Perto do fim de
mais um Brasileiro e com chances remotas de títulos, Corinthians pensa em 2015.
Quer dizer, deveria estar pensando. Pelo menos é isso que manda a lógica, a
organização e o planejamento. É momento de analisar quais jogadores contratar,
quais negociar; planejamento de jogo; e tantas outras coisas que são comuns e
essenciais à uma equipe organizada. Não é o caso do clube, que apesar do bom
senso do atual presidente, em querer as eleições para este ano e com um novo
presidente assumindo a partir de primeiro de janeiro; não teve apoio dos
conselheiros. Dirigente é coisa difícilma de se compreender, política idem.
A verdade é que
os resultados depois do Mundial foram bizarros. Tite tinha que reformular a
equipe, mas parece não ter conseguido apoio, ou forças; para tanto. Para o seu
lugar trouxeram Mano Menezes. Aposta do atual presidente na tentativa de rever
a boa campanha no acesso para a série A e do título regional e nacional. Não
deu certo. Mano chegou com a carga de uma campanha terrível no Flamengo –
pedindo demissão por “forças ocultas” – E da seleção brasileira, onde fez um
trabalho razoável. No entanto, no Corinthians não conseguiu reverter péssimos
resultados. A campanha não é de todo ruim, afinal o time ainda briga pela
Libertadores. Mas pelo elenco, poderia estar muito mais tranquilo. Mano não
ficará. Não é o treinador do candidato favorito a presidente. Nem sei se é o
treinador preferido da situação.
Essa é a sinuca
de bico que vive o clube: o presidente atual não pode escolher o comandante
para o próximo ano; já que diz ser falta de respeito com o trabalho de um novo
presidente. Não podendo escolher um novo treinador (ou prorrogando o contrato
com Mano Menezes); não pode pensar em esquema; elenco, planos de pré-temporada
e tudo mais. Assim, o Corinthians que já perdeu o ano de 2014, corre o risco de
ver o fiasco se repetir em 2015. Afinal de contas, será que não foi lucrativo
ganhar o Mundial? Será que as finanças do clube são mais valorizadas com a
queda para a segunda divisão do que conquistas da amplitude de uma Libertadores,
Brasileiro ou Mundial? Começo a ter minhas dúvidas que a bagunça gera mais
lucro.
É verdade que não
temos – ou queremos – maiores informações dos bastidores do clube. Que eles
fiquem com suas discussões. Queremos mesmo, nós torcedores, é ver uma equipe
competitiva, bem organizada; muito bem planejada. Título é fruto dessas coisas,
trabalho e organização. Ter organização e planejamento não significa
necessariamente resultados fantásticos, mas com certeza não tê-los é fracasso
na certa.
Torcedores sempre
atentos ao clube, com reuniões bem comportadas na porta do treinamento; fizeram
pouco ou quase nada para corrigir esse erro estratégico. Eleições antecipadas
seria fundamental para que houvesse tempo para o planejamento e a pré-temporada
com pelo menos o comandante e parte do elenco já concentrados. Mas parece que
todos estão conformados, acreditando que isso não é tão importante.
E torcedores
comuns, menos "politizados", sofrem com o futebol do futuro sabendo que o erro está no presente.
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