quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Pancadaria, desespero e o Palmeiras jogou a toalha no Olímpico

O Palmeiras precisava vencer o Grêmio na noite desta quarta-feira. Precisava de uma vitória convincente para levantar o moral do grupo e manter o sonho de conquista do título. Precisava de um recomeço dentro do campeonato para apagar as más atuações do time nas últimas nove rodadas. Precisava mostrar para a sua torcida que o time, apesar das controversas declarações de seu capitão, estava comprometido com o título. Precisava provar que aquelas boas atuações do início de campeonato poderiam ser reeditadas. Precisava, mas, não conseguiu. Cheguei a pensar que o Palmeiras poderia quebrar a seqüência invicta do Grêmio dentro dos seus domínios, mas, estava enganado.

O time apresentou alguns dos mesmos defeitos de articulação ofensiva que já se faziam presentes nas últimas semanas, mas, dessa vez mostrava uma determinação impressionante, uma vontade de vencer digna de nota. Pensei que num jogo brigado e pouco inspirado como aquele, o Palmeiras poderia vencer, voltar aos trilhos. Eis que numa bola cruzada na área, no finalzinho do primeiro tempo o Palmeiras toma o seu primeiro revés: 1x0. E os velhos demônios voltaram a infernizar o time. Uma discussão ríspida e despropositada dentro de campo culminou em uma troca de sopapos entre Maurício e Obina. O árbitro disse ter visto tudo ou alguém teria lhe contado. Eis que na volta para o segundo tempo, o segundo revés. O árbitro expulsa os dois brigões. O que já era difícil com a paridade numérica passou a ser impossível.

O Palmeiras estava grogue. Era questão de tempo para o nocaute e ele veio em uma bola cruzada na área que não foi interceptada pelos defensores. 2x0. O que veio depois em nada lembrava uma partida decisiva de campeonato. O Palmeiras jogou a toalha. Resta agora a disputa por uma vaga na Libertadores.

E, acreditem, será uma tarefa difícil.

2 comentários:

Sérgio Oliveira disse...

Marcos, o goleiro, na transmissão: "Não gosto de enganar a torcida, eles devem esquecer do título!"

E a briga, de novo, veio com aquela desculpa: É a vontade de vencer! Vontade um tanto idiota, pois a briga dentro de campo deve ser outra.

Mas, são coisas desse campeonato "estranho"

Mario disse...

Autoeliminação.