Olá leitores!
E o circo a Fórmula 1 aterrissou novamente em terras
texanas. A pista é legal (em alguns trechos mais afastados dos boxes nem parece
obra do Tilke), mas o fuso horário não coopera para a transmissão da corrida
para o Brasil. Tanto que novamente a corrida foi parar no canal pago SporTV ao
invés de passar na TV aberta atrapalhando a transmissão do futebol. E se lá na
Fórmula Mercedes a corrida foi previsível, de 3º para trás não faltou emoção.
Algumas eram previsíveis (Pérez fazendo bobagem é comum) e algumas eu
dispensava (a falta de reação do Rosberguinho ao ser ultrapassado foi de fazer
o paizão Keke entornar mais meia garrafa de vodca). E apesar do grid magrinho
(18 carros, pois Marussia e Caterham não participaram por falta de condições
econômicas) devo dizer que não achei que fizeram falta. Assim, a corrida não
foi nada imperdível, mas foi melhor que algumas que tivemos esse ano.
A vitória, pela 10ª vez esse ano, ficou com Hamilton. Fez
uma largada segura, soube esperar o melhor momento para passar por Rosberg, e
depois que passou não foi mais incomodado. Ultrapassagem muito bonita, por
sinal: quando o alemão achou que estava confortável na frente, o inglês
mergulhou na freada e na hora em que Nico percebeu, já era muito tarde. A
melhor cena foi ao final, quando ao ser entrevistado por Mario Andretti não se
fez de rogado ao usar o tradicional chapéu de cowboy texano oferecido pelo
ítalo-americano. Seu companheiro Rosberg (2º) foi muito rápido nos treinos, mas
na corrida mostrou que o problema dele está na cabeça: no início do ano ele
teria tentado reagir à ultrapassagem do Hamilton, mas não me parece muito “inteiro”
psicologicamente falando. Enfim, ainda tem chances matemáticas de título,
principalmente por conta da última corrida com pontuação em dobro. Só não sei
se vai saber aproveitar essas chances.
Em 3º chegou Ricciardo, com méritos, já que fez uma bela
corrida. Para quem se classificou em 6º e perdeu um pouco de terreno na
largada, o safety-car logo na primeira volta foi um ótimo negócio. Na relargada
se deu bem, passando para 5º lugar, e depois foi só pisar fundo e aguardar a
magnífica estratégia de boxes da Williams funcionar para ganhar a posição dos
dois pilotos da citada equipe. Está cada vez mais isolado na 3ª posição do
campeonato, ou o “primeiro dos normais”, já que os carros da Mercedes estão
inalcançáveis. Seu companheiro Vettel (7º) já começaria a corrida punido por
troca de motor, então resolveu poupar o equipamento nos treinos, largando em
último, e perdido por perdido largou dos boxes. Brigou com o carro uma parte
razoável da corrida, no final ficou melhor, e o 7º lugar esteve de bom tamanho
para quem enfrentou tanta dificuldade no final de semana.
Em 4º lugar chegou Massa. OK, foi prejudicado na parada de
troca de pneus, mas... precisa o engenheiro ficar falando pelo rádio para ele acelerar???
Ele não é pago para fazer isso? Nem escrevo mais nada... seu companheiro Bottas
chegou em 5º, mais uma corrida atrás do Massa, o que podemos interpretar como
uma queda de rendimento no final da temporada. Ainda assim, 4º lugar no
campeonato não é de se desprezar para um piloto iniciante na categoria, apenas
prova o quão bom ele é. Com a idade, espera-se que se torne mais constante.
Na 6ª posição, 1 minuto e 5 segundos atrás do Bottas, chegou
Alonso, fazendo o que é possível com o carro da Ferrari desse ano. E se a
corrida tivesse mais uma ou duas voltas, poderia perder a posição para Vettel.
O ano não está fácil... mas se para o Alonso não está fácil, o que dizer do
Räikkönen, que terminou apenas em 13º lugar, 1 volta atrás dos líderes? Pior,
terminou atrás da “brilhante” dupla Maldonado e Grosjean.
Na 8ª posição chegou Magnussen, que se não foi exatamente
muito veloz nessa corrida ao menos participou de algumas belas disputas de
posição. Deve ter sido divertido para ele. Seu companheiro Button não se
encontrou com a pista, terminando à frente do Kimi em 12º lugar. Acho que já
deve estar pensando onde vai morar ano que vem, em sua nova vida de ex piloto de
F-1...
Em 9º lugar apareceu o Vergne, que depois do anúncio do
Kvyat na equipe principal começou a andar melhor com sua Toro Rosso. Talvez a
possibilidade de continuar na equipe ano que vem tenha dado um novo ânimo para
ele, que não é um mau piloto, apenas não tem muita sorte em alguns momentos.
Kvyat, por sua vez, não teve um dia dos melhores e terminou apenas em 15º,
último entre os que receberam a bandeirada.
Encerrando a zona de pontos, chegou Maldonado, marcando seu
primeiro ponto no ano. Esse domingo não fez nada muito estranho, deve ter
percebido que seria difícil superar o Pérez ao fazer bobagem e forçar a entrada
do safety-car logo na primeira volta, então foi menos impetuoso que de costume
e deu certo: conseguiu pontuar. Seu companheiro Grosjean chegou logo atrás, em
11º.
Próxima corrida já no domingo que vem, GP do Brasil, Interlagos
reformado, recapeado e com mais áreas de escape ainda. Vamos esperar que mais
uma vez a pista propicie uma grande corrida para os fãs.
Até a próxima!
Alexandre
Bianchini
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