Enquanto nesta quarta-feira as
atenções futebolísticas estavam voltadas para a semifinal da Libertadores entre
Atlético/MG x Newell’s Old Boys, os santistas (ou pelo menos uma parte deles),
acompanharam o jogo válido pela Copa do Brasil, contra o Crac de Goiás. Vila
Belmiro com algumas testemunhas, público pequeno, noite fria e com três canais de TV
(sendo dois fechados) transmitindo a partida.
Depois de passar pelo Sansão,
queria ver como a equipe iria se comportar. No primeiro tempo, os santistas
comandaram o jogo contra o limitado time goiano. O camisa 7 Leandrinho fez seu
gol “número 1” como profissional. E como o primeiro gol “a gente nunca esquece”
fiz questão de fazer esta homenagem ao jogador colocando a foto acima. “Agora
vai”, pensei comigo, mas ao invés de engrenar, o time parou. Antes do gol,
houve ainda um lance de Pantico, atacante do Crac que quase fez um gol da
intermediária com Aranha adiantado – “o gol que Pelé não fez”- os narradores
adoram dizer isso de boca cheia. Na verdade, foi o gol que Pelé inventou (seus
estúpidos) e se Pantico tivesse feito, iria se consagrar; teria uma placa do
Édson, reportagem, e aquele cerimonial que nós já sabemos. Luciano do Valle e Neto
já estavam até achando Pantico um craque, até ele ser substituído no segundo tempo
por Amendoim.
Mas o jogo não estava para lances
épicos. Épico talvez, só Ben Hur que empatou de cabeça, na pequena área, com
Aranha assistindo aos 21 minutos do segundo tempo. Só aí que Claudinei Oliveira se deu
conta que o caldo peixeiro poderia azedar, e resolveu mexer no time: tirou
Willian José (com uma atuação que lembrou as melhores jornadas de André) que só
faltou um regador para ele e quando a bola caía no seu pé, chutava a torto e a
direito. Entrou Giva no seu lugar, mas pouco pôde fazer.
Partida de baixo índice técnico,
e pelo jeito, a molecada santista ainda vai sofrer bastante, já que foi uma
opção da diretoria em só vender, e até agora não trazer ninguém de renome. Concordei
em não trazer Robinho, muito oneroso e com exigências de um “pop-star”. Só faltou
pedir incenso, rosas vermelhas e toalhas brancas. Li uma entrevista de Coutinho
criticando Robinho. O gênio da área nunca teve papas na língua e também
reprovou o fato do clube em lançar muitos garotos de uma vez. Ele que também
surgiu precoce no futebol (15 anos se não me engano), mas disse que no seu
tempo “os marmanjos seguravam a bronca”.
Quero estar enganado, mas acho
que o Santos não avança à próxima fase, apesar do Crac ser um time
limitadíssimo. Explico porquê: falta experiência e competitividade à jovem equipe
santista, e os marmanjos do time (lembrando Coutinho), não estão dando conta do
recado até agora. O jogo de volta contra o Clube Recreativo Atlético Catalano
será no estádio conhecido como “La Bambonera do Cerrado” (que pelo que vi de
Bambonera não tem nada), mas se na Vila não lotou, o estádio do município de
Catalão (com capacidade para pouco mais de 7.000), vai lotar e terá um público
deveras entusiasmado.

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