: é aquele que pode ser um coadjuvante no clube, mas, é conhecido do pessoal da CBF e é boa gente. Parece que o atual técnico da $eleção segue essa cartilha a risca. Aliás, não é à toa, pois, pelo conceito antigo ele não conseguiria jogar 03 Mundiais.
Entendo a evolução do business futebol, no qual a $eleção está inserida, mas, se eu, que sou mais bobo, não acho que o Dunga vá apresentar alguma surpresa na convocação definitiva, porque razão gente que trabalha diariamente com o futebol insiste no lobby por jogadores que já não têm chances de convocação. Vejamos alguns exemplos; o Ronaldo Fenômeno tem grande currículo na $eleção, mas, ficou conhecido como o chefe da balada no último Mundial e, além disso, estava visivelmente fora de forma. Veio ao Brasil para jogar num clube de massa e disputar a Copa, mas, a CBF já tinha colocado o selo de gordo fanfarrão e irresponsável nas suas costas. É carta fora do baralho. O Pato, em situação oposta, foi um dos maiores talentos aparecidos no Brasil nos últimos anos, mas, na grande chance que teve, na Seleção Olímpica, não apresentou o futebol que a CBF esperava dele. Restou-lhe o selo de jogador de clube. O Diego teve uma belíssima recuperação na Alemanha e jogou bem na sua chegada à Juventus, mas, o técnico não gosta de seu futebol e a sua imagem ainda está associada ao fracasso da campanha brasileira no Pré-Olímpico de 2004. Corre o risco de acumular dois selos; o de jogador de clube e o de soneca amarelão. Nenhum desses caras vai para o Mundial. Acho que nem o Ronaldinho Gaúcho que, diga-se de passagem, vinha jogando relativamente bem, mas, uma senhora balada num hotel às vésperas de um clássico fechou as suas portas. Leva o selo de fanfarrão irresponsável.
É uma pena, pois, muito talento acaba por ficar de fora, mas, pelo visto, atualmente, a melhor maneira de garantir um passaporte para a Copa é jogar os torneio “sub-me engana que eu gosto”, ficar abaixo do radar, despercebido. Pra que comer a bola no clube? O negócio é ficar 03 anos no banco de reservas e arrebentar no Mundial, em forma e sem aparecer muito nas baladas, hein.
Noto a inocência de grande parte dos torcedores e, também, da crônica especializada e dos palpiteiros de plantão, que insistem em lamentar ausências e indicar nomes de jogadores que poderiam disputar o Mundial, como se a lista oficial já não estivesse no PC do Dunga pronta pra ser impressa. Ouço os nomes de Diego, Alex (aquele que foi esquecido na Turquia), Pato, Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos e até do menudo Neymar serem divulgados como receituário médico para uma boa campanha na Copa. Pessoalmente, concordo com alguns nomes, contudo, se existe uma coisa que era Parreira/CBF praticamente acabou no futebol brasileiro, é a expectativa pela relação dos jogadores que serão inscritos. Não há mais surpresa. Lembram dos jogadores que disputaram as Eliminatórias e a Copa das Confederações? Pois bem, meus amigos, serão esses os convocados, gostem vocês ou não.
No passado, o país parava para acompanhar a relação dos convocados para o período de treinos na Toca da Raposa que antecedia a viagem ao Mundial. Não havia novela, BBB, cassação de prefeito mais importante que a convocação. A expectativa era enorme para saber quem seriam aqueles afortunados que vestiriam a amarelinha num torneio tão importante. Era a hora de torcer para aquele ídolo do seu time ser convocado. Se não fosse, tudo bem. O sujeito da preferência do técnico também era um baita jogadoraço e, afinal de contas, o que importava era a Seleção e não as paixões clubísticas de cada um. Não era raro aparecer um nome surpresa, um sujeito que estava despontando, uma aposta. O conceito atual de jogador de seleção x jogador de clube não estava tão sedimentado entre os professores da bola, a distinção que se fazia era entre craques x não-craques, sendo que esses últimos não eram convocados mesmo. Para quem não está lembrado todos os nossos craques era jogadores de clube que, na companhia de outros craques de clube formavam um timaço, que era a Seleção.
