Radiante o
domingo, não? Começou mesmo o nosso amado futebol. Palmeiras vence e já está
com aquele ar de quem começou bem e pode terminar melhor ainda. O otimismo
palmeirense é contagiante, mas menos necessário. Futebol em campo é outra
coisa, diferente daquilo que dirigentes, presidentes e treinadores podem planejar.
Mas vamos lá, vamos falar da bola! Pego uma cerveja gelada, embora não goste de
beber de domingo. São Paulo na tela, contra o Penapolense. Esse time do
interior dá trabalho, não dá? Pergunto inconscientemente aos meus companheiros
de botequim.
Nenhuma resposta,
nenhuma viva alma.
Pois é, todos nós
sabemos que o Paulista começou. Do outro lado um sujeito com rádio de pilha. Eu
pergunto – entre uma golada e outra. Quanto está o Coringão? Está ganhando. A resposta
curta e grossa. Ganhando, apenas. Mas quanto? Soube desde sempre que o número
de gols é essencial para qualquer partida. Bom, depois da goleada sofrida pela
seleção brasileira, gol passou a ser mais que um detalhe. O time que iria dar
trabalho não deu nenhuma canseira. São Paulo marca. Exceto o Sol, daqueles dias
de verão de amargar; São Paulo não estaria sofrendo em campo. Pedi mais uma
cerveja.
Santos também
joga. Ituano, que no ano passado rendeu uma dor de cabeça daquelas. Sim, o time
campeão iria enfrentar o vice. Jogo difícil, penso comigo. Ninguém estava
falando de futebol naquele lugar. Marmanjos falando sobre a bunda da Paolla; cabelos
avermelhados da Isis; qual o rumo da novela Império. O mundo está mudado. Santos
vence com facilidade. São Paulo idem. Corinthians também. Palmeiras é o único
que empolga. Empolga torcedores, evidente; razão de ser da equipe. Críticos
esportivos, conhecedores a fundo do negócio; torcem mais uma vez o nariz para a
primeira rodada.
De repente um
burburinho mais alto, parecendo mesa de apostas. Jogador tal, lance tal; coisa
de time freguês. Ufa, meu alívio. Estão finalmente falando sobre futebol. E é
um tal de uns gringos para lá, outros para cá. Pensei em pegar o dicionário,
estou em outro país, parece. Super alguma coisa vai rolar. Maior espetáculo da
Terra. O mundo vai parar: o futebol do super alguma coisa bola. Ouvi de
relance; meio sem querer. Os caras subindo na mesa, como quando eu jogava truco.
Uma caixa de cerveja, apostava um. Uma caixa de cerveja, apostava o outro. Eu vendido.
Peço mais uma. É
a saideira. Não existe ambiente para mim aqui. O futebol também perdeu a sua
oportunidade em ser muito mais querido, desejado; avaliado e discutido: assim
como esse super bola...
.... minha
tradução livre.
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