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Final da penúltima rodada. Em outras épocas estaríamos já comemorando o campeão. Dessa vez teremos o resultado apenas nos últimos minutos. Emocionante? Talvez. Continuo achando a competição por “pontos corridos” tão injusto quanto o torneio “mata-mata”. Sou contrário aos pontos corridos, e uma das minhas considerações está exatamente em duas questões: malas (pretas, brancas e multicoloridas) e o “corpo mole”. Mesmo que negado por muitos jogadores e pela própria mídia.
O tal profissionalismo justificado pelas equipes que “não brigam por nada”, parece ser até uma coisa louvável. Acho mesmo que as equipes entram para ganhar qualquer jogo (pelo menos torço para isso). O que acontece que existe a “vontade” e a “Vontade”. Corinthians quis perder o jogo para o Flamengo? Não. Mas entrou com “vontade” ou “Vontade”? apenas com a vontade, como foi a apresentação dos últimos dez jogos do time. Corinthians deve ser crucificado, pois não foi aquela equipe que todos esperavam, como se estivesse brigando pelo título? Não deve ser crucificado, pois numa competição de pontos corridos é assim mesmo.
Alguns dirão que o time deve entrar para ganhar, com raça; em qualquer jogo valendo qualquer coisa. Eu gostaria que fosse assim também, mas infelizmente no futebol de hoje não é. Uma partida é apenas uma partida, não mais uma batalha. Ganhar ou perder faz parte do jogo, como em qualquer esporte. É claro que todos esperam ganhar, sempre. Mas a derrota passou a ser uma coisa “mais ou menos” normal, principalmente quando o “pote do fim do arco-íris é apenas um pote vazio”. E isso vem inclusive de alguns torcedores, que muitas vezes considera mais vantajoso uma derrota prejudicar um arqui-inimigo do que uma vitória apenas preencher o brio do esportista.
O palpite para a última rodada é tão vaga quanto o palpite que demos no começo do campeonato. É claro que agora temos cinco ou seis clubes na briga, com apenas três evidentes. O título não escapa dos quatro primeiros; e qualquer dúvida em relação a isso, basta olhar o histórico de toda a competição: quando alguém dá uma cartada final por determinada equipe, a coisa toda muda. Sábado Palmeiras estava “quase fora da Libertadores”, São Paulo com “a mão na taça” e Flamengo “brigando por fora”. Hoje temos o São Paulo “quase fora da Libertadores” (coisa que eu considero impossível), Palmeiras “perto do título” e o Flamengo com “a mão na taça”. Não se surpreendam se o Internacional “for campeão”.
O palpite nesse campeonato passou por todos os testes e conceitos. Críticos de futebol, amadores como nós do Patativa; e torcedores apaixonados; foram conduzidos em todos os momentos por histórias fascinantes do futebol. “Nunca na história desse país, se errou tantos palpites sobre o futebol”. Ficou marcado, pelo menos para mim, que os resultados são determinados por uma série de fatores, mas que muitas vezes a prática do esporte é quem decidirá o vencedor ou não.
O que eu quero dizer é mais ou menos a lenda: Treino é treino, jogo é jogo.
Assim, esse ensaio que fazemos sobre o futuro, pela análise de resultados, pelo comportamento técnico e tático de determinas equipes. A análise que fazemos sobre motivação; sobre os treinadores: tudo isso é muito pequeno quando comparado ao sentimento, a motivação e ao preparo do jogador dentro de campo.
Talvez a marca desse campeonato seja exatamente a reestruturação do palpite: Seremos obrigados palpitar sobre o futebol não mais pela razão, mas por critérios ligados a adivinhação.
E ainda mais: palpitar muito sobre "vontade" e "Vontade" em ganhar.
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Final da penúltima rodada. Em outras épocas estaríamos já comemorando o campeão. Dessa vez teremos o resultado apenas nos últimos minutos. Emocionante? Talvez. Continuo achando a competição por “pontos corridos” tão injusto quanto o torneio “mata-mata”. Sou contrário aos pontos corridos, e uma das minhas considerações está exatamente em duas questões: malas (pretas, brancas e multicoloridas) e o “corpo mole”. Mesmo que negado por muitos jogadores e pela própria mídia.
O tal profissionalismo justificado pelas equipes que “não brigam por nada”, parece ser até uma coisa louvável. Acho mesmo que as equipes entram para ganhar qualquer jogo (pelo menos torço para isso). O que acontece que existe a “vontade” e a “Vontade”. Corinthians quis perder o jogo para o Flamengo? Não. Mas entrou com “vontade” ou “Vontade”? apenas com a vontade, como foi a apresentação dos últimos dez jogos do time. Corinthians deve ser crucificado, pois não foi aquela equipe que todos esperavam, como se estivesse brigando pelo título? Não deve ser crucificado, pois numa competição de pontos corridos é assim mesmo.
Alguns dirão que o time deve entrar para ganhar, com raça; em qualquer jogo valendo qualquer coisa. Eu gostaria que fosse assim também, mas infelizmente no futebol de hoje não é. Uma partida é apenas uma partida, não mais uma batalha. Ganhar ou perder faz parte do jogo, como em qualquer esporte. É claro que todos esperam ganhar, sempre. Mas a derrota passou a ser uma coisa “mais ou menos” normal, principalmente quando o “pote do fim do arco-íris é apenas um pote vazio”. E isso vem inclusive de alguns torcedores, que muitas vezes considera mais vantajoso uma derrota prejudicar um arqui-inimigo do que uma vitória apenas preencher o brio do esportista.
O palpite para a última rodada é tão vaga quanto o palpite que demos no começo do campeonato. É claro que agora temos cinco ou seis clubes na briga, com apenas três evidentes. O título não escapa dos quatro primeiros; e qualquer dúvida em relação a isso, basta olhar o histórico de toda a competição: quando alguém dá uma cartada final por determinada equipe, a coisa toda muda. Sábado Palmeiras estava “quase fora da Libertadores”, São Paulo com “a mão na taça” e Flamengo “brigando por fora”. Hoje temos o São Paulo “quase fora da Libertadores” (coisa que eu considero impossível), Palmeiras “perto do título” e o Flamengo com “a mão na taça”. Não se surpreendam se o Internacional “for campeão”.
O palpite nesse campeonato passou por todos os testes e conceitos. Críticos de futebol, amadores como nós do Patativa; e torcedores apaixonados; foram conduzidos em todos os momentos por histórias fascinantes do futebol. “Nunca na história desse país, se errou tantos palpites sobre o futebol”. Ficou marcado, pelo menos para mim, que os resultados são determinados por uma série de fatores, mas que muitas vezes a prática do esporte é quem decidirá o vencedor ou não.
O que eu quero dizer é mais ou menos a lenda: Treino é treino, jogo é jogo.
Assim, esse ensaio que fazemos sobre o futuro, pela análise de resultados, pelo comportamento técnico e tático de determinas equipes. A análise que fazemos sobre motivação; sobre os treinadores: tudo isso é muito pequeno quando comparado ao sentimento, a motivação e ao preparo do jogador dentro de campo.
Talvez a marca desse campeonato seja exatamente a reestruturação do palpite: Seremos obrigados palpitar sobre o futebol não mais pela razão, mas por critérios ligados a adivinhação.
E ainda mais: palpitar muito sobre "vontade" e "Vontade" em ganhar.
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