quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Vontade de vencer?

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Num campeonato que todos chamam de “estranho”, nada mais normal do que coisas “estranhas” acontecerem. Não vou falar sobre o desempenho do Palmeiras, nem tampouco chutar quem será o campeão. Deixei de pensar em futurologia quando errei todas as minhas previsões: De um São Paulo que brigaria somente pela Libertadores ao Flamengo rebaixado. Do Palmeiras que iria deslanchar no final do campeonato ao Atlético Mineiro que poderia atrapalhar os sonhos alviverdes. O campeonato não merece nossa previsão, pois ele anda fazendo tudo diferente do que projetamos. Se continuarmos esse exercício de imaginação, continuaremos sendo enganados.

O extraordinário desse campeonato é a vontade de ganhar. Isso é um belo motivo para termos tantos jogadores se batendo no campo. A nota é pior quando estamos falando de jogadores do mesmo time. Se a briga já não resolveria entre adversários, imagine quando acontece entre companheiros. O negócio estranho do campeonato “estranho” é essa tendência de ganhar não apenas no grito, mas nos sopapos.

Os tricolores poderiam perder muito, depois da briga dentro de campo entre Hugo e André Dias. Ficou barato o cartão amarelo, é o que dizem. Se eu estivesse em campo, também não daria vermelho: a discussão ficou em empurrões e abraços, coisa de quem anda mesmo com a cabeça quente. Eles perceberam que o negócio poderia se complicar, e foram logo botando a cabeça no lugar. A expulsão dos dois jogadores iria criar um ambiente na crônica paulista de uma perseguição ao tricolor, beneficiando o Flamengo. Uma tremenda bobagem que devemos repudiar. Louvável o amarelo, apesar de a regra ser “tão” clara.

No jogo do Olímpico, a briga, que todos andam comparando com o lance dos tricolores, o negócio foi um pouco diferente. Talvez pelo placar adverso, talvez pela pressão de ter que ganhar o jogo; talvez por uma série de fatores que não sabemos; a verdade é que Obina e Maurício se pegaram em campo parecendo moleques em dia de fúria. Briga de rua mesmo, tipo quando acontecia um lance duvidoso no jogo de bola de meia, por causa de uma trave ter saído do lugar (geralmente um chinelo ou uma pedra). Mas eles não são moleques e ganham muito bem para deixar de lado o chinelo e brigarem mesmo por bons lances, gols e raça.

A raça desses jogadores sendo confundida com raiva. Tanto que a desculpa de todos os brigões era que “todos querem ganhar, às vezes as coisas não funcionam bem”. Uma ova! Jogador brigando com jogador é coisa impensada. Mais do que isso; no aspecto prático, absolutamente ineficiente. Veja que os tricolores discutiram e se acertaram em campo, os palmeirenses foram demitidos. São Paulo ganhou e o Palmeiras perdeu. Assim, tenho quase certeza que a briga entre os tricolores foi uma coisa totalmente distinta dos palmeirenses.

Portanto, de agora em diante nem quero ouvir que essas brigas são causadas por uma “vontade louca” pela vitória. Não dá para pensar que a briga corrigirá determinadas falhas. Muito menos que a motivação pelo título faz com que os jogadores percam a cabeça. Nesse aspecto, motivacional ou não, o Palmeiras sofreu muito mais do que o São Paulo, e não foi apenas por causa do cartão vermelho; mas pela demonstração de imaturidade. Característica que mostra a fraqueza de um time que não está preparado para ser campeão.
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3 comentários:

Mario disse...

A ânsia de ganhar um título que não vem desde 1994, atrapalhou o verdão, apesar de possuir um dos melhores técnicos da atualidade.

Cesar Augusto disse...

O que atrapalhou, na minha opinião, foi o mau futebol de alguns medalhões do time. A briga foi um desfecho patético para uma campanha repleta de erros.

Bianchini disse...

O problema do meu Palestra é que tem jogadores ganhando demais e jogandeo futebol de menos...
VOLTA JORGINHO!!!!!!!!!!!!