domingo, 10 de outubro de 2010

Pé no fundo no Japão

Olá leitores!

O GP do Japão foi uma corrida irregular, alternando momentos emocionantes com outros simplesmente dispensáveis. Tivemos as últimas 15 voltas do Kobayashi que foram uma obra de arte, a disputa no começo entre Rosberg e Schummi (que durou até o chefe da equipe informar o Schummi que “isso não é uma ordem de equipe, mas o Nico saberá como se comportar em caso de disputa”, após o que o veterano piloto desistiu do ataque), tivemos o Hamilton - que antes de apresentar problemas no engate da 3ª marcha vinha em um bom ritmo. No entanto, também tivemos o Di Grassi passando reto na veloz curva 130R já na volta de apresentação e aquecimento de pneus, o Petrov se perdendo na largada e batendo no Hulkemberg, o “segundinho” querendo passar o Liuzzi onde não tinha espaço e levando os dois para fora da pista, o Kubica perdendo uma roda sozinho, sem tocar ou bater em ninguém... entre pontos positivos e negativos, entretanto, até que não foi das piores. Foi melhor que a maior parte das corridas feitas em pistas projetadas (ou estragadas) pelo Hermann Tilke, como Bahrein, Valencia, Malásia...

O destaque, mais uma vez, foi o samurai Kamui Kobayashi. Largou com pneus duros e deixou para colocar os macios faltando 15 voltas para o final. Nessas 15 voltas ele ganhou 5 posições, com ultrapassagens de encher os olhos, seja passando por dentro ou por fora. Ele consegue ser mais agressivo que o Hamilton, e isso só pode ser motivo de elogio. Na corrida ele passou o Alguersuari por 2 vezes, até tocando rodas com ele na 2ª vez, não tomou conhecimento do Buemi, do Barrichello e do Heidfeld... fantástico!

Os 3 primeiros fizeram o que se esperava deles, corridas pensando no campeonato, e assim sendo Vettel, Webber e Alonso (este último beneficiado pelo abandono prematuro do Kubica) fizeram corridas sem grandes destaques, apenas se revezando para ver quem fazia a volta mais rápida.

Os brasileiros não foram muito bem: o Barrichello largou em 7º e terminou em 9º, o “funcionário padrão” quis passar o Liuzzi pela grama na primeira curva e obviamente não deu certo, o Di Grassi nem largou, e o Senna fez o que podia, ou seja, chegar na frente do companheiro de equipe, pois com aquela cadeira elétrica não dá pra almejar nada muito melhor que isso. Uma corrida para esquecerem.

Saindo um pouco do assunto F-1, na etapa desse domingo da F-Truck o ótimo piloto Roberval Andrade (único que já venceu mais de uma prova nessa temporada) se encaminhava para mais uma vitória quando o caminhão do Centenada quebrou de novo... devem ser os maus fluidos advindos do logotipo, já que na prova da Stock Car o carro do Centenada também não terminou a prova. Em tempo, o vencedor da Stock foi o ótimo Max Wilson (piloto que já correu até na disputadíssima V-8 Supercars australiana) e na Truck vitória do Beto Monteiro, primeira pole e vitória da Iveco e primeira vez que um piloto faz a pole e vence com 3 marcas de caminhão diferentes.
A próxima corrida, em tese, será o GP da Coréia, em Yeongam, dia 24/10, também no horário da balada. Digo em tese pois a FIA ainda não conseguiu fazer a inspeção de liberação da pista, que deveria ter acontecido em 24/08 no máximo, devido ao atraso nas obras. Sim, parece coisa do Brasil. Não, se nós fizermos isso estaremos excluídos “per secula seculorum” do calendário. A inspeção final está marcada para essa 2ª feira, 11/10. Se por acaso não estiver em condições, aí a prova deverá ser cancelada (embora ache que o Tio Bernie vai mexer os pauzinhos para que a prova aconteça de qualquer jeito, já que a Coréia pagou “os tubos” pela vaga no calendário) e a próxima etapa seria o GP do Brasil, em 07/11, 4 dias antes do meu aniversário. Esperemos para ver o que acontece.

Até a próxima!

Alexandre Bianchini

Nenhum comentário: