terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Marcha Lenta

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Corinthians estréia no ano do centenário. Para alguns torcedores é ano de ganhar tudo, pois o time pode (na cabeça deles). Mas não é bem assim, talvez ganhe o possível. E exatamente por toda essa euforia, dos torcedores e da mídia; é todos esperavam uma boa apresentação contra o modesto Monte Azul. Isso não aconteceu, o time parece ainda estar em marcha lenta; com um sistema tático ainda em definição.

Mano terá muito trabalho pela frente: as peças estão à sua disposição, conforme sua solicitação. Espera-se que ele saiba o que está fazendo. No primeiro jogo do time, pelo ano do centenário; pareceu-me que o time está mesmo velhinho, tanto na saída de bola quanto na pegada que caracterizou o time no primeiro semestre do ano passado. Parece que o sistema defensivo deixa o adversário correr solto e o ataque perdendo os “gols quase feitos”.

Não foi um bom jogo: para o Corinthians o empate com jeito de derrota. Para o Monte Azul, entrou com o pé direito na primeira divisão. Mas, corintianos, não se desesperem: o que vale ainda, para quem gosta de estatísticas, é que o time está invicto; desde o campeonato passado. Para Mano, vale que o time está se acertando; ainda se encaixando. Deve ter tirado algumas conclusões, como por exemplo: Souza é um cara batalhador, mas perde muitos gols. Isso é o fim de uma carreira brilhante: é o mesmo que mestre cuca não saber dosar o sal.

Outra coisa ele deve ter notado: Ronaldo é vital. Jorge Henrique é o motor. Jucilei é o cara que se salva a marcação do meio campo. Chicão é o líder. Felipe salva debaixo da trave, mas é um desastre quando sai do gol. William é sério, discreto e regular. Alessandro joga com vontade. Escudero não serve nem para a reserva de um time de várzea no interior de São Paulo.

Já li muitos palpites sobre o novo Corinthians. Pessoal brincando de montar o time perfeito, com todos os jogadores que estão disponíveis. Eu fiquei pensando: qual é o Corinthians perfeito para o ano do Centenário? Provavelmente não é aquele que eu vi em Ribeirão Preto; e com certeza que é aquele que eu vi na final da Copa do Brasil contra o Internacional. Como não podemos viver do passado, resolvi também dar meu palpite.

A defesa ficaria com: Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos. O meio campo com dois volantes marcadores: Jucilei e Ralf (Edu). No meio de campo para armação usaria Danilo (ou Theco) e Defederico. No ataque Jorge Henrique e Ronaldo. Numa outra variação, Dentinho no lugar de Defederico jogando mais no ataque. Também pela saída de Ralf e a entrada de Boquita.

Mas não sou dono da verdade, nem recebo muito bem para treinar o time. Também não dá nem para comparar o conhecimento de Mano com o meu, um mero palpiteiro. Mas como dizem: um pouco de técnico todo mundo tem. Então exerci um pouco esse meu papel, apesar de gostar mais de ser louco.

Que Mano não seja louco e coloque logo o time para correr, senão pode ser tarde demais para a gente confiar no título da Libertadores.
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Um comentário:

Mario disse...

Acredito que seja o elenco mais caro das Américas; logo, espera-se um bom rendimento. Mas o primeiro jogo não deve servir de parâmetro, talvez nem o paulista.