A era Parreira trouxe novos requisitos para o jogador; não basta ser bom, não basta ser craque, tem que ter um histórico em seleções Sub-10, Sub-20, etc e ainda experiência no futebol europeu, além de não ser conhecido como encrenqueiro e baladeiro. Taí a definição de jogador de $eleção: é aquele que pode ser um coadjuvante no clube, mas, é conhecido do pessoal da CBF e é boa gente. Parece que o atual técnico da $eleção segue essa cartilha a risca. Aliás, não é à toa, pois, pelo conceito antigo ele não conseguiria jogar 03 Mundiais.
Entendo a evolução do business futebol, no qual a $eleção está inserida, mas, se eu, que sou mais bobo, não acho que o Dunga vá apresentar alguma surpresa na convocação definitiva, porque razão gente que trabalha diariamente com o futebol insiste no lobby por jogadores que já não têm chances de convocação. Vejamos alguns exemplos; o Ronaldo Fenômeno tem grande currículo na $eleção, mas, ficou conhecido como o chefe da balada no último Mundial e, além disso, estava visivelmente fora de forma. Veio ao Brasil para jogar num clube de massa e disputar a Copa, mas, a CBF já tinha colocado o selo de gordo fanfarrão e irresponsável nas suas costas. É carta fora do baralho. O Pato, em situação oposta, foi um dos maiores talentos aparecidos no Brasil nos últimos anos, mas, na grande chance que teve, na Seleção Olímpica, não apresentou o futebol que a CBF esperava dele. Restou-lhe o selo de jogador de clube. O Diego teve uma belíssima recuperação na Alemanha e jogou bem na sua chegada à Juventus, mas, o técnico não gosta de seu futebol e a sua imagem ainda está associada ao fracasso da campanha brasileira no Pré-Olímpico de 2004. Corre o risco de acumular dois selos; o de jogador de clube e o de soneca amarelão. Nenhum desses caras vai para o Mundial. Acho que nem o Ronaldinho Gaúcho que, diga-se de passagem, vinha jogando relativamente bem, mas, uma senhora balada num hotel às vésperas de um clássico fechou as suas portas. Leva o selo de fanfarrão irresponsável.
É uma pena, pois, muito talento acaba por ficar de fora, mas, pelo visto, atualmente, a melhor maneira de garantir um passaporte para a Copa é jogar os torneio “sub-me engana que eu gosto”, ficar abaixo do radar, despercebido. Pra que comer a bola no clube? O negócio é ficar 03 anos no banco de reservas e arrebentar no Mundial, em forma e sem aparecer muito nas baladas, hein.
3 comentários:
Adorei a idéia dos selos!! Será que é uma idéia inovadora aqui do Patativa?
Também concordo com o texto, e apesar de não achar que o futebol seja de cartas marcadas (tenho esperança nisso), devemos considerar que a política e o negócios são muito mais importantes do que qualquer outra coisa.
Parece que Dunga "elegeu" Ronaldo Gaúcho como uma espécie de símbolo do fracasso de 2006: O show-man que organiza festas vultosas. Talvez não seja para tanto, mas cá pra nós o Gaúcho está devendo futebol embora o considero um craque.
Um jogador que Dunga bancou e que nem acho que seja um craque é o Elano; só que tem uma inteligência tática como poucos e é uma aposta que está dando certo.
Já Neymar não acredito que esteja preparado para uma Copa do Mundo.Como diria Luxemburgo que insistia em deixá-lo no banco: Ainda é "filé-de-borboleta".
Obs: Com relação à idéia dos selos, acho melhor o Patativa registrar antes que alguém roube a idéia...
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