Que lástima. Acabo de ler aqui no
blog do jornalista Rodrigo Matos que o Neymar, ou melhor, o seu pai, ou melhor ainda, a empresa
de consultoria do seu pai recebeu 10 milhões de euros do Barcelona, seis dias
antes do jogo final do Mundial Interclubes de 2011, como adiantamento de uma
negociação que somente foi concretizada em 2013.
A minha decepção não é pelo
valor, porque acredito que jogadores de futebol de primeira linha devem ganhar
grandes somas mesmo, pois, o futebol movimenta muito dinheiro. Nem tampouco lastimo o
fato de que, supostamente, o Santos não sabia dessa negociação. Esse mercado da
bola é assim mesmo. “It’s Just business”,
como diria Don Corleone.
Fico triste pelo crime. O crime contra a paixão do torcedor, particularmente o torcedor
santista que acompanhou o time, torceu, acreditou numa improvável vitória
contra o Barcelona e sofreu diante da contundente derrota.
O resultado do jogo comprovou a superioridade do time catalão,
mas, por conta desse adiantamento recebido em 2011 a atuação do craque Neymar
na partida vai ser questionada. Ô sei vai! Será que Neymar estava concentrado
como deveria para o jogo? Será que o caminhão de dinheiro entregue pelo
Barcelona seria capaz de mudar o seu estado de espírito, a sua
motivação? Não sei, acho que não. Mas, muitos pensarão o contrário.
E é exatamente aí aonde quero
chegar. Precisava disso, Neymar Pai? Não podia ter esperado mais alguns dias pra
acertar os ponteiros com os gringos? Precisava ter exposto o seu filho a esse
tipo de questionamento ético? Acho que não precisava.
O maior nome da história do
Santos, desde Pelé, corre o risco de ter seu nome enlameado porque o seu pai não pôde conter a
ansiedade de receber uma grana dos catalães. Não agüentou aquela coceirinha que dá
simultaneamente nas pontas dos dedos polegar e indicador. É o dinheiro, meus amigos, sempre o
dinheiro, destruindo as coisas belas.
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