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Começa a saga corintiana. Desde sua classificação para a Libertadores, o ano passado; parece que não há outro assunto. Obsessão? Talvez um pouco exagerada. Talvez não. Torneio que passou a significar alguma coisa para os torcedores alvinegros depois que São Paulo e Palmeiras conseguiram o título. Até então, as preocupações eram outras. Eu sou da época em que se cobrava a “nacionalização” do Corinthians, assim foi frenética a busca pelo título nacional, que só veio acontecer em 1990.
O título de Campeão Mundial pela FIFA não serviu muito para minimizar o objetivo de internacionalização do time. É claro, um título indiscutível; já que ganhou jogando bola. Mas título que tem lá suas chagas em relação aos procedimentos, pela escolha das equipes e pela “queima de etapas”. Etapa que tem nome: Libertadores. Na cabeça de todos, mesmo os mais fanáticos torcedores, não dá para se comparar aos outros times campeões mundiais quando falta um título no meio dessa história.
Corinthians entra em campo com a obrigação de ganhar. Mas não é uma obrigação como de todos os outros times, mas uma obrigação ainda maior. Envolve uma série de fatores que somente a paixão pelo futebol pode responder. Envolve cumplicidade, dedicação; verdade. Os jogadores precisam mais do que nunca ser verdadeiros dentro do campo. Precisam “comer grama”. Essa pressão é interessante, numa medida certa: em doses muito grandes é sinal guerra. O time está entrando em campo com três alternativas: depressão, revolução e contemplação.
Depressão e revolução estão ligadas à derrota. Ninguém sabe como será o comportamento da torcida caso o time não seja campeão. Vejam bem, não existe meio termo: ou é campeão ou não é nada. Eles podem se fechar em si, entristecidos. Podem olhar para o passado e ver rompido todo o mundo de felicidade que estavam projetando. Podem olhar para a derrota, amargurados e sem força para se moverem.
A derrota pode trazer a revolução: nada está bom e até os ídolos podem fraquejar. Adeus a todos eles, que saiam por bem ou por mal. Que a derrota construa um novo mundo. Essa revolução foi mais ou menos o que aconteceu com a queda para a série B, quando o time foi completamente reformulado, não só em sua estrutura física, mas também a mentalidade de seus jogadores, dirigentes e torcedores. Aquela revolução silenciosa colocou o time no seu verdadeiro lugar. O que uma derrota na Libertadores, em qual que seja a fase, poderá causar ao clube?
E a contemplação?
Não precisamos falar como os torcedores se sentirão caso o Corinthians se torne, enfim, campeão da Libertadores.
Começa a saga corintiana. Desde sua classificação para a Libertadores, o ano passado; parece que não há outro assunto. Obsessão? Talvez um pouco exagerada. Talvez não. Torneio que passou a significar alguma coisa para os torcedores alvinegros depois que São Paulo e Palmeiras conseguiram o título. Até então, as preocupações eram outras. Eu sou da época em que se cobrava a “nacionalização” do Corinthians, assim foi frenética a busca pelo título nacional, que só veio acontecer em 1990.
O título de Campeão Mundial pela FIFA não serviu muito para minimizar o objetivo de internacionalização do time. É claro, um título indiscutível; já que ganhou jogando bola. Mas título que tem lá suas chagas em relação aos procedimentos, pela escolha das equipes e pela “queima de etapas”. Etapa que tem nome: Libertadores. Na cabeça de todos, mesmo os mais fanáticos torcedores, não dá para se comparar aos outros times campeões mundiais quando falta um título no meio dessa história.
Corinthians entra em campo com a obrigação de ganhar. Mas não é uma obrigação como de todos os outros times, mas uma obrigação ainda maior. Envolve uma série de fatores que somente a paixão pelo futebol pode responder. Envolve cumplicidade, dedicação; verdade. Os jogadores precisam mais do que nunca ser verdadeiros dentro do campo. Precisam “comer grama”. Essa pressão é interessante, numa medida certa: em doses muito grandes é sinal guerra. O time está entrando em campo com três alternativas: depressão, revolução e contemplação.
Depressão e revolução estão ligadas à derrota. Ninguém sabe como será o comportamento da torcida caso o time não seja campeão. Vejam bem, não existe meio termo: ou é campeão ou não é nada. Eles podem se fechar em si, entristecidos. Podem olhar para o passado e ver rompido todo o mundo de felicidade que estavam projetando. Podem olhar para a derrota, amargurados e sem força para se moverem.
A derrota pode trazer a revolução: nada está bom e até os ídolos podem fraquejar. Adeus a todos eles, que saiam por bem ou por mal. Que a derrota construa um novo mundo. Essa revolução foi mais ou menos o que aconteceu com a queda para a série B, quando o time foi completamente reformulado, não só em sua estrutura física, mas também a mentalidade de seus jogadores, dirigentes e torcedores. Aquela revolução silenciosa colocou o time no seu verdadeiro lugar. O que uma derrota na Libertadores, em qual que seja a fase, poderá causar ao clube?
E a contemplação?
Não precisamos falar como os torcedores se sentirão caso o Corinthians se torne, enfim, campeão da Libertadores.
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3 comentários:
O que acontecerá se o Corinthians for campeão? Acredito que até o gol do Basílio em 1977 até será esquecido.
O São Paulo de Telê fez com que a Libertadores se tornasse um torneio cobiçado, pelo menos para os brasileiros. A TV passou a transmitir o torneio, que até então era "desinteressante". E foi quando o Palmeiras conquistou o torneio em 1999 que o título virou uma obsessão para os mosqueteiros.
Eu ainda considero a expectativa pelo título da Libertadores exagerada. Toda essa história de Lbertadores e centenário colocam uma pressão desmedida no time e nos torcedores. Acho que a derrota causará, sem dúvida, uma grande depressão esportiva e também econômica, pois, o Corinthians não economizou para ter o time do Centenário e se o ano for de "Centernada"...
Exagero por causa desse torneio, com certeza.
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