segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Com a derrota tricolor no clássico, falemos sobre a bola oval.


Eu sou um grande fã do futebol americano e, sem modéstia, conheço bastante do jogo. Na noite desse domingo tivemos a 44ª edição do Super Bowl, a final do campeonato profissional. De um lado estava o Indianapolis Colts, grandes favoritos ao título e comandados por um dos maiores jogadores de todos os tempos; o lançador Peyton Manning. De outro lado estava o azarão; o New Orleans Saints. Uma equipe que nunca ganhou o título e vindo de uma cidade que é mais conhecida pelo seu carnaval e pela sua relação com a música popular americana. Apesar de todo cenário, que já daria um belo roteiro de filme em Hollywood, o melhor da história aconteceu há 05 anos, quando o furacão Katrina destruiu boa parte do estado da Louisiana e, também, a cidade de Nova Orleans, que de uma hora para outra estava submersa, com milhares de mortos e desabrigados. A solução para aqueles que perderam a sua casa, o seu lar, era abrigá-los no Superdome, o estádio no qual os Saints sediavam os seus jogos.
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Durante um ano, os Saints ficaram sem casa, pois, era o momento de ajudar os filhos da cidade que perderam os seus bens, os seus familiares e boa parte da esperança. O jeito foi mandar os jogos fora de Nova Orleans. A temporada de 2005 foi uma das piores da história do time, com 03 vitórias e 13 derrotas. O time, então, mudou. Contrataram um técnico novato, trouxeram um lançador que era dado como acabado para o esporte e começaram a montagem do time.
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A volta do Saints ao Superdome foi emocionante. O estádio estava lotado e a cidade queria ter motivos para ter esperança novamente. A reabertura do estádio contou com um shows do U2 e do Green Day que, pra completar, terminou com uma grande vitória dos Saints.
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A vitória de ontem no Super Bowl não recuperará as casas, escolas, hospitais e monumentos destruídos pelo Katrina, mas, servirá para ajudar aquelas pessoas a recuperar um pouco dos sonhos, das esperanças e da auto-estima. O esporte tem esse poder, também. Eu, do lado de cá da Linha do Ecuador, torci ansiosamente pela vitória dos Saints, de Nova Orleans. Nem mesmo a derrota do Tricolor conseguiu abalar a minha torcida. Não só pelo jogo, pelo esporte em si, mas, por todo esse enredo de dor e redenção.
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2 comentários:

Sérgio Oliveira disse...

Nunca imaginei que esse esporte acharia um espaço aqui. Mas valeu pela oportunidade.

Eu, por exemplo, não sei absolutamente nada sobre futebol americano; e muitas vezes chego até confundi-lo com beisebol.

Dada a ignorância sobre os dois esportes....rs

Mario disse...

New Orleans Saints = Santos de Nova Orleans?

Mais um excelente post do nosso amigo Geléia, com certeza a história daria mesmo um filme de Hollywood, numa tragédia que poderia ter sido ao menos minimizada não fosse o descaso de Bush.

Também não entendo patavinas de futebol americano, mas pelo menos dá pra saber pra que lado o time está atacando, ao contrário do beisebol...