terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Sete contra um: Aberto a temporada do otimismo!



O futebol brasileiro passou por um dos maiores vexames de sua história. Alemanha goleando o Brasil pela Copa do Mundo foi apenas um detalhe. Estamos há anos no passado, num futebol que deixou de existir. Insistimos ainda que aqui é celeiro, país do futebol; nossas crianças apreendem futebol desde o berço. Bom, então alguma coisa está bem errada; fingimos não saber. Os sete contra um é deprimente, humilhante; não foi coisa do futebol; não em nível selecionável. Veja bem: nossos maiores e melhores jogadores foram humilhados pelos alemães. Onde erramos naquela partida? Foi acaso? Jogando hoje ganharíamos? Jogando uma outra competição seríamos mais felizes? Balela!

Em meio a minha crise de sofrimento; eis que me deparo com uma discussão sobre reforço, contratação; chapéu. Parem as máquinas, já dizia Avalone. Parem as máquinas que eu estou com tontura. Sim, os nomes são estranhos para mim, nada parece ser uma grande negociação. Expliquem de modo racional qual é a sua euforia. É verdade que parte desse otimismo está lá pelos lados do Allianz; onde qualquer coisa, qualquer time que se montasse, seria melhor que a temporada anterior. Mas, é mesmo uma dessas maravilhosas seleções? Estamos mesmo falando de jogadores fantásticos; ou apenas, comparando, melhores que os anteriores? Pois é, nosso futebol volta e mexe se acostuma com pouco.

Hoje ficaremos alegres em não sofrer goleada contra os europeus. Corinthians enfrentará dois times alemães e a Globo insiste com o negócio de revanche. Ora, sem cabimento. Válido como uma jogada de mercadológica, aumentar o prestígio do caça-níquel; valorizar o produto que eles bancam. Como disse em várias oportunidades, Globo não tem predileção por qualquer equipe, tem pelo lucro. O dia que o Corinthians não for vantajoso, será jogado para a lata do lixo. Quem bate na tecla de clubismo quando vê televisão não sabe absolutamente nada de como funciona as cifras, os contratos e os negócios que envolvem o futebol.

E os negócios foram ótimos para todos, menos para os torcedores. Estes, quando muito, conseguem um prêmio por comprar uma televisão, gastar no cartão de crédito; tomar determinada cerveja. Quase sempre é o torcedor quem paga a conta da ótima e da péssima administração dos clubes. Um Cruzeiro, campeão de tudo que pode, vê seu time se deteriorando de maneira infeliz: é vendido como parte do negócio, que é desfazer e refazer uma equipe.


Mas como manipular tantos jogadores igualmente medianos? Como montar uma equipe competitiva com o mais do mesmo? Embora o Palmeiras esteja contratando exatamente o que pode, também corre o risco de cometer a mesmice. Os nomes são melhores, por isso o otimismo da maioria dos torcedores palmeirense, mas isso não significa um time campeão.  Lembro-me da década de oitenta quando o Corinthians montou aquilo que se chamava “esquadrão”. Hugo De León como craque na defesa e assim por diante. Não deu liga, pois o futebol é mais humano dos esportes, mais desumanos dos negócios. E assim que funciona a derrota e a vitória de uma equipe: somos pegos geralmente de surpresa, como num sete a um sem propósito.




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