sexta-feira, 4 de julho de 2014

Brasil na Copa

 Está tudo muito sério.

1 – Mais mulheres que homens se dispõem a utilizar qualquer adereço que faça menção ao jogo do Brasil. O número de mulheres é pelo menos três vezes maior nessa questão.

2 – Mulheres usam qualquer objeto, além do tradicional uniforme da seleção, com as cores verde e amarelo. Diferente dos homens, que privilegiam apenas a camisa da seleção original, réplica ou a que homenageia grandes seleções, como a de 70, por exemplo.

3 – As camisas oficiais, ainda que tenham a numeração; em sua maioria não traz qualquer referência a qualquer jogador. Quando isso acontece, aparece nomes vitoriosos do passado; ou do Neymar Jr.

4 – Grande maioria das camisas são amarelas. Uma parte pequena azul. E uma parte ainda mais rara a camisa preta (que não é para o jogo, mas é oficial).

5 – Ninguém gosta do “sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor”; apesar de se auto intitularem brasileiros com muito orgulho e muito amor.  Todos cantam essa música, pois não foram encantados por outra melodia.

6 – Se o Brasil ganhar: foi comprado. Se o Brasil perder: foi vendido. A opção que o futebol apresenta, que é de termos um ganhador e um perdedor é praticamente inviável para a maioria dos torcedores brasileiros. Um item importante: a vitória ou a derrota fará surgir uma porção de teorias conspiratórias que explicarão o comportamento do Brasil na Copa do Mundo no Catar.

7 – Não temos mais jogadores como: Zico, Pelé, Romário, Garrincha e tantos outros craques. Por isso não adianta olhar para o banco de reservas com a esperança que alguém pode fazer a diferença. O time brasileiro é esse mesmo que está em campo, e dentro das nossas possibilidades, é um time muito bom, pelo menos nas peças individuais.

8 – A bola não bate na trave se alguém gritar “gol” antes. É uma superstição tão terrível quanto usar a mesma cueca no dia do jogo. As condições universais do destino não se alteram pelo fato de você abrir a boca antes do tempo.

9 – A marca da derrota será apenas o muro pintado e o Fuleco desenhado no chão, que salvo exceções em relação ao produto utilizado para a pintura; demorarão alguns meses para sair. O país não quebra economicamente, nem reelege presidente. Item vale também para a vitória.

10 – Torcer ou não pela Seleção Brasileira não transforma alguém em patriota. O contrário também é pertinente, queiram saber.





Um comentário:

Cesar Augusto disse...

Bom, vamos lá:

1 "Mais mulheres que homens se dispõem a utilizar qualquer adereço que faça menção ao jogo do Brasil. O número de mulheres é pelo menos três vezes maior nessa questão" - Mulher não perde uma oportunidade para comprar e vestir uma roupa nova. Os homens, quando muito, estão as roupas da Copas passadas mesmo.

2 "Mulheres usam qualquer objeto, além do tradicional uniforme da seleção, com as cores verde e amarelo. Diferente dos homens, que privilegiam apenas a camisa da seleção original, réplica ou a que homenageia grandes seleções, como a de 70, por exemplo" - Ah, meu amigo, adereços em verde e amarelo nas mulheres fica bonitinho, mimoso. No caso dos homens vira uma fantasia do Arakem, o showman.

3 "As camisas oficiais, ainda que tenham a numeração; em sua maioria não traz qualquer referência a qualquer jogador. Quando isso acontece, aparece nomes vitoriosos do passado; ou do Neymar Jr" - Ah, essa fácil, tirando o Neymar a maioria do povão não conhece nenhum outro jogador desse time do Felipão. O David Luiz mesmo a maioria só conheceu agora no final da Copa.

4 "Grande maioria das camisas são amarelas. Uma parte pequena azul. E uma parte ainda mais rara a camisa preta (que não é para o jogo, mas é oficial)" - Xi, não sei, no camelô aqui em frente só tem da amarela mesmo, mas, em todo caso vou perguntar.

5 "Ninguém gosta do “sou brasileiro, com muito orgulho e muito amor”; apesar de se auto intitularem brasileiros com muito orgulho e muito amor. Todos cantam essa música, pois não foram encantados por outra melodia" - Essa música é bem ruinzinha mesmo, não funciona na arquibancada, mas, que não me venha o Itaú com a música da Copa, por favor. O que há de errado com o famoso Ôô...ôôôô...ôôôô...ôôô... Brasil?

6 "Se o Brasil ganhar: foi comprado. Se o Brasil perder: foi vendido. A opção que o futebol apresenta, que é de termos um ganhador e um perdedor é praticamente inviável para a maioria dos torcedores brasileiros. Um item importante: a vitória ou a derrota fará surgir uma porção de teorias conspiratórias que explicarão o comportamento do Brasil na Copa do Mundo no Catar" - A próxima Copa não é na Russia? Enfim, independente do desfecho estou louco pra debater as teorias conspiratórias.

7 "Não temos mais jogadores como: Zico, Pelé, Romário, Garrincha e tantos outros craques. Por isso não adianta olhar para o banco de reservas com a esperança que alguém pode fazer a diferença. O time brasileiro é esse mesmo que está em campo, e dentro das nossas possibilidades, é um time muito bom, pelo menos nas peças individuais" - É o que tem pra hoje.

8 "A bola não bate na trave se alguém gritar “gol” antes. É uma superstição tão terrível quanto usar a mesma cueca no dia do jogo. As condições universais do destino não se alteram pelo fato de você abrir a boca antes do tempo" - Não sei, só tive uma superstição durante os jogos; a de que a seleção sempre marcava um gol quando eu saía da sala. Nunca mais voltei. Eu, hein, melhor não brincar com essas coisas.

9 "A marca da derrota será apenas o muro pintado e o Fuleco desenhado no chão, que salvo exceções em relação ao produto utilizado para a pintura; demorarão alguns meses para sair. O país não quebra economicamente, nem reelege presidente. Item vale também para a vitória" - Pô, mas, nessa você quebrou o complô PTxFIFAxNIKE comandado pelo Zé Dirceu lá da Papuda. A primeira teoria consipiratória no caso de um título brasileiro.

10 "Torcer ou não pela Seleção Brasileira não transforma alguém em patriota. O contrário também é pertinente, queiram saber" - Agora você deu um passe açucarado pro Millor Fernandes, para quem; o patriotismo é o último refúgio do canalha. No Brasil, é o primeiro.